13 julho, 2006

Marcola teme prisão do governo federal


Ouvido pela CPI do Tráfico de Armas no último dia 8 de junho, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, fez um pedido aos deputados no final da inquirição: “Posso fazer uma pergunta?” O deputado Moroni Torgan (PFL-CE), presidente da CPI, aquiesceu: “Pode”. E Marcola: “Pode ser em off, entre nós?” Moroni, de novo, concordou: “Então, eu vou encerrar aqui (...)”.

Essas foram as últimas palavras registradas na gravação feita nas dependências da prisão de Presidente Bernardes, onde o líder do PCC foi ouvido. Moroni mandou desligar o gravador. E Marcola, que passara quatro horas e treze minutos respondendo a perguntas, inverteu os papéis: “Como é o regime de segruança da prisão de Catanduvas?”

O prisioneiro parecia pressentir o que o futuro lhe reservava: uma transferência para o primeiro presídio federal de segurança máxima. Foi inaugurado pelo ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) no mês passado. Fica no município paranaense de Catanduvas, a 438 km de Curitiba.

Marcola quis saber se, em Catanduvas, seria submetido a um regime mais draconiano que o de Presidente Bernardes. Os deputados responderam que o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), praticado na prisão paulista, está previsto numa lei (10.792), editada sob Lula em dezembro de 2003. Portanto, as condições carcerárias de Catanduvas, não poderiam exceder os termos da lei.

Livre do gravador, o líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) disse aos deputados, que receia tornar-se um “morto vivo” caso seja levado para Catanduvas. Os temores de Marcola não são infundados. Sua transferência, junto com outros líderes de sua facção criminosa, está sendo acertada entre o governo de São Paulo e o Ministério da Justiça.

3 comentários:

CCCP disse...

Tornar-se um morto-vivo é uma opção que não foi dada às vítimas do PCC: são todas mortas-mortas mesmo...

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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