05 outubro, 2006

Após a revolução industrial do século 19, com o aprimoramento das máquinas e a possibilidade da produção em série, economias mundiais adquiriram novas faces, sempre visando o aumento de lucro das empresas.
Em meio a isto, com o objetivo de conter o avanço da esquerda, na Guerra Fria, países trataram de disciplinar suas economias, através do Estado de Bem Estar Social (previdência, leis trabalhistas, subsídios à saúde, educação, etc). Mais adiante, visando a recuperação de suas economias de mercado, outras medidas foram adotadas: golpes de Estado (como no Brasil, em 64), fim do Estado de Bem Estar Social, utilização da dívida externa como forma de controle dos países periféricos, etc.
Desta forma, todo o ideário de esquerda, à época, ruiu nestas regiões, a democracia econômica não se adicionou a democracia política.
Neste contexto, através do Consenso de Washington, nasce a globalização do mercado livre. Tudo se transforma em mercadoria, bens e serviços, incluindo a força de trabalho.
Saúde, educação, fornecimento de água e energia são mercantilizados. A cultura se torna entretenimento, a qualidade da obra de arte não é avaliada pela estética, mas pela fama do artista.
Tudo restrito a um único mercado, equivocadamente chamado de “livre”.

No Brasil, este projeto é representado pelo PSDB, sendo, do ponto de vista prático, consolidado na medida em que impede o aparecimento de novas Universidades Públicas, no sucateamento da Educação, na perda de direitos trabalhistas ( 13º, 1/3 das férias, etc).

Não concordamos com este modelo, no segundo turno, estamos com Lula.

Um comentário:

Fábio disse...

Bem, vislumbro afirmações "malufistas", um tanto quanto evasivas.....ou seja, nada de concreto, que venha a comprovar a "figura de sucateamento proporcionada pelo PSDB".

Não que eles sejam os paladinos da moral e bons costumes, o que dirá o Serjão Motta...todavia, temos no 2o. turno um embate. De um lado uma pessoa que pecou, quer pela convivência ("eu não sei de nada"), quer pela incompetência (nomeando o freud, zé dirceu, dentre outros tantos, como seus colegas de trabalho). De outro, uma pessoa na qual, até onde li e ouvio, inexiste prova, com a mesma contundência de seu adversário, no diz respeito a corrupção.
Caso necessitemos de um adminstrador para a nossa empresa, qual dos dois contrataríamos? O chuchu ou o incompetente conivente?
Beijos e abraços!!!