30 abril, 2009

A carta não publicada

De Dilma Rousseff

Senhor Jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsmann da Folha de São Paulo,

1. Em 30/03/2009, a jornalista Fernanda Odilla entrevistou-me, por telefone, a pedido do chefe de redação da Folha de São Paulo, em Brasília, Melchíades Filho, acerca das minhas atividades na resistência à ditadura militar.

2. Naquela ocasião ela me informou que para a realização da matéria jornalística, que foi publicada dia 05/04/09, tinha estado no Superior Tribunal Militar – STM. No entanto, eu soube posteriormente que, com o argumento de pesquisar sobre o Sr. Antonio Espinosa, do qual detinha autorização expressa para tal , aproveitara a oportunidade e pesquisara informações sobre os meus processos, retirando cópias de documentos que diziam respeito exclusivamente a mim, sem a minha devida autorização

3. A repórter esteve também no Arquivo Público de São Paulo, onde requereu pesquisa nos documentos e processos que me mencionavam, relativos ao período em que militei na resistência à ditadura militar. Neste caso, é política do Arquivo de São Paulo disponibilizar livremente todos os dados arquivados e, em caso de fotocópia, autenticar a cópia no verso com os dizeres “confere com o original”, com a data e a assinatura do funcionário responsável pela liberação do documento.

4. Os documentos pesquisados pela jornalista foram aqueles relativos ao Prontuário nº 76.346 e as OSs 0975 e 0029, sendo também solicitadas extrações de cópias.

5. Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30/03 sobre minha participação ou meu conhecimento do suposto seqüestro de Delfim Neto, a matéria publicada tinha como título de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro do Delfim”. O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de “factóide”, uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha de São Paulo.

6. O mais grave é que o jornal Folha de São Paulo estampou na página A10, acompanhando o texto da reportagem, uma ficha policial falsa sobre mim. Essa falsificação circula pelo menos desde 30 de novembro do ano passado na internet, postada no site www.ternuma.com.br (“terrorismo nunca mais”), atribuindo-me diversas ações que não cometi e pelas quais nunca respondi, nem nos constantes interrogatórios, nem nas sessões de tortura a que fui submetida quando fui presa pela ditadura. Registre-se também que nunca fui denunciada ou processada pelos atos mencionados na ficha falsa.

7. Após a publicação, questionei por inúmeras vezes a Folha de São Paulo sobre a origem de tal ficha, especificamente o Sr. Melchiades Filho, diretor da sucursal de Brasília. Ele me informou que a jornalista Fernanda Odilla havia obtido a cópia da ficha em processo arquivado no DEOPS – Arquivo Público de São Paulo. Ficou de enviar-me a prova.

8. Como isso não aconteceu, solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 05/04/2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de São Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos.

9. Mais estranho ainda é que a legenda da ficha publicada pela Folha dizia: “Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu”. Ora, se a Folha sabia que os chamados crimes atribuídos a mim não foram por mim cometidos, por que publicar a ficha? Se optasse pela publicação, como ocorreu, por que não informar ao leitor de onde vinha a certeza da falsidade? Se esta certeza decorria de investigações específicas realizadas pela Folha, por que não informar ao leitor os fatos?

10. O Arquivo Público de São Paulo também disponibilizou cópia do termo de compromisso assinado pela jornalista quando de sua pesquisa, ficando evidente que a repórter não teve acesso a nenhum processo que tivesse qualquer ficha igual à publicada no jornal.

11. Mais ainda: a referida não existe em nenhum dos arquivos pesquisados pela jornalista, seja o STM, seja o Arquivo Público de São Paulo. O fato é que até o momento a Folha de São Paulo não conseguiu demonstrar efetivamente a origem do documento.

12. Considero ainda que a matéria publicada na sexta-feira,17 de março, em que a Folha relata as minhas declarações ao jornalista Eduardo Costa, da rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, não esclarece o cerne da questão sobre a responsabilidade do jornal no lamentável e até agora estranho episódio: de onde veio a ficha que afirmo ser falsa?

13. Após 21 dias de espera, não acredito ser necessária uma grande investigação para responder à seguintes questões: em que órgão público a Folha de São Paulo obteve a ficha falsa? A quem interessa essa manipulação? Parece-me óbvio que a certeza sobre a origem de documentos publicados como oficiais é um pré-requisito para qualquer publicação responsável.

14. Transcrevo abaixo o texto literal do termo de responsabilidade assinado pela jornalista em 22/01/09:

“Declaro, para todos os fins de Direito, assumir plena e exclusiva responsabilidade, no âmbito civil e criminal, por quaisquer danos morais ou materiais que possa causar a terceiros a divulgação de informações contidas em documentos por mim examinados e a que eu tenha dado causa. Ficam, portanto, o Governo do Estado de São Paulo e o Arquivo do Estado de São Paulo exonerados de qualquer responsabilidade relativa a esta minha solicitação.

Declaro, ainda, estar ciente da legislação em vigor atinente ao uso de documentos públicos, em especial com relação aos artigos 138 e 145 (calúnia, injúria e difamação) do Código Penal Brasileiro.

Assumo, finalmente, o compromisso de citar a fonte dos documentos (Arquivo do Estado de São Paulo) nos casos de divulgação por qualquer meio (imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, internet, livros, teses, etc).” (Cópia em anexo)

15. Por último, cabe deixar claro que a ficha falsa foi divulgada em vários sites de extrema direita, como: a) Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), blog de apoio ao Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, ficha falsa postada em 30 de novembro de 2008; b) Coturno Noturno – Blog do Coronel: ficha falsa postada em 27 de março de 2009 (a ficha está “atualizada” apresentando uma foto atual) (http://coturnonoturno.blogspot.com/2009/04/desta-parte-dilma-lembra-tudo.html). A partir daí, outros sites na internet também divulgaram a ficha: a) http://fórum.hardmob.com.Br/showthread.php; b) http:/www.viomundo.com.Br/blog/dilma-terrorista/

16. Estou anexando a este memorial cópia de alguns documentos que considero importantes para sua avaliação:

➢ Termo de responsabilidade assinado pela jornalista no Arquivo de SP;

➢ Cópia de fichas onde consta a foto (ou idêntica) à utilizada para montagem da ficha usada pela Folha de São Paulo

➢ Cópia da solicitação da jornalista Fernanda Odilla ao STM de acesso a informações sobre Antonio Espinosa

➢ Autorização do Sr. Antonio Espinosa para acesso aos seus documentos

➢ Termo de Compromisso assinado pela jornalista Fernanda Odilla junto ao STM.

divulgada por Luis Nassif

29 abril, 2009

Repórter da Folha tinha acesso a ações do Dops

As colaborações do Grupo Folha com a ditadura militar (1964-1985) foram além do já revelado apoio logístico. Durante o período de maior repressão do regime, José Ramos, da Folha da Tarde, era o repórter da confiança do Dops (Departamento de Ordem Pública e Social), um dos mais temidos órgãos da repressão, e sugeria a presos políticos que delatassem seus companheiros.

Ramos fazia plantão no Dops, à espera de notícias sobre captura de militantes da luta armada. Tinha acesso ao transporte de presos políticos — invariavelmente em peruas do Grupo Folha, que serviam como fachada para diligências da Oban (Operação Bandeirantes). Mesmo se apresentando aos presos como jornalista, estimulava-os “a abrir a boca para os torturadores”.

“Ele era o setorista da Folha dentro do Dops — aliás, o único setorista aceito — e me disse que sabia o que podia acontecer comigo. Então ele chegou até mim e disse: ‘Acho melhor você falar’”, lembra o jornalista e escritor Rui Veiga, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional). “Ele praticamente iniciou o meu processo de tortura”, agrega o ex-preso político, em depoimento exclusivo ao Vermelho.

O Dops, no período, tinha na linha de frente o delegado Sérgio Paranho Fleury, ex-líder do Esquadrão da Morte e um dos torturadores mais frios e truculentos do regime. “Para me pressionar, ele (José Ramos) dizia: “Quem vai te pegar é o Fleury”, conta Veiga.

fonte: Vermelho.org

Ai jaz o Neoliberalismo. Miriam, descanse em paz!

Temos uma notícia muito grave a dar:

O CitiBank do Brasil deve ser comprado por um banco estatal brasileiro;

O governo dos EUA vai assumir o controle da GM;

Se o governo não assumir, a GM do Brasil poderá ser vendida;

Agora, é pior ainda: o sindicato vai assumir a Chrysler;

Ao saber das novidade, Miriam Leitão cortou nesta manhã.

27 abril, 2009

A Globo não é solidária nem no câncer

A manchete do Globo é: “Câncer e tratamento longo abalam candidatura de Dilma“.

Na edição online: “Dilma anuncia tratamento contra câncer”.

Dilma Rousseff não tem câncer.

Teve.

O câncer na fase 1A foi TOTALMENTE extirpado.

Ela faz agora quimioterapia preventiva.

Será um tratamento breve, de quatro meses.

Ela não precisará cancelar qualquer atividade profissional ou política.

A chance de Rousseff ter outro câncer é igual à dos redatores de manchete do Globo.

A chance de este câncer se curar é de 90%.

É assim que começa a campanha da eleição de 2010, que Dilma vencerá Serra no primeiro turno.

Quem disse que o “câncer” de Dilma “abalará” a candidatura dela ? E se reforçar ?

Começou, primeiro, com a fraude da Folha (*), que associou Dilma a um sequestro que não houve.

Depois, a Folha noticiou, com erro, uma doença sem fonte conhecida, na primeira página.

Agora, o Globo manipula a informação dos médicos.

Dilma não TEM; TEVE câncer.

Quem tem câncer é o PiG, com a metástase denominada Daniel Dantas.

* * * * * * *

O francês François Mitterrand lutou contra um câncer de próstata desde o início de seu primeiro mandato, em 1981.

Foi eleito duas vezes, em mandatos de sete anos, e concluiu o mandato em 95.

Com câncer.

Morreu do câncer na próstata, fora do poder.

Ronald Reagan tirou um câncer de próstata em 1966.

Elegeu-se presidente dos Estados Unidos em 1981.

No poder, em 1987, tirou um câncer de pele da ponta do nariz.

Morreu de Alzheimer, fora do poder.

fonte: Conversa Afiada

25 abril, 2009

Paulo Teixeira fala sobre habitação ao Palavra Aberta


O pacote habitacional para famílias de baixa renda, lançado pelo Governo começou a ser executado no dia 13 de abril. O programa ganhou o nome de "Minha Casa, Minha Vida". O objetivo é construir um milhão de casas pra quem ganha até dez salários-mínimos, com investimento previsto de R$ 34 bilhões. O presidente da Frente Parlamentar pela Reforma Urbana, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), comenta o programa nesta edição do Palavra Aberta.


Eles dobram por ti!

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
John Donne

22 abril, 2009

Saia à rua Minístro Gilmar, saia à rua...



Vossa excelência me respeite, vossa excelência não têm condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vêm agora dar lição de moral em mim?

Saia à rua Ministro Gilmar, saia à rua [...] vossa excelência não está na rua não, está na mídia destruindo a credibilidade do judiciário brasileiro.

Vossa excelência quando se dirige a mim, vossa excelência não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, Ministro Gilmar, respeite.


Excelentíssimo Joaquim Barbosa, o mais brasileiro dos Ministros do STF

Leia no Opinião Socialista, assalto frustrado a um salão de beleza, na Rússia, termina no estupro do assaltante pela cabeleireira. A mulher que tinha noções de artes marciais, usou como arma um secador de cabelos e alguns comprimidos de Viagra. O assaltante, abusado dezenas de vezes, foi parar num hospital.


Lula está construindo um gigante regional único, diz 'Newsweek'

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek.

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar

A Newsweek observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques".

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a Newsweek.

Influência americana

A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".

"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".

"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a Newsweek.

fonte: BBC-Brasil

O drama das socialites

Em meio a esse monte homens bons que têm sido presos e acusados ultimamente, envolvidos nos mais diversos crimes, ninguém pára para pensar como ficam, nessas situações, as esposas desses nobres cidadãos.

Alguém tem que se lembrar de que são socialites, com uma reputação a zelar.
Veja este depoimento, que dramático:

Fui pega de supetão nessa história. Me sinto como se um copo de vinho tivesse caído sobre mim e manchado minha roupa. Não pude me defender nem do copo, nem do vinho. (Magda Cunha Koenigkan)

Um charme, só uma pessoa de classe diria isto, nem Rute foi capaz.

A Sra. Magda é viúva de Marcelo Cavalcante, representante do governo de Yeda Crusius, envolvido no escândalo de desvio de dinheiro do Detran gaúcho para a campanha do PSDB.

Ao que tudo indica Cavalcante morreu vítima de uma queima de arquivo, ele descobriu que o dinheiro desviado para a campanha foi re-desviado.
Magda não pode nem reclamar a investigação sobre a morte do marido.

20 abril, 2009



Tu és Corinthians

sempre altaneiro

és do Brasil

o clube mais brasileiro!

Singela homenagem aos companheiros Eliton, Reinaldo e Fabio.

Tenham uma semana FENOMENAL!!!

19 abril, 2009

Lippi corta 2 milhões do orçamento habitacional de Sorocaba

Enquanto a prefeitura de Votorantim sai na frente como uma das primeiras cidades a aderir ao programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, o prefeito de Sorocaba Vitor Lippi (PSDB) anunciou um corte de gastos no valor de 10,5 milhões, sendo que, deste total, o maior corte será justamente a verba para habitação do município - 2 milhões de reais.

O prefeito de Votorantim, Carlos Pivetta (PT), pretende resolver o déficit habitacional do município que se estima por volta de 8 mil famílias, que será confirmado pelo censo habitacional, a ser realizado nos próximos meses.

O segundo maior corte foi de 1,8 milhões para o Futuro Parque Tecnológico, ou melhor, Ex-futuro Parque Tecnológico de Sorocaba.

As medidas tomadas pelo prefeito de Sorocaba são velhas conhecidas da população paulista, chamadas de choque de gestão e estelionato eleitoral, juntas formam o Modo Tucano de Governar.

A velha paineira do Terminal Santo Antônio

Fiquei surpreso hoje ao ler o portal sorocabano Viva Cidade, na página Pontos Turísticos ou de Referência, quando vi que de uma lista cinquenta monumentos, prédios e paisagens da cidade, consta a antiga e frondosa paineira do Terminal Santo Antônio.
Gostei de ver aquela linda árvore sendo reconhecida como um dos símbolos da cidade, no entanto, fico muito triste ao lembrar que a árvore foi derrubada pela prefeitura.




A paineira, patrimônio natural e histórico da cidade de Sorocaba, tinha 20 metros de altura e ficava na entrada do Terminal de ônibus Santo Antônio, ela foi cortada pela prefeitura no ano de 2006. Com o corte efetuou-se a famosa "revitalização do terminal", ainda que, na época, a prefeitura tenha alegado estar a árvore sem condições de se sustentar, apresentando assim, riscos para a população, mas, pela minha lembraça ela não parecia tão mal assim, pelo contrário, e se estivesse a prefeitura tinha obrigação de conservá-la.

Na época da antiga Fábrica de Tecidos Santo Antonio, a paineira era uma dádiva que acolhia os operários fatigados do trabalho. Debaixo daquela sombra meu pai conta que comia a marmita que a minha prepava todos os dias para o seu almoço.


Não sei se foi um erro ou ironia do editor do portal Viva Cidade, mas a fotografia apresentada como sendo da paineira é, na verdade, de uma pequena árvore do canteiro central da avenida Afonso Vergueiro.
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A fotografia da paineira cortada foi feita por Demis Lima e publicada em seu blog Fazendo Parte.

17 abril, 2009

Quem paga a conta da crise na Casa Grande?

O PSDB criou ao longo do tempo uma série de marcas que acabaram por constituir o que é hoje sua identidade. Em geral, privatiza, diminui investimentos em programas de cunho social, desvaloriza servidores e sucateia serviços públicos, ao mesmo tempo em que investe em obras paisagísticas e prédios com estruturas de encher os olhos.

Ao final, os tucanos dizem ser isso o tal “choque de gestão”. Diminuem o tamanho do estado e entregam em contrapartida algo esteticamente bonito, mas do ponto de vista prático, de menor importância. Há nessa conduta algo muito semelhante ao malufismo, mas com roupinha da moda.

No entanto, quando surgem pedras no caminho é que se espera que uma administração tenha capacidade de superá-las e ao que parece o governo Vitor Lippi está longe disso.

PSDB e PT polarizam a discussão sobre duas formas de governar e de enfrentar a crise econômica. De um lado, o governo Lula segue uma lógica bastante simples, qual seja, busca a todo tempo diminuir sua dependência das grandes potências, deixando no passado as temidas siglas FMI e ALCA, apostando na distribuição de renda como mola propulsora da economia interna e agindo como indutor do desenvolvimento nacional.

Não por acaso, as duas maiores marcas do governo Lula são o Bolsa Família e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O primeiro teve o mérito de num só movimento garantir a dignidade dos brasileiros mais afetados pela miséria e promover o aquecimento da economia com uma volumosa injeção de recursos a milhões de famílias que passaram a integrar o mercado de consumo. A partir desse primeiro movimento da roda da economia, toda a cadeia produtiva se aqueceu.

Já o PAC tem permitido ao país se preparar para um longo período de crescimento. Sem o risco dos apagões da era tucana, já que reúne um extraordinário pacote de medidas e obras estruturais tão necessárias ao desenvolvimento.

Por conta de tal postura, o Brasil tem sofrido hoje muito menos com a crise internacional do que sofreu em crises anteriores. E mais, o enfrentamento tem sido ousado. O governo Lula lançou o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que pretende construir um milhão de novas moradias em todo o país, diminuindo o déficit habitacional e gerando mais de três milhões de novos empregos. Garantiu ainda os investimentos nas áreas sociais, ampliando-os inclusive, além de manter os aumentos do salário mínimo e os reajustes de servidores.

E qual a postura do PSDB no enfrentamento a crise? Bem, a princípio é preciso esclarecer que os pais dessa crise tem nos tucanos o seu parentesco brasileiro. A cartilha que seguem é a mesma.

O governador Serra já avisou que não aumentará salário de servidor, chamou Lula de irresponsável por fazê-lo, uma boa amostra do que se pode esperar.

Em Sorocaba, o prefeito Vitor Lippi anunciou que cortará drasticamente os investimentos, adiou as discussões sobre a data-base do funcionalismo e tem dito que pode até demitir.

É bom lembrar que nenhuma ação concreta foi tomada pelo governo municipal para amparar as famílias daqueles que, por conta da crise, perderam seus empregos este ano. Até mesmo os pedidos de isenção de impostos municipais permitidos pela Lei Orgânica têm caído no esquecimento do poder público. Segundo noticiado na imprensa local, idosos que pediram isenção de IPTU aguardam resposta há três anos. Enquanto isso, empresas pertencentes a parentes de Secretário recebem tal benefício.

O governo Vitor Lippi é composto em sua maioria por tecnocratas que desconhecem a pobreza, o desemprego e a luta pela sobrevivência. Por isso quando se depara com uma crise usa a lógica de um empresário que vê seus lucros diminuírem: cortar na carne dos outros para que a dele próprio não sofra qualquer arranhão.

Além de injusta, essa lógica é burra. Não percebe que quanto menor o volume de recursos em circulação no município, menor a sua arrecadação.

Lamentavelmente, em Sorocaba tem sido assim, aos amigos da “Casa Grande”, isenção de impostos, tolerância a pequenos atos imorais entre membros do governo e empresas, socorro financeiro a empresa de transporte que descumpre obrigações. Aos restritos à “Senzala”, nada.


Paulo Henrique Soranz
Presidente PT Sorocaba

UM "PAC" COM A DILMA


Cordel de Miguelzim de Princesa, direto do Cariri.

I- Quando vi Dilma Roussef
Sair na televisão
Com o rosto renovado
Após uma operação
Senti que o poder transforma:
Avestruz vira pavão.

II- Repente ela virou
Namorada do Brasil:
Os políticos, quando a vêem
Começam a soltar psiu
Pensando em 2010
E em bilhões que ela pariu.

III- A mulher que era emburrada
Anda agora sorridente
Acenando para o povo
Alegre mostrando o dente
E os baba-ovos gritando:
É Dilma pra presidente!

IV- Mas eu sei que o olho grande
Está mesmo é nos bilhões
Que Lula botou no PAC
Pensando nas eleições
E mandou Dilma gastar
Sobretudo nos grotões.

V- Senadores garanhões
Sedutores de donzelas
E deputados gulosos
Caçadores de gazelas
Enjoaram das modelos
Só querem casar com ela.

VI- Também quero uma lasquinha,
Um pedaço de poder,
Quero olhar nos olhos dela
E, ternamente, dizer
Que mais bonita que ela
Mulher nenhuma há de ser.

VII- Eu já vi um deputado
Dizendo no Cariri
Que Dilma é linda e charmosa,
Igual não existe aqui,
E é capaz de ser mais bela
Que a Angelina Jolie,

VIII- Diz que pisa devagar,
Que tem jeito angelical
Nunca gritou com ninguém
Nem fez assédio moral,
Nem correu atrás de gente
Com um pedaço de pau...

IX- Dilma superpoderosa:
8 bilhões pra gastar
Do jeito que ela quiser
Da forma que ela mandar!
(Sem contar com o milhão
Do cofre do Adhemar.)

X- Estou com ela e não abro:
Viro abridor de cancela
Topo matar jararaca
Apago fogo em goela
Para no ano vindouro...
Fazer...um PAC com ela".

Um Novo Laxante no Mercado


Sinopse:
Um dos livros mais aguardados do ano, traz reflexões sobre temas contemporâneos de grande interesse. O medo da morte, da solidão, do fracasso, da inveja, do envelhecimento, das paixões, da falta de sentido da vida. No formato de cartas entre dois grandes amigos, tais temas são tratados com sensibilidade pelos jovens autores mais celebrados do momento, duas lideranças incontestáveis das novas gerações: Gabriel Chalita e Padre Fábio de Melo. O livro resgata os valores do humanismo ao mesmo tempo que celebra a amizade de duas personalidades apaixonadas por filosofia, literatura e poesia.
(site Saraiva)

Chalita tem em seu currículo um casamento com Mírian Leitão, conseguiu piorar a educação no estado de São Paulo, tem obras publicadas que tratam de temas relevantes como o elefantinho chorão, a gata mimada e a égua charmosa.
Com esse currículo esse cara ainda vai ser prefeito de São Paulo!!!!

15 abril, 2009

O Brasil não é para principiantes

O Brasil é um país em que

a independência ante Portugal foi proclamada por um português,

a República foi proclamada por um monarquista,

o mais radical movimento igualitário foi liderado por um pregador moralizante e religioso,

a Revolução Burguesa foi feita pelas oligarquias,

a eleição republicana-moderna (1930) teve sufrágio mais restrito que a eleição monárquica-imperial (1821),

o mais ilustre gesto de um presidente foi um suicídio,

o racismo é encoberto por um termo ('democracia racial') inaugurado em público pelo maior líder do movimento negro,

A subvenção pública e a estatização floresceram na ditadura de direita,

a redemocratização foi presidida por um homem da própria ditadura,

a discriminação racial é mais visivelmente proibida justo no lugar onde ela mais obviamente se manifesta,

só se removeu por corrupção o presidente cuja única plataforma eleitoral era varrê-la,

a maior privatização foi feita pelo príncipe da sociologia terceiromundista e esquerdizante,

a universalização do capitalismo e o auge dos lucros bancários se dão sob o líder sindical que fundou um partido socialista e numa Praça Tiradentes não há uma estátua de Tiradentes, mas de D. Pedro I, neto da Dona Maria que ordenara a morte do alferes.

Essa incongruência não diz algo sobre o que somos?

fonte: O biscoito fino e a massa

14 abril, 2009

Educação em São Paulo e "professoras simpáticas"


Nenhuma escola estadual da capital paulista que oferece sexta e oitava séries ou ensino médio tem médias consideradas adequadas em português e matemática, conforme critério da própria Secretaria da Educação. Na quarta série, apenas dez unidades atingiram o patamar.

O governo José Serra (PSDB) mantém 580 escolas com quarta série na capital paulista; 632 têm sexta; 619, oitava; e 588, ensino médio (antigo colegial). Os dados estão presentes no Saresp, exame anual aplicado pelo Estado, cujos resultados foram divulgados na semana passada.

A secretaria espera que na quarta série os alunos consigam, por exemplo, compreender a moral de uma fábula ou resolver problemas matemáticos que envolvam centavos. A pasta reconhece que há problemas na qualidade do ensino, mas afirma que tem havido avanços. Cita, por exemplo, a melhora do desempenho em matemática. Em língua portuguesa, porém, houve queda na maioria das séries.

Ontem, durante a posse do novo secretário da Educação, Paulo Renato Souza, Serra afirmou que, “em questão de prédios, de merenda, de transporte, a situação é de boa para excelente. As professoras são muito simpáticas, e os alunos têm vontade de aprender. Mas isso não está acontecendo.”

Já o novo secretário da Educação afirmou que “os resultados estão melhorando. O problema é que muitas vezes espera-se grandes mudanças em pouco tempo.”

O presidente da Udemo (entidade que representa os diretores de escolas), Luiz Gonzaga Pinto, afirmou que “é preciso uma mudança na estrutura da escola pública”. Ele diz que os principais pontos são fixar o professor em uma escola e pagar melhores salários. “É preciso uma política para entusiasmar o pessoal”.

Para ele, o pagamento do bônus por desempenho foi um “desastre”. “Cerca de 30% dos educadores não vão receber nada e ficaram muito desanimados. Outros estão em escolas com boas notas, mas vão ganhar menos do que em outras com piores desempenhos.” O mecanismo criado pelo governo prioriza as unidades que melhoraram em um ano, não necessariamente as que têm os melhores desempenhos.

fonte: FSP

Se os prédios, o transporte e a merenda são excelentes, as professoras são "simpáticas" e os alunos tem muita vontade de aprender, qual a razão de resultados tão desastrosos?

Paulo Renato, o novo secretário, quer mais tempo. Mais tempo!?!? O PSDB governa São Paulo há quase quinze anos! Se os tucanos conseguirem mais quinze anos no poder, voltaremos para a idade da pedra lascada.

12 abril, 2009

O senador Cristovão Buarque apresentou projeto de lei que obriga os políticos (vereadores, deputados estaduais e federais, prefeitos, governadores, presidentes) a matricularem seus filhos em escolas públicas.
Reflete o senador que apenas dessa maneira os políticos priorizarão à educação.
Concordo com o Senador Cristovão. Lembro-me das aulas do professor Komparato, quando fiz Escola de Governo. Sobre sua defesa em relação ao espírito republicano que deve permear a vida dos políticos.
Segundo Georges Bourdoukan, jornalista, recomenda que os políticos devam usar hospitais públicos, também.
Este é o tipo de projeto que dificilmente entrará em pauta. E se entrar, não aprovarão.
O Defensor Público Federal Dr. Pedro Chiavini - meu amigo desde os tempos em que era caixa da Caixa Econômica Federal e que, diferente de mim, fez faculdade e aprendeu alguma coisa - entende que o projeto é inconstitucional, na medida em que contraria à liberdade de opinião:

"A partir do momento em que se obriga a todos os filhos de políticos a se inscreverem em escolas públicas, esta possibilidade de conhecimento de novas formas de ensino e aprendizagem que os filhos de políticos teriam em escolas particulares, ficaria cerceada."
Importante, sobretudo, que a sociedade abra o debate. Talvez seja este o raciocínio do Senador.

10 abril, 2009

Serra nomeia assaltante para a Casa Civil de São Paulo


Gatuno já teve passagem pelo governo FHC, como Ministro da Justiça.

O advogado paulista Aloysio Nunes Ferreira Filho, de 64 anos, podia estar roubando, podia estar matando. Mas, não.

Atualmente, ele é o secretário da Casa Civil do governo tucano de José Serra. Ferreira já foi presidente de centro acadêmico, já foi deputado estadual, já foi deputado federal, já foi vice-governador. Já foi até ministro de estado. O que poucos recordam - e, quem sabe, a Folha de S.Paulo destaque sua repórter Fernanda Odilla para "investigar" o caso - é que o brioso elemento, outrora conhecido pelo cognome "Mateus", um dia empunhou um tresoitão para ajudar a surrupiar a assombrosa quantia de NCr$ 108 milhões da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, dinheiro que seria ultilizado no pagamento dos salários dos ferroviários. O memorável assalto (ou "expropriação") ao trem-pagador deu-se no dia 10 de agosto de 1968.

Segundo relatos da imprensa da época, a ação foi fulminante e sem que houvesse sido disparado qualquer tiro. Aloysio era o motorista do Fusca no qual os assaltantes deram o pira com os malotes cheios da grana. Essa, porém, não fora a primeira ação espetacular do braço direito de José Serra. No mesmo ano, ele partipara do assalto ao carro-pagador da Massey-Fergusson, interceptando uma perua Rural Willys da empresa em plena praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros.

Ferreira participou destes eventos na condição de guerrilheiro da recém-nascida Ação Libertadora Nacional (ALN), a organização dos líderes comunistas Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo. Sabe-se que, após o estrepitoso assalto ao trem, Aloysio escafedeu-se para Paris, onde, dizem, desfrutou de um "exílio de caviar", ao lado do sociólogo da USP Fernando Henrique Cardoso. Após sua volta ao Brasil, em 1979, ingressou no MDB e iniciou sua trajetória política dentro da legalidade.

A despeito da relativa importância de "Mateus" na guerra contra a ditadura, este Cloaca News não pretende desdourar o passado de lutas do atual secretário tucano. Pelo contrário. Apenas ficaremos aguardando que sua heróica biografia seja brindada, com detalhes, aos leitores da Folha de S.Paulo com a mesma pompa e relevância com que foram exumados os episódios envolvendo a Ministra Dilma Rousseff.

fonte: Cloaca News - As últimas do jornalismo de esgoto

A Folha terá interesse em resgatar também o passado deste brasileiro que decidiu participar da resistência armada à ditadura militar? Ou suas atribuições atuais na Casa Civil do governo tucano de São Paulo inviabilizam essa pauta?

Nota: A trajetória de Aloysio Nunes Ferreira Filho na resistência ao regime de exceção da ditadura militar honra aqueles que defendem a legitimidade própria aos regimes democráticos.

09 abril, 2009

PEC da Moradia Digna é aprovada na CCJ



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na terça-feira (7), a Proposta de Emenda Constitucional 285, que dá garantia permanente de recurso para habitação de interesse social.


O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial para analisar o mérito da proposta.


A PEC da Moradia Digna, de autoria dos deputados federais Paulo Teixeira, Ângela Amin, Zezéu Ribeiro, Fernando Chucre, Luiza Erundina, Luiz Carlos Busato, Aldo Rebelo, Arnaldo Jardim e Nelson Trad, integra a Campanha Nacional pela Moradia Digna e propõe a vinculação permanente de 2% do Orçamento da União e de 1% das verbas arrecadadas em impostos e contribuições pelos estados e municípios em projetos de habitação popular.

08 abril, 2009

100 dias de um governo pífio

O dia 10 de abril registra o centésimo dia do segundo governo do prefeito Vitor Lippi. Cabe-nos a pergunta: quais as marcas desse período?

Eis que nossas avaliações mais pessimistas se concretizaram, o prefeito de Sorocaba tem se mostrado inoperante e completamente envolto num emaranhado de confusões criadas por ele próprio, quando optou por alianças extremamente complicadas no período eleitoral.

Mesmo antes das eleições de outubro passado alertávamos sobre as dificuldades que um eventual segundo mandato de Lippi enfrentaria, sobretudo por dois aspectos: o fato de uma vitória com larga vantagem, como se desenhava, carregar consigo um imenso risco de que a linha de frente do governo se deixasse envolver pela vaidade e pelo excesso de confiança, riscos comuns e venenosos a qualquer segundo mandato, e as dificuldades anunciadas pelos acordos estabelecidos na construção da aliança eleitoral, época em que assumiu uma série de compromissos que agora não consegue cumprir.

Os problemas criados vieram a público e o prefeito de Sorocaba não faz outra coisa nesses últimos três meses, a não ser tentar se explicar para a população que o reelegeu.

O resultado disso tudo é que já temos cem dias de inoperância. Houve a demissão de um secretário municipal e outros dois têm suas condutas questionadas. Denúncias de irregularidades surgem todos os dias e o serviço público tem apresentado acentuada piora, com destaque para a área de saúde onde três médicos sofreram agressões dentro das unidades básicas da cidade.

A cidade de Sorocaba tem crescido em ritmo acelerado e apresenta demandas bastante complexas. Há sério déficit habitacional, problemas estruturais na área de saúde, necessidade de aumento expressivo na oferta de vagas em creches, um trânsito cada vez mais complexo, dentre tantas outras características.

Esperar que o governo municipal vá além de simplesmente gerenciar o que aí está é o mínimo. O PT continuará cobrando firmemente uma postura mais ativa do prefeito Vitor Lippi, como o fez nestes primeiros cem dias.


Paulo Henrique Soranz
Presidente PT Sorocaba

07 abril, 2009

A volta do apito do trem de ferro: a rede ferroviária dentro do perímetros urbano

É impressionante o volume dos investimentos em infraestrutura que estão sendo realizados no governo Lula, hidrelétricas, plataformas petrolíferas, estradas, ampliação de portos, construção de refinarias, etc. Um setor que parecia ter morrido após os desastrosos governos Collor, Itamar e Fernando Henrique foi o ferroviário, ele agora volta a se aquecer e até causar transtornos dos morados dos arredores das linhas.

Até 2011 serão entregues mais 9 mil km de ferrovias em todo o país.

Nas cidades

Quem mora próximo às linhas de trêm nas cidades, havia já se acostumado com o desaparecimento dos apitos e dos tremores que a passagem das composições causavam as vidraças de suas casas, mas aquele silêncio denunciava uma triste situação, a completa desarticulação das forças produtivas do país, toda a rede elétrica foi desmontada e as locomotivas que não funcionavam a diesel foram abandonadas. Hoje, o apito é cada vez mais constante, ainda que sua volta seja tímida.

Tem aumentado também, o número de atropelamentos e o de descarrilamentos, o que denuncia a necessidade de se tomar maior cuidado com a segurança das populações que margeiam as linhas.

Em Sorocaba

Em muitas cidade, a passagem das ferrovias dentro da mancha urbana tem se transformado num grande incômodo, haja visto, as constantes reclamações de moradores das proximidades da linha, em Sorocaba, feitas contra a empresa ALL Logística que administra a antiga Sorocabana.


(Foto 1, Pátio da ALL no centro de Sorocaba, por onde passa todo o tráfego da ferrovia por ela administrada)

A prefeitura de Sorocaba deveria parar de fingir que problema não é dela, para aproveitar o momento e buscar o apoio dos governos estaduais e federais, para a construção de desvios da ferrovia do centro urbano, quem sabe um desvio que passasse pela zona industrial, onde não existe sequer um ramal ferroviário atualmente. Isso feito, possibilitaria-se o aproveitando das linhas internas para o uso no transporte público de passageiros - com baixo custo de instalação - como é feito em São Paulo com a CPTM. Toda a zona norte da cidade poderia ser conectada facilmente com o centro da cidade através de uma única linha de trens metropolitanos.

Em São Paulo

No Estado de São Paulo, "a locomotiva da nação", apesar da malha ferroviária não ter aumentado nas últimas décadas, as diversas linhas que cruzam o estado tem como único ponto de encontro o miolo da cidade de São Paulo, o que causa uma série de incomodos tanto para a populção quanto para as operadoras as ferrovias.

Entretanto, com a diminuição do movimento de carga nos últimos anos, o governo do estado passou a dividir os trilhos das ferrovias com os trens de transporte urbano da CPTM, sem ter realizado um desvio para a carga, o chamado Ferroanel.

Por isso, as composições de carga perdem horas esperando a liberação para passar dentro de uma estação, como a da Barra Funda (na foto), que serve também como zona de embarque e desembarque para os trens de transporte metropolitanos.

Com o reaquecimento dos transportes a passagem por São Paulo colocou um entrave a toda rede ferroviária do estado.

Para se ter um exemplo, quem trafega pelas Rodovias Castello Branco e Raposo Tavares poderá observar a grande quantidade de carretas de uma empresa que carrega centenas de toneladas de toras de eucalípito e madeira moída, da região de Itapetininga e Capão Bonito (reserva de reflorestamento) para a cidade de Suzano, na grande São Paulo, onde fica uma grande fábrica de papel e celulose. A madeira para celulose se enquadra no modelo de típica matéria prima que depende do transporte ferroviário, devido seu baixo valor agregado e alto volume de carga, no entanto todo o transporte é feito por caminhões.

(Ao lado, rodotrem, usado no transporte de cavacos de madeira para fabricalção de celulose)

A passagem de pesadas composições dentro de zonas centrais de cidades é uma realidade que prejudica a população, pelo perigo de acidentes e pelo incômodo causado pelo peso da carga. Por outro lado, conforme aumenta o movimento de carga nas estradas de ferro, torna-se imprescindivel, para o próprio sistema de transporte, o desvio dos centros urbanos, sempre cheios de obstáculos onde impera a lentidão e a cautela redobrada.

Ciclo de debates: Garantia de Luta

O agrupamento político petista Garantia de Luta, que compõe o movimento Mensagem ao Partido, está desenvolvendo um interessante ciclo de debates.
Segunda feira, o Deputado Federal José Eduardo Cardozo, pré-candidato à presidência nacional do partido, apresentou análise de conjuntura política, ressaltando que a crise econômica mundial é de responsabilidade de todos aqueles que defenderam e implementaram políticas neoliberais no mundo. Disse ainda, que nos encontramos em situação favorável, em comparação com outros países, por termos, com a vitória do PT, a interrupção do projeto neoliberal em nosso país.
Semana que vem, também segunda feira, às 14h, o presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho Silva, será o convidado da vez.
Mais informações: 11 32292222 - mandato do Deputado Federal Paulo Teixeira.

05 abril, 2009

Francisco de Oliveira: Está é a primeira crise da globalização

A crise que aí está é a primeira da globalização, não a primeira global, pois de há muito todas as crises produzidas no centro do sistema propagam-se imediatamente. Uma crise da globalização é diferente: ela pode ser gestada nas periferias do sistema, atingir o centro e daí propagar-se. Teoricamente, ela é uma crise clássica na interpretação marxista: é de realização do valor, mas aqui está sua novidade: a produção do valor se dá na China e sua realização nos EUA. É no que pode dar a assimetria entre os 10% de crescimento da China e os modestos 3 a 4% dos EUA.

Nos últimos vinte anos, o capitalismo mundial experimenta uma violentíssima expansão: 800 milhões de trabalhadores foram transformados em operários entre a Índia e a China, e em todos os países do vastíssimo arco asiático. Ficaram de fora nessa verdadeira revolução capitalista, a África, como sempre, e praticamente toda a América Latina.

Uma ampliação quase sem precedentes na história mundial das fronteiras da mais-valia. Descentralidade do trabalho? Vade retro! Com certeza, quem escreve e quem lê estão calçando um tênis e usando um relógio digital produzidos nessa nova fronteira. Isto quer dizer em teoria do valor que o custo de reprodução da força de trabalho nos países que importam tais bens de consumo foi drasticamente reduzido, sem a contrapartida de um aumento do salário monetário das suas classes trabalhadoras; Robert Kurz já os chamou, faz tempo, “sujeitos monetários sem dinheiro”.

Flynt (GM), Dearborn (Ford) e toda Detroit são hoje cidades fantasmas, casas abandonadas, com desempregos duas vezes superiores à taxa nacional norte-americana, e uma cena medieval diária, inimaginavel na América das oportunidades: trabalhadores em filas recebendo refeições; ao invés de Lutero e Calvino, São Francisco de Assis.

Atenção: esta revolução nos mercados de trabalho mundiais não poderia ter sido feita sem uma pesada mudança técnico-científica nos métodos e produtos. O relógio digital que se descarta é banal porque produzido por uma enorme infra-estrutura técnico-científica que tornou as imensas reservas de mão-de-obra baratíssimas. A China hoje tem mais estudantes de curso universitário que os EUA, e mais pós-graduandos que o total de estudantes universitários do Brasil.

Nos EUA isto significou que a não-contrapartida em salário monetário deixou um buraco nas contas dos consumidores e das famílias, que no boom da especulação imobiliária tinham adquirido a casa dos seus sonhos. Cujos empréstimos os norte-americanos imediatamente deixam de pagar, abandonam as casas e vão morar nos trailers de seus carrões, estacionados à noite nos parkings, onde dormem. E os bancos e financeiras hipotecárias deixaram até de cobrar, porque o crédito novo, obtido através do FED e dos empréstimos chineses, era mais barato do que cobrar dos inadimplentes.

A oferta de dinheiro barato, as subprimes, veio das aplicações chinesas em títulos do tesouro americano, cujo FED deixou os bancos privados expandirem o crédito para além de qualquer critério. Já em março de 2005, Ben Bernanke, então importante economista de Princeton, alertava para o risco da utilização dos empréstimos chineses para financiar os pesados gastos das famílias norte-americanas, em hipotecas de casas e carros. Ben é hoje o todo-poderoso presidente do FED, e de crítico converteu-se em administrador da bancarrota (citado em Mark Landler, “Somente os bolsos chineses se enchiam” Folha de S.Paulo, 5/jan/2009, artigos selecionados do The New York Times).

* Francisco de Oliveira é Professor Emérito da FFLCH-USP.

04 abril, 2009

Paulo Teixeira integra delegação brasileira para observar energia eólica na Espanha


O deputado Paulo Teixeira estará na Espanha entre os dias 1º e 4 de abril. Ele integra a comitiva brasileira, formada pelo Ministério de Minas de Energia – MME, Ministério de Meio Ambiente – MMA, governadores, senadores, deputados federais, presidentes da Eletrobrás, Empresa de Pesquisa Energética – EPE e Banco do Nordeste – BNB e lideranças empresarias.
O grupo vai captar os benefícios e a importância estrutural da energia eólica na Espanha, extensiva à Comunidade Européia.
A visita tem como objetivo estudar a geração de energia eólica espanhola em diversos aspectos: seu modo de implantação, desenvolvimento e maturidade; as políticas energéticas e industriais ali entrelaçadas estrategicamente; e, toda sorte de tecnologias de ponta, as opções e diretrizes, claramente importantes para os caminhos do Brasil.

03 abril, 2009

This is the guy!

As elites e o “fardo do homem branco”

Lula em encontro com Gordon Brow em 26 de Março de 2009: É uma crise causada e fomentada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que, antes da crise, pareciam que sabiam tudo e que agora demonstra não saber nada.

Gordon Brown: [silêncio constrangedor]

Lula respondendo as críticas de um repórter inglês: Como eu não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, eu só posso dizer que essa parte da humanidade que é a mais, eu diria, vítima do mundo pague por uma crise. Não é possível

Carlos Alberto Sardenberg na Rádio CBN em 27 de Março: O presidente foi infeliz, achou que estava num comício com metalúrgicos e acabou criando uma situação de muito constrangimento para o país, foi reprovado pela imprensa internacional [...] não é um fato isolado, ele sempre faz isso.

Bom Dia Brasil em 27 de Março: O primeiro ministro britânico ficou visivelmente constrangido.

Boris Casoy: isto éee uma vergonha, repito...!

Globo.Com: O Finacial Times diz que Brow tentou se distanciar fisicamente de Lula, quando ouviu tal declaração.

Globo.Com: Lula fomenta questão racial

Presidente Obama: Esse é o cara!

Argemiro Ferreira, Carta Maior: ...não consigo deixar de pensar na humilhação de FHC, o farol de Alexandria, que se orgulha de ter feito tanto para enfeitar a imagem de seu país aos olhos dos ricos do mundo.

Carta Maior referindo-se a um artigo do Times: Por que é tão engraçado um operário, torneiro mecânico, ser presidente? Por que é tão divertido Lula dizer o que bilhões de pessoas pensam hoje? Aposto que não ia parecer piada se parentes de vocês estivessem morrendo de cólera porque em Nova York um banqueiro irresponsável decidiu brincar de roleta e falir o país deles.

01 abril, 2009

Adam Smith, Cadê você?

Desesperados com a concorrência chinesa, governos europeus e o dos Estados Unidos divilgam pela internet dados de seus departamentos de inteligência, sobre o perigo de se comprar modens e demais produtos de informática de empresas chinesas.

Baseados em informações sigilosas e, portanto, sem necessidade de comprovação, a Grã-bretanha e os EUA estão disseminando pela rede, a notícia de que tais produtos comportam uma capacidade de sabotar sistemas de transferência de dados do ocidente, principalmente num futuro escalonamento do conflito entre ocidente e oriente – tido como inevitável na doutrina militar do governo norteamericano -, ou mesmo por puro sadismo comunista.

É um tipo de relação completamente desleal por parte destes países que, se realmente acreditassem em suas acusações ou se houvesse algum indício que fundamentasse suas acusações, isto já seria o bastante para impor sanções à China, via organismos internacionais.
Mas, como provavelmente trata-se apenas de mentira, tudo fica no terreno da acusação vil, que jamais poderia dar-se entre Estados parceiros, como é caso de China e EUA e Inglaterra.
Acima, sabotagem atribuída (sob insunuação) ao governo chinês no site da Claro, conforme publicado no site brasileiro DefesaNet.com

30 março, 2009

Acredite: a máquina pública não está inchada

Número de servidores no Brasil está abaixo do de países desenvolvidos e emergentes.

Uma pesquisa sobre emprego público, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), chegou a uma conclusão surpreendente: a máquina pública brasileira não está inchada. Comparada à de países desenvolvidos e com os da América Latina, a proporção de servidores públicos na faixa da população economicamente ativa é uma das menores (10,7%), segundo dados computados em 2005.

Em países como Dinamarca e Suécia, mais de 30% dos ocupados estão trabalhando para o estado. Em outros que têm o setor privado como alicerce, caso dos Estados Unidos, o percentual é de 14,8%, também usando dados de 2005. O pesquisador Fernando Augusto de Mattos, observa que a adoção do Estado de Bem-Estar Social por vários países europeus no período pós-Segunda Guerra Mundial fez com que o setor público passasse a ter um peso significativo na promoção do emprego e da qualidade de vida da população. A necessidade de políticas sociais universalistas fez a participação dos empregos públicos crescer mais nos países desenvolvidos do que nos subdesenvolvidos.

Na América Latina, onde a realidade social se assemelha à nacional, o Brasil está em 8º lugar de acordo com dados de 2006 da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Na Argentina, essa relação é de 16,2%; no Paraguai, 13,4%, e no Panamá, primeiro colocado da lista, 17,8%. O processo de democratização recente também pesa na estrutura, comenta o pesquisador. O levantamento leva em consideração todos os trabalhadores empregados pelo Estado em um sentido mais amplo, incluindo administração direta, indireta e estatais de todo tipo.

O economista do Dieese Tiago Oliveira explica que o estudo questiona o discurso de que o Brasil tem um estado inchado, que surgiu nos anos 90. “A ideia de um país pesado e ineficiente caiu sobre o serviço público e se perpetua até hoje.” Porém, observa Oliveira, “ao mesmo tempo em que as pessoas dizem isso, vão aos postos de saúde e esperam por horas, por falta de médicos ou vêem os filhos voltarem mais cedo para casa por falta de professores”.

O pesquisador do Ipea Fernando Mattos afirma que o resultado da pesquisa mostra a necessidade de ampliação do acesso da população aos serviços públicos e, por consequência, da ampliação do quadro de pessoas que realizam esses serviços.

fonte: Blog do Favre

29 março, 2009

Sabe qual é moda agora entre o ricos e chics de São Paulo? O xadrezinho!

Indignação de uma cliente da Daslu: Não sou contra que a Eliane [Tranchesi] pague pelo que cometeu, mas polícia foi muito truculenta [...]. Tirassem o talão de cheques dela, cobrassem uma fiança bem alta... mas colocar algemas, é muita humilhação! (Jornal da Tarde)
***
Sorte do Clodoviu que virou purpurina anter de ver tudo isso... saiu num momento muito oportuno.

27 março, 2009

Site Vermelho


O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) apresentou, esta semana, à mesa da Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sugerindo um mandato de 11 anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), vedada a recondução.


A matéria também propõe a participação de todos os Poderes do Estado no processo de seleção de seus novos membros. Assim, além do presidente da República e do Senado, também a Câmara e o próprio Judiciário passariam a participar da seleção.


“A proposição parte da premissa de que é inerente à noção de República a alternância no exercício das funções políticas", explica Flávio Dino, para quem não resta dúvida de que esta é a natureza do papel desempenhado atualmente pelos ministros do STF.


Tive o prazer de conhecer o Deputado Flavio Dino, quando ainda era presidente do Centro Acadêmico da Fadi, e ele, presidente da Ajuf - Associação dos Juízes Federais.


Foi na Semana Jurídica. Depois, para poder se candidatar deputado, exonerou-se do cargo de juiz federal.


Com posições firmes e bem argumentadas, ganhou meu respeito e admiração. Concordo com ele nesta propositura.

26 março, 2009

E agora, José?


Sete partidos políticos (PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB) são citados na Operação Castelo de Areia, deflagrada ontem pela Polícia Federal, como supostos destinatários de doações de recursos ilícitos a partir de esquema envolvendo diretores da construtora Camargo Corrêa e doleiros.

Segundo a PF, a trama consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais.

A primeira etapa da investigação aponta para evasão de R$ 20 milhões, em estimativa da Procuradoria da República.

A operação prendeu 10 pessoas e vasculhou 16 endereços, onde foram recolhidos computadores, armas, quadros, documentos e pelo menos R$ 1 milhão em dinheiro. A força-tarefa estava em busca de um pen drive onde estaria armazenada a suposta contabilidade paralela da organização e uma lista de políticos beneficiados. Auditores do Tribunal de Contas da União acompanharam a blitz. “Há fortes indícios de que a empresa utilizava-se de offshores e do sistema de dólar cabo para remessas de quantias para o exterior”, disse o delegado Alberto Iegas, coordenador da PF em São Paulo do combate ao crime organizado. Em nota, a Camargo Corrêa negou irregularidades e se declarou “perplexa”.

Quatro executivos da empreiteira foram detidos. Também foram presos quatro doleiros e duas secretárias da diretoria da construtora. Interceptações telefônicas da PF mostram investigados falando de políticos que teriam recebido dinheiro, entre eles os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - R$ 300 mil para o primeiro, R$ 200 mil para o tucano. Os dois confirmaram a captação dos recursos, mas alegam que foram doações registradas na Justiça Eleitoral. Também há citações, em conversas de terceiros que a PF monitorou, ao empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e a um diretor da entidade, identificado como Luiz Henrique. A Fiesp negou participação em qualquer esquema.

fonte: último segundo

25 março, 2009

"EU DISSE NÃO"
Preservativos com a imagem de Bento XVI foram lançados na França.Eles ironizam a posição da Igreja Católica na prevenção da Aids.

Santa ingenuidade!


A bancada do Partido dos Trabalhadores na câmara municipal apresenta nova denúncia sobre as isenções de impostos concedidas pela prefeitura para empresas da cidade: algumas empresas, beneficiadas com incentivos fiscais, fizeram doações em dinheiro para a campanha do prefeito Vitor Lippi.

Trata-se de fato gravíssimo que, se comprovado, implicará em sanções severas ao chefe do poder executivo local.

A bancada do PT também denunciou que Maurício Biazotto Corte, secretário de Governo e Planejamento da Prefeitura de Sorocaba, está de carro novo. Trata-se de um veículo Corolla SEG 1.8 Flex, ano 2008, que está em nome da montadora Toyota que, em maio, seguindo o cronograma, vai instalar uma unidade de produção em Sorocaba.

Provavelmente, como no caso do ex-secretário Daniel de Jesus Leite, a bancada tucana alegará que se trata de uma "ingenuidade" do secretário, que agiu sem pensar, mas sempre no interesse da cidade.

Como diria o menino prodígio, "santa ingenuidade, batman!"

24 março, 2009

Lippi exonera secretário do "Negócio da China"

O prefeito Vitor Lippi anunciou na segunda-feira (23) a exoneração do secretário municipal do Desenvolvimento Econômico de Sorocaba, Daniel de Jesus Leite. A imprensa local havia denunciado, recentemente, que o prefeito Vitor Lippi (PSDB) concedeu isenção de impostos por cinco anos para uma das empresas da família do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Daniel de Jesus Leite.

O prefeito Vitor Lippi, ao anunciar a exoneração do Secretário, disse acreditar que ele agiu com "ingenuidade".

Na minha terra isso tem outro nome...

Apesar disso, a exoneração de Daniel de Jesus Leite não deverá impedir que os vereadores do PT entrem com representação no Ministério Público (MP) para pedir a abertura de ação civil pública e solicitar que os envolvidos respondam pelos crimes de responsabilidade e prevaricação.

O Ministério Público, na maioria das vezes, não acredita em "ingenuidade".

23 março, 2009

21 março, 2009

A farra do boi na prefeitura de Sorocaba continua

A Induskap Indústria de Escapamentos Ltda., que tem cerca de 50 funcionários e é de Fábio Leite, o pai do secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, Daniel de Jesus Leite, recebeu do prefeito Vitor Lippi isenção de impostos por cinco anos.

A decisão, publicada no jornal Município de Sorocaba do dia 13 de fevereiro, passou pelo crivo do próprio secretário após aprovação da Comissão Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (CMDES), da qual Daniel Leite também é membro. O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba contesta o benefício.

17 março, 2009

Bate rápido com FHC: Gilmar Mendes? Protógenes? Daniel Dantas?

Fernando Henrique Cardoso em entrevista a Kennedy Alencar, da Rede TV e da Folha. Quando indagado sobre o que achava destas três pessoas, soltou três pérolas.

Kennedy: Gilmar Mendes?

FHC: Tem coragem, tem competência.

Kennedy: Protógenes?

FHC: Não sei bem quem é, mas me parece um amalucado

Kennedy: Daniel Dantas?

FHC: Conheço pouco, mas dizem que é brilhante.

Veja no Blog Acerto de Contas

16 março, 2009

Deputado lança novo site na quarta-feira

Na próxima quarta-feira (18/3), o deputado estadual Hamilton Pereira (PT) fará o lançamento do novo site de seu mandato na internet. O evento, previsto para iniciar às 20h na sede da ASI (Associação Sorocabana de Imprensa), deverá reunir profissionais da imprensa, lideranças políticas e de bairro.

“O nosso atual site vinha recebendo uma média de seis mil acessos por mês nos últimos dois anos”, explica Hamilton Pereira. “Por isso, pensamos em aperfeiçoar essa ferramenta, que é fundamental para a agilidade da prestação de contas do nosso trabalho parlamentar, o que, inclusive, é uma obrigação constitucional que devemos à população que nos elegeu”, completa.

O novo site de Hamilton apresenta um layout mais moderno e um sistema de utilização de banco de dados que o torna mais rápido. Além de notícias do mandato e artigos de Hamilton Pereira, o site também disponibilizará uma sessão com artigos e entrevistas com lideranças políticas e sociais da região e do estado.

A tecnologia RSS (Really Simple Syndication) também permitirá aos seus assinantes acompanharem as atualizações do novo site em tempo real. Outra inovação é disponibilização de áudios com entrevistas e opiniões do deputado para possível utilização da imprensa radiofônica, além de vídeos de depoimentos do deputado na tribuna da Assembléia Legislativa e participação em programas televisionados.

“Estamos com uma ótima expectativa em relação ao nosso novo site”, afirma Hamilton. “Porque sempre tivemos uma preocupação muito grande em prestar contas, com qualidade, do nosso trabalho, além de poder alimentar nossas lideranças partidárias com informações que possam colaborar para a realização de um trabalho cada vez melhor na região”, completa.

A ASI está localizada na Avenida Antônio Carlos Comitre, 330.

14 março, 2009

No mapa do Serra há dois paraguais

Apostila de Serra tem dois Paraguais: um no Uruguai e outro na Bolívia.

O material didático produzido e distribuído este ano pelo governo José Serra à rede pública de ensino possui erros geográficos que indignaram professores e alunos de Rio Preto. Na apostila do primeiro bimestre de geografia dos alunos da 6ª série do ensino fundamental, o Paraguai está localizado no lugar do Uruguai e vice-versa, no Mapa da América do Sul. Além disso, o Paraguai também aparece dentro da área geográfica da Bolívia. O mapa, impresso na página 8 da apostila, também impede que os alunos visualizem o Equador, um dos países sulamericanos que não fazem fronteira com o Brasil. Desta forma, a tarefa que pede a interpretação do mapa fica prejudicada, já que uma das perguntas feitas é justamente “quais são os países sulamericanos que não possuem fronteira com o Brasil?”

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que os erros na apostila de Geografia já haviam sido identificados e informados aos professores de toda rede; por isso, o material não será trocado.

?!?!?!

fonte: Conversa Afiada

13 março, 2009

Surto de parvovirose na Câmara de Vereadores


A criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar possível corrupção no setor de fiscalização da prefeitura não foi formada por falta de assinaturas.

Cinco vereadores que haviam assinado o pedido de abertura da CPI, retiraram suas assinaturas, depois de serem pressionados pelo prefeito Vitor Lippi. São eles: Anselmo Neto (PP), Tonão Silvano (PMDB), Ditão Oleriano (PPS), Cláudio do Sorocaba 1 (PR) e coronel Rozendo de Oliveira (PV).

Os vereadores que retiraram seus nomes disseram que não agiram por pressão do prefeito, nem por covardia. Não foi por covardia, foi um surto de parvovirose na câmara.

Ou melhor, um surto de pavorvirose.

VEJA A MENTIRA

Ao povo brasileiro e aos internautas a revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009, anuncia em sua capa com título ” Exclusivo - A tenebrosa máquina de Espionagem do Dr. Protógenes; Veja teve acesso ao conteúdo do computador apreendido pela Polícia Federal na casa do Delegado do famoso caso Satiagraha; Protógenes bisbilhotou clandestinamente Senadores, José Dirceu, Mangabeira Unger, FHC, José Serra, o Presidente do Supremo-até a vida amorosa da Ministra Dilma Rousseff. “ No seu conteúdo as fls. 84/91 as informações mentirosas produzidas e assinadas pelos jornalistas Expedito Filho, Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy, que quanto ao papel da liberdade de imprensa geral e irrestrita sou plenamente favorável, desde que se apure os excessos que por ventura venham atingir a honra das pessoas e fatos ali não verdadeiramente relacionados, sobretudo quando fabricam escândalos envolvendo altas autoridades e instituições ou Poderes da República.

Não é a primeira vez que estamos diante de fatos semelhantes publicados de forma bandida e irresponsável envolvendo situação anterior que provocou o desmantelamento do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN ( Gabinete de Segurança Institucional, Agência Brasileira de Inteligência; Inteligência das três forças militares - Marinha-Exército-Aeronáutica; Inteligência da Polícia Federal, e outros ). E aqui fica uma pergunta: A quem interessou tal fato ? Hoje vivemos num clima mercantilista corrupto em que a credibiliade de um órgão de imprensa que no passado teve sua importãncia histórica, hoje lamentávelmente constitui parte dessa engenharia política e comercial sórdida disponíveis a serviço de um poder até então não identificado, mas que possivelmente ultrapassam as nossas fronteiras.

11 março, 2009


Governo Lippi tropeça na soberba

Há diversas formas de sustentar a tese de que o segundo mandato, seja ele de Prefeito, Governador ou de Presidente da República é sempre um risco. Isso porque a tentação de o próprio mandatário se considerar acima do bem e do mal, é grande.

Quando Fernando Henrique conseguiu, por meios impróprios, aprovar a emenda que permitiu sua própria reeleição, o PT promoveu diversos debates sobre os riscos que isso representava. O próprio presidente Lula chegou a colocar em debate com os seus mais próximos se deveria ou não lançar-se à reeleição, ocorrida em 2006, dada sua compreensão dos vícios desse instituto.

Até mesmo um dos tucanos mais respeitados da história do PSDB, Mário Covas, alertava sobre tais perigos, especialmente no que se refere ao excesso de autoconfiança dos reeleitos.

Pois que o governo Lippi dá uma verdadeira aula a respeito, no pior sentido. O início do segundo mandato tem sido marcado por equívocos e trapalhadas que demonstram um espírito conturbado para os próximos anos, seja pelos patéticos episódios de autoritarismo protagonizados pelo Secretário de Segurança do município, pela inércia da prefeitura frente aos inaceitáveis casos de agressões ocorridas em unidades de saúde, ou ainda pelo constrangedor caso do “Negócio da China”.

O início desse debate exige a recuperação do cenário em que a reeleição do prefeito Vitor Lippi se deu:

O ano de 2008 foi marcado por uma super exposição do candidato a reeleição, com um imenso conjunto de obras deixadas para o ano eleitoral e executadas a toque de caixa. Muitas delas, inclusive, pela forma apressada como foram tratadas já estão sendo reformadas, ou refeitas. É o caso, por exemplo, da UPH Zona Oeste que custou R$ 7mi e que já apresenta sérios problemas estruturais.

Além dessa super operação da máquina pública, houve também um grito de comoção orquestrado pelos líderes do PSDB que se emocionavam ao defender o prefeito candidato a cada crítica feita, legitimamente, aliás, por um dos candidatos de oposição. Tentaram a todo custo desqualificar e diminuir o debate, como se a cidade não precisasse de mais nada, atingira a perfeição naqueles quatro primeiros anos de Lippi. Quando dizíamos que a saúde pública ia mal, respondiam que as críticas eram injustas e que o prefeito médico havia feito muito pela cidade. Pois que expliquem isso agora aos médicos que sofrem agressões (foram três em duas semanas), ou aos agressores, que são tão vítimas quanto os funcionários da saúde pública, ou seja, dizíamos que a saúde caminhava para o caos, eles negaram, deu no que deu...

Agora, revelador mesmo é caso do escritório na China, não só pelas trapalhadas entre prefeito e secretário (um disse que o escritório existia e funcionava, outro que nada disso, o prefeito assina um documento dirigido a Câmara dizendo uma coisa e quando vai a imprensa diz outra, afirma ainda que não leu o que assinou e por aí seguimos...), mas por demonstrar o que podemos considerar uma filosofia da equipe de trabalho de Vitor Lippi.

Sim, a reeleição transformou aquele time em algo impossível de se questionar. A soberba atingiu até os mais humildes.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Daniel de Jesus Leite, é também empresário e carrega consigo valores éticos e morais próprios da iniciativa privada e que, por vezes, não atendem as necessidades do Poder Público. Assim, por exemplo, ocorre quando ele afirma (sendo em seguida reafirmado pelo próprio prefeito) que o escritório na China funciona “informalmente”.

Mas, como assim informalmente? Isso não existe na figura do estado.

O estado existe justamente para regular “formalmente” a relação entre indivíduos, garantindo efetivamente seus direitos e editando seus deveres. Se a moda pega, as milícias armadas poderão se apresentar como “polícia informal”.

A iniciativa privada admite certas práticas que são abomináveis no Poder Público, além da informalidade. Outro exemplo, no mesmo caso, foi quando o Secretário afirmou que o funcionário do escritório na China exerce trabalho voluntário, gracioso. Deverá receber apenas “uma certa participação” sobre os negócios que “informalmente” intermediar. Institucionalizaram o lobby.

Outros tantos exemplos poderiam ser descritos, mas creio que isso seja desnecessário, pois o que busco demonstrar já está constatado nas linhas anteriores: há uma imensa dose de soberba e um altíssimo salto calçado por grande parte da equipe desse segundo governo Lippi, que os impede de enxergar a cidade em que vivem.

Esperemos que finalmente o governo Lippi desça do famoso helicóptero utilizado durante a campanha eleitoral.

Em tempo, seguindo a metodologia utilizada pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico de Sorocaba, esclareço:

Soberba é o sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O termo provém do latim superbia. (...) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Soberba)

Paulo Henrique Soranz é presidente do PT-Sorocaba

10 março, 2009

FHC endureceu seu discurso diante das inevitáveis prévias em 2010:
"Eles são governadores, têm de trabalhar. Não podem sair pelo Brasil a fazer prévias e não trabalhar."

Diante das críticas Aécio rebateu:
"Não se constrói um projeto para o país de alguns gabinetes ou da avenida Paulista. Se constrói caminhando pelo país. E é o que eu estou me dispondo a fazer, sempre com o sentido da unidade", disse Aécio, que já tem viagem marcada para Pernambuco na próxima semana.

Com essa rinha fica comprovado a falta de um projeto para a nação dos tucanos. Não conseguem administrar ferramentas democráticas. As prévias vão demostrar a fragilidade do PSDB, um partido incapaz de sobreviver sem o poder, uma vez que não tem base e nem apoio dos movimentos sociais.

Estou na torcida para que essa briga aumente, quem sabe assim não chegamos a tão sonhada extinção da tucanada!!!

PIB cresceu 5,1% em 2008

No fechamento do ano, o PIB registrou alta de 5,1%, com um saldo de R$ 2,9 trilhões.

Apesar disso, o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) registrou uma queda de 3,6% entre o quarto e o terceiro trimestre de 2008. Foi o maior recuo desde 1996. Os números foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Esse quarto trimestre foi um momento atípico. O impacto da crise foi forte. Houve uma desaceleração e uma ruptura importante, mas não dá para identificar qual foi o ponto principal e não sabemos se isso será uma tendência", disse o coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto. "A característica da economia nesse momento é de que as famílias foram mais cautelosas no consumo", completou.

Os números indicam que, não fosse a crise, em 2009 o Brasil teria alcançado o nível Chines de crescimento econômico.

A dúvida, para 2009, é sobre a intensidade e duração da crise.

De qualquer forma, diante dos números da Zona do Euro, dos EUA e do Japão, a situação Brasileira pode ser considerada muito boa.