09 Fevereiro, 2010

O Globo: "Indústria tem pior queda em 19 anos" Valor Econômico: "Indústria fecha janeiro com atividade em alta"
O Globo considerou o mês de Dezembro, que teve o maior aumento da produção na história, com a consequente queda de Janeiro, cuja produção apesar de menor que a de Dezembro ainda assim foi maior que a do mesmo período do ano anterior!

Esse pessoal também faz pesquisa de intenção de voto, cuidado!

Se os eleitores soubessem como são feitas as pesquisas e as salsichas...

Divagações...

Estava a conversar com um amigo, de mais idade, comunista histórico e fiel, sobre o ser humano.

Disse a ele, que achava curioso o fato de que parte das pessoas de esquerda, ao conquistarem o poder ou enriquecerem, esqueciam toda a sua formação político-ideológica...

Irônico e sutil, com um riso de canto de boca, encheu o peito e a barriga de ar; expirou, e com a ponderação de um intelectual, respondeu:

- Isso no Brasil, né, Daniel.

06 Fevereiro, 2010

Dilma já tinha 41% em Dezembro

Em entrevista ao Terra Magazine o sociólogo Mauro Paulino do Datafolha diz que há menos dez meses para as eleições, em dezembro, a pesquisa indicava que 15% dos eleitores manifestaram desejo votar num candidato indicado pelo presidente Lula. Esss eleitores não tinham conhecimento da candidatura de Dilma Rousseff como representante do Governo Lula.

Pela pesquisa do Datafolha realizada entre 14 e 18 de Dezembro, num cenário sem Ciro Gomes, Serra teria 40% dos votos enquanto Dilma aparecia com 26%. Somando a esse percentual os 15% de eleitores que votariam num candidato indicado por Lula, o potencial de Dilma sube para 41%.

Veja mais em Datafolha e Terra Magazine

05 Fevereiro, 2010

Prefeitura de São Paulo gastou com propaganda e não pode salvar a população que vivem em áreas alagadas

04 Fevereiro, 2010

O Putsch de Serra: O que esta por trás da designação de Força Pública para a Polícia Militar de São Paulo

O governador José Serra, o nosso Putin, apresentou um projeto de emenda constitucional (PEC) com objetivo de mudar o nome da Polícia Militar do Estado de São Paulo para Força Pública. Sua justificativa é que de que a mudança deverá aproximar a polícia da população.

Os críticos dessa proposta dizem que ela é apenas simbólica, não trazendo nenhuma melhoria para serviço prestado pela corporação. Enquanto que o governo acha que o seu simbolismo pode fazer com que a população veja-a com outros olhos, visto que a designação de Polícia Militar surgiu em 1970 em plena ditadura militar.

Por outro lado, a simples trocar do nome da polícia enterra de uma vez por todas aquela discussão que propunha a unificação das polícias civil e militar com o objetivo de integrá-las, dando assim ênfase ao fator investigativo e de inteligência em detrimento da ação coercitiva e violenta da polícia paulista.

A elite de São Paulo vê com muito entusiasmo a mudança de nome, o jornal O Estado de São Paulo (revolucionário) diz que ela esta de acordo com a Declaração dos Direitos dos Cidadãos proclamada com a Revolução Francesa em 1789. Porém, um outro fato histórico embala a elite “Chuiça” que é o fato de a Força Pública ter sido o nome da instituição policial paulista na República Velha, aquele período em que toda a nação esteve dobrada aos interesses da Elite do Café.

Dada a independência relativa que os estados tinham em relação à Federação com a Constituição de 1891 a Força Pública transformara-se num verdadeiro exército do estado de São Paulo.

Ela participou ativamente nos pouco lembrados massacres de índios ocorridos no início do século XX visando liberar as terras por onde passariam a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que ligou Cuiabá à região central de São Paulo e depois, pelos trilhos das estradas Paulista e Sorocabana, ao porto de Santos. Além disso ela atuou aplicadamente junto aos industriais e reprimiu duramente os movimentos grevistas de 1917 e 1919. Reprimiu também a Revolta Tenentista de 1922 e participou da maior campanha militar em território brasileiro, a chamada Revolução de 1932 promovida para derrotar a Revolução de 1930.

A Guerra Paulista como também ficou conhecida começou em 9 de Julho de 1932 e foi um choque entre a Força Pública de São Paulo e o Exército Nacional que deixou 932 mortos, um número inferior ao da Guerra de Canudos, porém, esse conflito demandou uma enorme quantidade de recursos industriais dos dois lados envolvidos e pôs a prova a ascendente indústria paulista contra o decadente parque industrial fluminense (a serviço do governo federal).

Com a vitória das forças federais (sim as forças federais venceram apesar de comemorarmos o 9 de Julho desde 1997) o nome instituição foi mudado para Força Policial e em 1947, com o fim do governo Vargas, ela voltou a se chamar Força Pública. Atualmente e desde 1970 todas as polícias estaduais do Brasil possuem a designação de Polícia Militar com exceção da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Portanto, cremos que a mudança do nome da polícia paulista não tem qualquer intenção em aproximá-la da população ou torná-la mais “civilizada”, como possa parecer nas palavras do governador. Essa proposta não passa de um reforço ao caráter militar, antipopular e antinacional da polícia paulista e, num momento em que o estado de São Paulo começa a perder a sua histórica hegemonia política e econômica sobre o Brasil, atos desse tipo parecem antever a retomada de paixões separatistas e xenofóbicas em São Paulo.

Aposto que se a PEC for aprovada ela entrará em vigor exatamente em 9 de Julho e teremos um pomposo desfile da Força Pública no Ibirapuera!



No alto, cartaz convocando voluntários a "lutarem por São Paulo". No Centro, carro de combate Chevrolet com torre de metralhadora giratória, usado pela Força Pública. Em baixo, cartaz invocando o espírito do bandeirante paulista contra o baixinho Getúlio Vargas.

03 Fevereiro, 2010

Novos ônibus para Sorocaba



Inicialmente atendendo a linha Marginal Dom Aguirre / Parque de Águas.


Bancada do PT recorre à Procuradoria contra redução de recursos para enchentes em São Paulo

Site da Bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado


O líder da Bancada do PT na Assembleia entrou com representação na Procuradoria Geral de Justiça para que sejam apuradas suspeitas de ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na gestão do governador José Serra, que reduziu recursos para a prevenção e o combate às enchentes. Depois de 40 dias de chuvas, São Paulo já contabiliza aproximadamente 70 mortos, em decorrência de desabamentos, desmoronamentos e afogamentos.

“Não se trata de obra ou castigo de Deus, de efeitos do aquecimento global ou de resultado de inversões climáticas. Trata-se de má gestão e de omissão criminosa praticadas pelo governador José Serra que, de forma deliberada, tem diminuído os recursos para a prevenção e o combate a enchentes; recursos tais que, remanejados, têm sido destinados à publicidade de seu governo visando à eleição de 2010 para a Presidência da República, na qual é potencial candidato”, denuncia o deputado Rui Falcão na representação encaminhada ao Procurador-Geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, no dia 01 de fevereiro.

Imoralidade:

De acordo com dados do Orçamento do Estado, em 2010 houve redução de 20% nas ações de combate às enchentes: em 2009, foram previstos R$ 252 milhões. Já em 2010, foram estimados R$ 200 milhões, ou seja, R$ 51,5 milhões a menos.

“Os números revelam que será cortado quase o dobro do valor dos atuais contratos para desassoreamento da calha do Rio Tietê, que somam R$ 27,2 milhões – se com os valores atuais o resultado é o visto, imagine-se com um corte que é o dobro dos valores atuais”, avalia documento elaborado pela Bancada do PT.

O orçamento do Estado também prevê menos investimentos em serviços e obras complementares da Bacia do Alto Tietê. O corte proposto para 2010 é de 61%.

No Departamento de Água e Energia Elétrica, órgão do Estado responsável pelas obras da calha do Tietê, foi previsto um corte de R$ 20,3 milhões. Essa redução se dá especialmente nas despesas correntes, onde estão as ações de desassoreamento da calha, que atingiram o valor de R$ 30,8 milhões e o impacto de R$ 42 milhões a menos nos investimentos.

A Procuradoria recebeu anexas à representação tabelas comparativas com dados dos gastos com infra-estrutura de saneamento e combate às enchentes com publicidade. Os dados extraídos do Sigeo - Sistema de Gerenciamento de Execução Orçamentária - revelam que, entre os anos de 2006 e 2009, o governador deixou de contratar o desassoreamento e de destinar recursos adequados para o combate a enchentes.

“Havia uma previsibilidade e então temos uma omissão culposa, além da má gestão e da improbidade face à imoralidade do desvio de finalidade que a alocação dos recursos representa.”

Veja no anexo a íntegra da representação encaminhada ao Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira.

Calamidade Pública

Depois de um mês de chuvas intermitentes a prefeitura de São Paulo resolveu hoje decretar "estado de calamidade" para a zona leste da cidade.

Vários bairros estão alagados desde o início das chuvas e o estado de calamidade é condicionante para que o governo federal libere o auxilio às famílias que moram em em áreas afetadas.

Os moradores cobravam que a prefeitura decretasse o estado de calamidade e ela vinha se esquivando, dizendo que os problemas na capital eram isolados.

02 Fevereiro, 2010

José Serra: "O problema está na natureza... temos que rezar"

É visível a preocupação da mídia em provar que a quantidade chuva que atinge São Paulo é a maior em pelo menos oitenta anos. Na rádio Band News FM no final de Janeiro ouvi a meteorologista do grupo Bandeirantes de Rádio e Televisão lamentar que o recorde histórico não tivesse sido quebrado naquele dia.

Existe toda uma preocupação para eximir José Serra e o “tucanato” paulista da responsabilidade pelas inundações que ocorrem em São Paulo.

Evidentemente o governador não tem responsabilidade pela chuva que castiga todo o estado diariamente e que matou até agora setenta pessoas. Por outro lado, é muito negativo que o possível pré-candidato do PSDB* à presidência da República não tenha apresentado ainda nenhum plano de emergência para contenção de alagamentos e salvar as pessoas que vivem nos bairros dos jardins Romano e Pantanal em São Paulo, nem qualquer outro plano para amenizar ou evitar que voltem a acontecer desastres como os têm ocorrido por todo o estado.

Em 2004 o governo Alckmin terminou o rebaixamento da Calha do Rio Tietê, obra que custou R$ 731 milhões de reais aos cofres públicos e deveria encerrar o histórico de inundações na marginal, nas palavras do próprio governador. Se as obras de desassoreamento fossem realizadas constantemente nunca mais a marginal inundaria, porém, nos últimos dois anos o governo Serra interrompeu esse serviço para contenção de gastos. Por isso, a Emae (Empresa Municipal de Água e Esgotos) que controla a barragem da Penha no rio Tietê (região norte da capital) vem fechando suas comportas desde o inicio das chuvas para evitar o transbordamento na marginal, porém, em conseqüência disso os bairros da zona leste e que ficam próximos a margem do rio (Jardim Romano e Pantanal) foram e continuam alagados há mais de um mês. Como a desgraça não fosse pouca, um problema numa estação de tratamento da Sabesp na zona leste fez refluir todo o esgoto coletado na região para os bairros alagados. A imprensa preserva o governo de São Paulo de tudo que possa impedir sua candidatura à presidência da República enquanto Serra se omite pedindo aos paulistanos que rezem.

As obras de ampliação da Marginal Tietê iniciadas em 2009 demonstram que o governo Serra não está preocupado com a permeabilidade dos solos em São Paulo, além disso, com a construção de mais três pistas ficou impossível a execução de novas obras de aumento da calha do rio. As novas pistas da marginal estão sendo executadas a toque de caixa pois tem como objetivo diminuir o trânsito em São Paulo no ano em que o PSDB pretende voltar a presidência da República, pois a ampliação da marginal é completamente desnecessárias, visto que os trechos norte e leste do Rodoanel deveriam desviar boa parte do trânsito rodoviário que corta São Paulo (com a ampliação da marginal desconfio inclusive que o Rodoanel não virá a ser finalizado nas próximas décadas).

Agora surge um novo problema em vários sistemas de reservatórios de águas que circundam a região metropolitana de São Paulo: Guarapiranga, Billings, Rio das Pedras (Alto Tietê), Pirapora e Cantareira. Nessas represas o nível da água atingia, antes mesmo das chuvas começarem, o seu limite de segurança ameaçando inundar várias cidades. A prefeitura de Atibaia fez denúncias graves contra a Sabesp responsabilizando-a pelas enchentes que atingiram a cidade e por negligência na gestão das comportas. Em nota do dia 6 de Janeiro a prefeitura daquele município afirmava que há quinze dias a Sabesp havia aberto as comportas aumentando em quase vinte vezes a vazão do rio Atibaia, causou inundações na cidade. Na mesma nota a prefeitura estranhou que o reservatório estivesse cheio mesmo com o período precedente de estiagem.

Segundo o ambientalista José Arraes que concedeu entrevista a Luiz Carlos Azenha do Blog Viomundo, o conjunto das represas do Alto Tietê já estava no limite da capacidades antes do inicio das chuvas. Para ele isso ocorre porque através de uma PPP (Parceria Público Privada) a gestão das águas fora privatizada por um consórcio encabeçado pela construtora Queiroz Galvão, ou seja:

“Toda a água represada em todas as barragens do Sistema do Alto Tietê são gerenciadas por esse consórcio. Quanto mais cheias as represas, mais interessantes para o consórcio. Interesse comercial, nada mais do que isso. [...] As empresas do consórcio fazem a conservação das barragens e a intermediação com a necessidade da Sabesp que a trata e remete para a população. Logo, para o consórcio de empresas, quanto mais cheias estiverem as barragens, mais água fornece para a Sabesp. Mais ganhos financeiros, portanto.[...] O fato é que as barragens do Alto Tietê estão excessivamente cheias e as comportas estão sendo abertas, contribuindo com as inundações em toda a calha do rio até a região do Pantanal” .

Ou seja, a Sabesp solta no rio Tietê a água que a Queiroz Galvão estava segurava no Alto Tietê e na outra ponta a Emae fecha as comportas para evitar que as águas inundem a marginal.

Ontem ouvi na Band News FM de uma autoridade do governo do estado que ele estuda a possibilidade de abrir a vazão de saída do sistema Alto Tiete (Guarapiranga, Billings e Rio das Pedras) pelo canal que chega à Cubatão. No entanto, o funcionário do governo disse que não haver ainda um plano de retirada dos moradores das regiões que poderão ser alagadas naquela cidade.

É preciso questionar. Como Serra pretende governar o país? O Brasil não precisa de outro presidente que só saiba privatizar e cortar gastos. Bastou-nos FHC. O eleitorado brasileiro já deixou bem claro para Alckmin (em 2002) que ele não aceita mais esse tipo de governo - gestor.

*José Serra deu como prazo o mês de Março para anunciar se será ou não candidato à presidência. Paulo Henrique Amorim, no entanto, acha que Serra não resistirá às águas de Março.

Bah! Caroço: IBM lança a edição 2010 das inovações que irão mudar o mundo

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As cidades terão sistemas imunologicos mais saudáveis - "a internet da saúde";

Construções urbanas serão capazes de responder como se fossem "organismos vivos";

Carros e ônibus urbanos vão operar sem combustível;

Sistemas inteligentes atenderão à demanda das cidades por água e economizarão energia;

Cidades responderão a uma crise mesmo antes da chamada por emergência.

Claro que a IBM será o agente central dessas mudanças, sempre disposta a vender um bom produto. Resta saber em qual região da Via Lactea poderemos ter acesso a tudo isso.

Conexão Serra-Arruda

Há algumas semanas, o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra... Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos”.

No final de dezembro, a revista CartaCapital confirmou a existência da “conexão Serra-Arruda”, como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, “homem de confiança de José Serra”, é um dos envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM”. Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal.

Leia mais no Blog do Mino

01 Fevereiro, 2010

Pesquisa CNT/Sensus


Cenário com Ciro em 11-14.dez.2009 e em 14-17.jan.2010

José Serra (PSDB) – 39% > 34% (caiu 5 pontos)
Dilma Rousseff (PT) – 18% > 27% (subiu 9 pontos)
Ciro Gomes (PSB) – 17% > 11% (caiu 6 pontos)
Marina Silva (PV) – 8% > 6% (caiu 2 pontos)
Indecisos, brancos e nulos – 18% > n.d. (variação?)

Cenário sem Ciro em 11-14.dez.2009 e em 14-17.jan.2010

José Serra (PSDB) – 46% > 38% (caiu 8 pontos)
Dilma Rousseff (PT) – 21% > 29% (subiu 8 pontos
Marina Silva (PV) – 11% > 8% (caiu 2 pontos)
Indecisos, brancos e nulos – 23% > n.d. (variação?)

A pesquisa Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas em todas as regiões do Brasil e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais