O evento contou com a participação do então vice-prefeito Geraldo Caiuby e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Daniel de Jesus Leite. Ou seja, tratou-se de ato oficial da governo do município, que teve gastos, no mínimo, com a viagem de seus representantes.
Posteriormente, como o referido "escritório de negócios" não havia sido autorizado pela Câmara de Vereadores, em resposta a requerimento dos vereadores, o prefeito afirmou que tudo não passa de um “processo para a instalação de um futuro escritório”.
Em outros termos: mentiu descaradamente para a população e para os vereadores.
Alegou, ainda, que o responsável pelo escritório é um brasileiro, que mora na China, não é funcionário da prefeitura e estaria agindo como "colaborador", sem receber nada, embora com autorização para tratar de assuntos de nossa cidade.
Até mesmo o jornal Cruzeiro do Sul, defensor dos tucanos em Bacaroço, em editorial criticou de forma duríssima a medida.
Como uma pessoa, que não é funcionário da prefeitura, exerce o posto de "embaixador" da cidade em outro país, sem autorização do legislativo local?
Diante disso, a bancada do Partido dos Trabalhadores pediu que o ministério público investigue o caso.
E hoje, o prefeito Vitor Lippi, em entrevista ao jornal da rádio Cruzeiro FM, cometeu a infâmia derradeira. Inquirido por jornalista sobre a remuneração do "embaixador informal" de Sorocaba na China, disse que se trata de uma pessoa de negócios e que seria remunerado pelos empresários que o procuram.
Em outras palavras, uma das maiores picaretagens da história da cidade.
Um cidadão, sem vínculo com o poder público, sem contrato ou convênio, passa a tratar de assuntos de interesse do governo municipal em outro país, sem autorização do poder legislativo e, segundo o próprio prefeito, provavelmente receberá um "pedágio" dos empresários que atender!
Eu já vi muita coisa nos governos tucanos, mas o Lippi superou todas as minhas espectativas.














