11 abril, 2007

Emenda 3

É importante esclarecer que as greves ocorridas tem o objetivo de apoiar a decisão do Presidente Lula na questão do veto.
Muitas pessoas me procuraram, questionando a razão pela qual estavam protestando em relação a postura de nosso Presidente. Ou seja, estavam mal informados.
Cabe a todo militante de esquerda, postura pedagógica. Isto é, esclarecer que a Emenda 3, apoiada pelo empresariado, PSDB e PFL, tem como objetivo claro, flexibilizar a legislação trabalhista.
Desta feita, os empregados terão seus direitos trabalhistas reduzidos!!!
Reitero: as greves articuladas pelos sindicatos, em todo o Brasil, vão no sentido de apoiar a decisão do nosso Presidente!!!
Também relevante afirmar que os parlamentares tucanos e pefelistas estão manobrando para que o veto seja derrubado!!!
É a classe trabalhadora versus a classe dominante!!!
Alguém já ouviu falar num cara que, a um bom tempo atrás, expôs a questão da luta de classes, dita por muitos que está desatualizada, que não existe mais e etc???
Aqui está um dos grandes exemplos de se ter um governo de coalizão com predomínio da esquerda.

3 comentários:

Daniel M Delfino disse...

Falo aqui pela minha categoria, a dos bancários. Gostaria de poder dizer que essa paralização de ontem reflete um estágio de mobilização e consciência da categoria bancária. Infelizmente, o buraco é mais embaixo. Trata-se de mais um ato teatral de uma grande encenação. Não foram os bancários que pararam, foi o sindicato que fechou os prédios. O tipo de mobilização que eles fazem é o que nós chamamos de protesto tipo “kinder ovo”: sem debate prévio, sem organização de dentro para fora, sem conversar com as pessoas no local de trabalho, os bate-paus (piqueteiros contratados, que nem sequer são bancários) do sindicato fecham um local, monta-se um circo na calçada com alguns gatos-pingados, tira-se uma fotografia que dê a impressão de que há centenas de pessoas, e no dia seguinte a Folha Bancária sai dizendo que houve uma “grande mobilização”. O sindicato dos bancários faz parte da CUT, que controla os órgãos de representação das categorias mais organizadas do Brasil. O projeto do governo Lulla é destruir essas categorias. Para que os trabalhadores não reajam, ele precisa fazer de conta que está fazendo o inverso. Assim, Lulla veta a Emenda 3 e a CUT faz mobilizações em defesa do veto. Com essas mobilizações, a CUT tenta fazer de conta que Lulla está “defendendo os trabalhadores”. Mas é só um jogo para enganar os incautos. O sindicato dos bancários tem eleição em 2008 e a atual diretoria precisa fazer de conta que está “na luta”, e para isso armam esse “kinder ovo” gigante com toda a máquina do sindicato. Se Lulla estivesse de fato interessado em defender os trabalhadores, seu governo seria completamente diferente. É preciso aqui distinguir entre o que seria um governo dos trabalhadores e o que são os trabalhadores no governo. Existe uma diferença abissal entre uma coisa e outra, e só quem é completamente cego ou não sabe nada de luta de classes pode não perceber. O Congresso vai derrubar o veto e isso não vai mudar nada, mas Lulla vai poder lavar as mãos e dizer que “tentou”. Todas as reformas neoliberais exigidas pelo capital vão ser passadas assim, a conta-gotas, mudando uma lei aqui, outra ali, rebaixando e retirando direitos dos trabalhadores, sem que ninguém além das vítimas perceba, para que não haja reação em massa e não se organize uma oposição consistente.

Daniel Lopes disse...

Isto é o que eu chamo de "silogismo dialético".

Recomendo a leitura:
Esquerdismo, doença infantil do comunismo

Respeitosamente.

Abraços!

marcelo disse...

Fura greve!