06 junho, 2006

ACM liga movimento a Lula e pede que militares reajam

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) fez hoje um discurso na tribuna do Senado pedindo que os militares reajam em resposta à invasão das dependências da Câmara pelo Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST).

No seu discurso, ACM tentou associar o movimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lembrando do golpe de 1964, Antonio Carlos afirmou: "Reajam comandantes militares, reajam enquanto é tempo, antes que o País caia na desgraça de uma ditadura sindical presidida pelo homem mais corrupto que já chegou à Presidência da República".

Ele criticou também os presidentes da Câmara e do Senado por não terem reagido para impedir a ação do movimento, chamando especificamente o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, de "covarde". ACM atacou o ministro da Defesa, Valdir Pires, que, segundo ele, "não defende coisa nenhuma". Disse que os militares estão "obedecendo a um subversivo".

E, segundo apuramos, depois do discurso, ACM corria pelos corredores do Senado, dizendo que queria um "homem forte".
Tentamos localizar algum gereral do exército, para questionar se eles atenderiam aos pedidos de Toninho Marvadeza, mas não conseguimos encontrá-los. A resposta era sempre a mesma: está escondido em baixo da cama, com medo dos ataques do PCC no dia do fim do mundo.

3 comentários:

CCCP disse...

O ACM já não dá mais caldo Reinaldão, tornou-se caricatura de si mesmo e dá direita reacionária tupininquim (perdão pelo pleonasmo). Agora, tocar no assunto e nem uma palavrinha, uma opiniãozinha de nada, sobre a lambança do "movimento" ? Cadê João Pedro Stédille ?
de minha parte, uma salva de palmas pro idealizador do protesto: conseguiu unir no mesmo coro a Heloísa Helena e o ACM.
Grande estrategista, nem a TFP teria feito melhor...

Daniel Lopes disse...

O João Pedro Stedile é do MST.

CCCP disse...

Ô Cabeção, não me subestime amiguinho. É claro que o Stédille é do MST, apesar de não ser nenhum Reinaldo, o basicão a gente sabemos...
Agora, o fato do cara ser do MST não o impediu e não o impede de, sempre que ocorre alguma intervenção na paisagem perpetrada por algum dos grupos de "ixpertos" que se dizem defensores da reforma agrária, vir a público para defender a baderna com seus discursinhos prá boi dormir, como ocorreu no episódio da Aracruz,
promovido pela tal Via Campesina.
Dizer "ah, mas o cara é do MST, a baderna quem promoveu foi o MLST" é como dizer "ah, quem começou o mensalão foi o Azeredo, a quadrilha do PT é genérico"...
Pô Cabeção, magoou !