14 dezembro, 2006

Pinochet por ele mesmo

O ex-general Augusto Pinochet se considerava um homem providencial que salvou o Chile do Comunismo. Durante seu mandato, entre 1973 e 1990 e nos anos que se seguiram, sua forma de pensar ficou gravada em entrevistas, discursos e declarações, algumas reproduzimos aqui:

“A minha opinião é a de que estes cavalheiros sejas presos e mandados de avião para qualquer lugar, inclusive, pelo caminho vão jogando-os abaixo” (11 de setembro de 1973 - dia do golpe, referindo se aos prisioneiros, segundo gravação captada de comunicações militares)

”A democracia que sempre respeitamos, será mantida pelas instituições armadas, para impedir que seja violada (31 de dezembro de 1973).”

“Eliminamos a palavra “obrero” (operário) e hoje somos todos trabalhadores desde o presidente que lhes fala até em baixo” (El Mercurio, 27 de maio de 1983).

“Eu obtenho minha força de Deus” (Newsweek, 19 de março de 1984).

“Praticamente limpamos a nação de marxista” (Revista Hoy, 23 de Fevereiro 1988).

“É uma grande economia fazer sepultamento de cadáveres numa mesma tumba” (La Nación, 5 de setembro de 1991, referindo-se aos desaparecidos que têm aparecido em covas coletivas)

“Dois mil não é nada” (al comparar a cifra de desaparecidos com os 14 milhões de habitantes do país, julho de 1994).

“Roma cortava a cabeça de cristãos e eles reapareciam sempre, é algo parecido o que ocorre com os marxistas” (Diário Clarín, de Buenos Aires, 10 de Novembro de 1995).


El Mercurio e La Nación – Santiago, Domingo 10 de dezembro de 2006

Um comentário:

Marco Antonio disse...

Pelos calculos do Pinochet, seria aceitável 25000 mortes no Brasil