29 abril, 2007

O ocaso de um rabo

Com o fim da URSS e a queda do muro de Berlim, os partidos comunistas de todo o planeta enfrentaram crises existenciais.

Colocaram em discussão o futuro do socialismo - se é que havia algum futuro para o socialismo.

Trataram de questões organizativas e fizeram a opção pela luta política tradicional, através das eleições, buscando conquistar cargos parlamentares e participar dos diversos governos.

Embora alguns mantivessem o horizonte revolucionário, a grande maioria mudou o nome do partido, o programa político, renegaram o passado. Depois de uma maquiagem social-democrata, tornaram-se partidos da ordem.

No Brasil exageraram. O antigo PCB, liderado por Roberto Freire, virou PPS. Não apenas deixou de ser marxista, como deixou de ser esquerda e foi direto para o colo da direita, sem parada no centro, como é de praxe.

Roberto Freire foi líder do governo Itamar Franco, participando da segunda onda neoliberal, a "moderada". Depois, o PPS se tornou apêndice do PSDB, sustentando durante uma década o governo de FHC. Privatizaram até a mãe.

Quando Lula foi eleito, o PPS foi para a oposição. Afinal de contas, não pega bem participar de governos de esquerda. Mesmo que sejam governos ambíguos.

Ajudaram a tramar o impeachment de Lula, que não deu certo. Ora, se esse pessoal não conseguia preparar um golpe "bem dado" quando estavam na esquerda, seriam capazes de fazê-lo na direita?

Agora, o PPS foi para o fundo do poço de vez.

A dançarina e atriz pornô Gretchen, a rainha do rebolado, abandonou sua carreira "artística" e filiou-se ao PPS, para se dedicar à política.

Uma precipitação. Quem disse que há incompatibilidade entre sua carreira "artística" e a "política"? Eu diria até que são complementares.

Gretchen, a mais nova "aquisição" do PPS, quer fazer diferença. Pediu ao presidente da sigla, Raul Jungmann, um "professor" de política. Afinal de contas, não quer ser apenas mais um rostinho bonito. No caso, um rabo bonito.

27 abril, 2007

Novo número da revista PROVOCARE

Sociedade, cultura e arte
O PROVOCARE propõe à sociedade, de forma independente, a reflexão de assuntos referentes à própria sociedade, cultura e arte. Dá espaço para cronistas e divulga diversas ações desenvolvidas em Sorocaba e Votorantim nessas áreas.
A edição nº 10 está nas ruas e traz textos de Ataíde Lemos, Carlos Araújo, Edson Cortez, Fábio Correa, João Alvarenga, José Muniz Jr, Luciana Lopez, Maurício Toco, Míriam Cris Carlos, Renata Rocha, Ricardo Castro Pereira, Rodrigo Lopes, Vanessa Vaz e Werinton Kermes.
Pegue o seu exemplar em um destes locais:
Sorocaba: Banca Campolim, Padaria Real Afonso Vergueiro, Sindicato dos Metalúrgicos, Depois Bar e Arte, universidades e espaços culturais. Votorantim: Banca de revistas próxima a Prefeitura, biblioteca e demais espaços culturais.
"O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza, são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida"
"A imaginação é mais importante que o saber "
Albert Einstein

Uma missa diferente

O novo padre da paróquia de uma cidade vizinha a bacaroço estava muito nervoso com o seu primeiro sermão, que quase não conseguiu falar. Para não repetir o vexame ele resolveu se precaver, no domingo seguinte, perguntou ao arcebispo como poderia fazer para relaxar.

O arcebispo sugeriu que da próxima vez, colocasse umas gotas de vodka na água e que depois de uns goles estaria mais tranqüilo. No domingo seguinte aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem, que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava.

Ao regressar à reitoria da Paróquia encontrou uma nota do Arcebispo dizendo-lhe o seguinte:

Prezado Padre,
Seguem algumas observações a respeito do seu último sermão :
. Na próxima vez, coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka; e por favor, não coloque limão e açúcar na borda do cálice;
. O manto da imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo não deve ser usado como guardanapo;
. Existem 10 Mandamentos e não 12, os Apóstolos são 12 e não 10;
. Judas traiu Jesus, não o "sacaneou", além do mais, Jesus foi crucificado, não enforcado; e Tiradentes não tem nada a ver com a história;
. A hóstia não é chicletes, portanto, evite tentar fazer bolas;
. Aquela 'casinha' é o confessionário, não o banheiro;
. Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la;
. A iniciativa de chamar o público para cantar foi louvável, mas fazer trenzinho e correr pela igreja foi demais... Além disso, água benta é para se benzer e não para refrescar a nuca;
. As hóstias devem ser distribuídas para o povo, jamais usadas como aperitivo para acompanhar o vinho;
. Procure usar roupas debaixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor. . .
. Lembre-se que Jesus nasceu em Belém, mas isto não significa que ele seja paraense;
. Quem peca é um pecador e não um filho da puta, além disso, quem peca vai para o inferno, não 'pra puta que o pariu';

Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas e espero que sejam corrigidas já para o próximo domingo.
Sem mais pelo momento,

Atenciosamente,

O Arcebispo

PS.: Já ia esquecendo: uma missa leva em torno de uma hora, e não dois tempos de 45 minutos cada. E aquele sujeito sentado no canto do altar, a quem você se referiu como "travecão de vestido", era eu.

26 abril, 2007

Redução da maioridade penal - posição do Conselho Federal de Psicologia

Envolvimento de adolescentes na criminalidade se resolve aumentando oportunidades e não reduzindo idade penal.
A definição da idade penal demonstra a maneira como a sociedade lida com os adolescentes, sujeitos em desenvolvimento. Nós, psicólogos brasileiros, defendemos a lógica educacional, defendemos a total implantação do Sistema Nacional de Medidas Sócio-educativas(SINASE) e cumprimento do ECA.
O sistema carcerário brasileiro não transformará adolescentes autores de atos infracionais em cidadãos, a exemplo do que acontece com os adultos. Rebaixar a idade penal para que os indivíduos com menos de 18 anos não sejam utilizados pelo crime organizado equivale a jogar no mundo do crime jovens cada vez menores, penalizando um único segmento da população. A experiência precoce na cadeia contribuirá para aumentar ainda mais a criminalidade já que a taxa de reincidência no sistema carcerário é superior à das instituições juvenis. O estabelecimento da idade de 18 anos não é um critério abstrato de uma idade que represente a maioridade penal, nem uma “ficção jurídica” mas o reconhecimentode que adolescentes são seres em
desenvolvimento,carecem de proteção e cuidado.
Os jovens de hoje não podem ser julgados, como propõe o Senador Demóstenes Torres (DEM/GO), dentro da mesma lógica do Código Criminal do Império e Código Penal da República, pois como ele mesmo afirma, os Jovens não são os mesmos. O grave quadro de insegurança que assola o país deve ser enfrentado de maneira concreta, com orçamento público e com políticas públicas de atenção à infância e adolescência em várias áreas. Nós do Conselho Federal de Psicologia e Conselhos Regionais de Psicologia nos posicionamos contra a redução da idade penal, contra o aumento do tempo de internação, contra a avaliação da capacidade de discernimento para a definição da inimputabilidade. Defendemos a imediata implantação do SINASE, instrumento construído com a participação da sociedade brasileira de forma séria e responsável. O adolescente autor de ato infracional deve ser responsabilizado por suas ações de acordo com as condições definidas pelo ECA, mecanismo até o momento não implementado totalmente pelo Estado Brasileiro, pois só desse modo estaremos formando cidadãos capazes de construir uma sociedade mais justa e solidária.

O Professor Aloprado

O blog Bah!Caroço, com exclusividade, apurou que o novo ministro de assuntos aleatórios do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, não queria o impeachment do Presidente, nem considerava Lula o mais corrupto da história.

Mangabeira Unger - secretamente -, integrava o comitê de inteligência do PT. Foi incumbido de infiltrar-se na oposição, agindo como espião e como agente provocador. Mostrou até onde tucanos e demos estavam dispostos a ir.

Nos corredores da inteligência petista, injustamente classificada pelo Presidente como "bando de aloprados", Mangabeira era conhecido pelo codnome "O Professor".

Agora, cumprida sua missão, é chamado ao primeiro escalão do segundo governo Lula, para que possa usufruir o lado bom do poder: o lado de dentro.

E por falar em futebol...



Corinthians 0 x 2 Náutico.

No Pacaembu.

Mais uma eliminação.

Quer mudar de assunto, Fábio?

só pra descontrair um pouco...

Chega de política, vamos falar de futebol e sexo.

25 abril, 2007

O Rei filósofo e os banqueiros da corte poderia ser um outro título para o livro "Os cabeças-de-planilha" de Luis Nassif, Editora Ediouro, que acaba de ser lançado. Conta a história do maior escândalo da politica econômica recente.
Ele desmostra em entrevistas com economistas desde 1994 e em dados empíricos, como os banqueiros de FHC formaram a cabeça-de-ponte para o ataque especulativo à economia brasileira sem perder de vista o interesse pessoal .
André Lara Rezende, segundo Nassif, é a peça fundamental para entender este esquema. Um dos homens fortes de FHC ele teria arquitetado um plano para conduzir o Banco Central e o Ministério da Fazenda de forma a beneficiar um reduzido número de instituições financeiras, posto em prática, ele ficou conhecido como Plano Real.
Funcionava mais ou menos assim, segundo disse o próprio FHC, o Plano possuia um erro que não teria sido previsto - é claro, colocado em andamento ele provocaria uma determinada falta de confiança por parte do mercado financeiro, no entanto, algumas pessoas, todas ligadas ao Banco Central, criaram o seus próprios bancos para surfarem nesta onda e se beneficiarem do controle sobre a economia.
Ao mesmo tempo, Fernando Henrique dizia que estava promovendo "A Nova Renacença", a mídia e os bancos forneceriam as idéias luminosas que guiariam a nação rumo ao século da informação.
O resultado, passados alguns anos, foi uma recessão inclível que levou o país a beira do buraco, desemprego e queda generalizada dos indicadores sociais e o enriquecimento dos banqueiros ligados a ele - através do banco Matrix Lara Rezende foi o pricipal beneficiário
Rezumindo um pouco mais: eles passaram a perna no próprio neoliberalismo.
Quando o meu pai dizia, em 1998, que o Collor não havia feito tanta maracutaia quanto Fernando Henrique Cardoso eu não entendia - coisa de matudo? Agora tenho certeza que ele estava certo.

Leiam a entrevista de Luis Nassif para Paulo Henrque Amorim

24 abril, 2007

Ex-torturador é chefão da máfia do bingo

Nas últimas semanas, o ex-capitão do Exército Ailton Guimarães Jorge voltou a frequentar o noticiário policial, agora como um dos 25 contraventores cuja prisão foi pedida pela Polícia Federal, sob a acusação de explorarem jogos de azar no país, inclusive subornando membros do Executivo, Legislativo e Judiciário.
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro já havia sido condenado em 1993 por envolvimento com o jogo-do-bicho, ao lado de outros 13 banqueiros, pela juíza Denise Frossard. Sabia-se que eles todos eram responsáveis por, pelo menos, 53 mortes.
Pegaram seis anos de prisão cada, a pena máxima por formação de quadrilha. Mas, em dezembro de 1996 estavam todos de volta às ruas, beneficiados por liberdade condicional ou indultos.
Mas, não são só os crimes atuais que fazem do Capitão Guimarães um personagem emblemático do que há de pior neste país. Ele é o mais notório exemplo vivo do banditismo inerente aos órgãos de repressão da ditadura militar.
A outra celebridade capaz de rivalizar com ele nesse quesito já morreu, ao que tudo indica como um arquivo apagado pelos próprios comparsas: o delegado Sérgio Paranhos Fleury, em cujo benefício os militares chegaram até a criar uma lei, com o único objetivo de mantê-lo fora das grades.O Capitão Guimarães atuava na II seção (Inteligência) da PE da Vila Militar, que, como todas as equipes de torturadores da ditadura, auferia ganhos substanciais ao capturar ou matar militantes revolucionários.
Tudo que era apreendido com os resistentes e tivesse algum valor, virava butim a ser rateado entre aqueles rapinantes. Jamais cogitavam, por exemplo, devolver o dinheiro aos bancos que haviam sido expropriados pelos guerrilheiros urbanos. Numerário, veículos, armas e até objetos de uso pessoal iam sempre para a caixinha do bando. De mim, até os óculos roubaram.Havia também as recompensas oferecidas pelos empresários direitistas, bem expressivas. Eles definiram inclusive uma tabela com os órgãos de repressão: dirigente revolucionário preso valia tanto; integrante de grupo de fogo, um pouco menos, e assim por diante.
Ocorre que, em novembro de 1969, morreu como conseqüência das torturas aplicadas por Ailton Guimarães Jorge e seus comparsas o estudante Chael Charles Schreier. O episódio repercutiu pessimamente no mundo inteiro e no próprio Brasil, onde a revista Veja fez uma matéria-de-capa histórica sobre a tortura.
As Forças Armadas decidiram, então, proibir que cada unidade de Inteligência de cada Arma fosse à caça por sua própria conta. Unificaram o combate à luta armada no quartel da PE da rua Barão de Mesquita (Tijuca), que passou a ser a sede do DOI-Codi, integrado por oficiais da II Seção do Exército, do Serviço de Informações da Aeronáutica (Sisa) e do Centro de Informações da Marinha (Cenimar), mais investigadores da polícia civil.A equipe do Ailton Guimarães Jorge, até como punição pela morte do Schreier, foi alijada desse vantajoso esquema. Então, quando cheguei preso lá, em junho de 1970, aqueles rapinantes estavam desesperados com a falta de grana.
Tinham se habituado a um padrão de vida mais elevado e já não conseguiam subsistir apenas com o soldo. Tentavam de todas as maneiras convencer seus superiores de que mereciam ser readmitidos no combate à luta armada, em vão.
Foi por isso que, em 1974, a equipe de torturadores da PE da Vila Militar envolveu-se com contrabandistas, para obter a renda adicional que tanto lhe fazia falta. O Exército acabou descobrindo e instaurando um Inquérito Policial-Militar contra soldados, cabos, sargentos e quatro oficiais, inclusive o tenente Ailton Joaquim (um dos 10 piores torturadores do período, segundo o Tortura Nunca Mais) e o capitão Aílton Guimarães Jorge.
Justiça poética
As investigações foram conduzidas com o método que o Exército invariavelmente utilizava. Então, aqueles notórios torturadores acabaram conhecendo na própria pele a tortura. Houve até caso de assédio sexual à esposa de um dos acusados, por parte dos seus próprios colegas de farda...
Como o Élio Gaspari relata em "A Ditadura Escancarada", o caso acabou, entretanto, em pizza: –
Todos os indiciados disseram em juízo que o coronel do 1PM lhes extorquira as confissões. A maioria deles sustentou que, surrados, assinaram os papéis sem lê-los. Num procedimento inédito, os oficiais do Conselho de Justiça decidiram que o processo tramitaria em segredo. Durante o julgamento a promotoria jogou a toalha, e, em maio de 1979, os 21 acusados foram absolvidos. O caso voltou ao STM, cinco ministros recusaram-se a relatá-lo, e, por unanimidade, confirmou-se a absolvição. A sentença baseou-se num só argumento: ‘Tudo o que se apurou nestes autos, o foi, exclusivamente, através de confissões, declarações e depoimentos extrajudiciais, retratados e desmentidos posteriormente em juízo, sob a alegação de violências e ameaças praticadas durante o IPM”.
Ora, todos os IPMs instaurados contra os resistentes poderiam ser anulados pelos mesmíssimos motivos. Dois pesos, duas medidas.
A carreira militar do Capitão Guimarães, ficou, entretanto, comprometida. Nos quartéis, ele seria sempre visto como ovelha negra e tratado com má vontade. Então, pediu baixa e foi capitanear o jogo-do-bicho, conforme narra o Gaspari:
– Coube ao bicheiro Tio Patinhas consertar a vida de Ailton Guimarães Jorge. (...) O processo do contrabando ainda tramitava (...) quando ele se transferiu formalmente para a contravenção, levando a patente por apelido e diversos colegas como colaboradores. Começou como gerente do banqueiro Guto, sob cujo controle estavam quatro municípios fluminenses. Um dia três visitantes misteriosos tiraram Guto de casa e sumiram com ele. (...) Tio Patinhas passou-lhe a banca. Em três anos o Capitão Guimarães foi de tenente a general, sentando-se no conselho dos sete grandes do bicho, redigindo as atas das reuniões, delimitando as zonas dos pequenos banqueiros. Seu território estendeu-se de Niterói ao Espírito Santo. Seguindo a etiqueta de legitimação social de seus pares, apadrinhou a escola de samba Unidos de Vila Isabel e virou a maior autoridade do Carnaval, presidindo a liga das escolas do Rio de Janeiro. Rico e famoso, adquiriu uma aparência de árvore de Natal pelas cores de suas roupas e pelo ouro de seus cordões. Tornou-se um dos mais conhecidos comandantes da contravenção carioca. Do seu tempo da PE ficou-lhe o guarda-costas, um imenso ex-cabo que, como ele, começara no crime organizado da repressão política.
Esse cabo, Polvarelli, pesava 140 quilos e lutava judô. No final de 1969, ao tentar prender meu companheiro Eremias Delizoicov, que tinha apenas 18 anos, foi por ele atingido com um disparo no braço. Ele e os outros torturadores/meliantes retalharam então o Eremias com 35 tiros, tornando impossível até sua identificação (só souberam quem era pelas digitais).
Depois, em junho de 1970, unicamente por ter sabido que eu era amigo do Eremias desde a infância, ele fez questão de vingar-se em mim pelo final prematuro de sua carreira de judoca: estourou meu tímpano com um fortíssimo tapa de mão aberta. Nunca mais tive audição normal, apesar das três cirurgias por que passei.Eram essas as pessoas de quem a ditadura servia-se para combater os heróis e mártires da resistência.
Celso Lungaretti

minhas notícias de minas...

Olá amigos! Não tenho postado no blog por esses dias mas eu juro que é por um ótimo motivo. Desta vez não estou estudando nem trabalhando, nada disso, desliguei do mundo digital, moderno, pós-moderno e contemporâneo virtual.

Estou em Minas Gerais passeando pelas cidades históricas do sul do estado. Fui para um casamento em Lavras inicialmente e acabei desviando para Caxambú, São João Del Rei e Tiradentes, por pouco não cheguei até Carrancas, cidade que tem cachoeiras belíssimas.

Aqui agente pode perceber muito bem como o Brasil não se resume a São Paulo, do jeito que quer muita gente: o ritmo é bem diferente, o temperamento das pessoas, a falta de pressa, a simplicidade, natureza, pouca monocultura, cidades pequenas e vivas culturalmente, de pouco emprego mas muito trabalho.

Caxambú era um retiro da corte imperial no século XIX, região rica em fontes medicinais, consideradas as melhores do planeta, a água radioativa e sulfurosa é gaseificada naturalmente, no passado encantou o Imperador Dom Pedro II que instalou um parque belíssimo e uma casa de banhos terapêuticos.

Em São João Del Rei a história do Brasil esta presente em casarios em ruelas intermináveis e igrejas riquíssimas, em cada esquina deparo-me com uma perspectiva mais bonita da cidade.

Ao entrar em Tiradentes temos a sensação de que encontramos uma passagem no tempo, nada lembra o presente, se não fossem os turista a nos fazer entender que aquelas ruas, calçamento e casas são realmente do século passado pensaríamos ter feito uma volta no tempo, ou que se trata de uma cidade cenográfica para um filme histórico.

Todos estes locais fazem parte do roteiro turístico Estrada Real, que percorre os caminhos do ouro e diamantes de Minas para o Rio de Janeiro. Um passeio inesquecível e muito barato. Em breve postarei fotos.

Um grande abraço e até breve.

22 abril, 2007

Sugestão de Leitura

O escritor turco Orhan Pamuk ganhou o prêmio nobel de literatura em 2006.

Sugiro a leitura de um de seus mais recentes livros, Neve.

Impressiona como desconhecemos o mundo oriental. Como reduzimos o islamismo a esteriótipos.

É uma história de amor, do poeta Ka que volta à cidade de Kars para reencontrar seu amor, a bela Ipek.

Uma cidade que fica isolada do resto do mundo em razão de uma nevasca. Onde ocorre um golpe de estado através de uma peça de teatro. Um ator decadente que se torna estadista.

Onde o Estado, em defesa de sua secularidade, obriga jovens mulçumanas a retirar seus mantos, descobrindo seus cabelos. Mantos que elas seriam obrigadas a usar em razão do obscurantismo do fundamentalismo islâmico.

E tais jovens, ao invés de agradecerem por sua "libertação", cometem suícidio.

É também a história de um terrorista sedutor, incapaz de matar.

Enfim, um grande livro. Vale a pena.

O jogador

A polícia federal realizou, em todo o país, operações de grande envergadura, que resultaram na prisão de bicheiros, policiais, delegados, advogados, juízes, desembargadores, entre outros. Todos ligados, direta ou indiretamente, ao negócio do jogo ilegal. Bingos e máquinas caça-níquel.

Correndo atrás das ações da Polícia Federal, a Polícia Civil de São Paulo, apreendeu 10.000 máquinas. Segundo anunciou o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do DECAP, há aproximadamente 300.000 máquinas caça-níqueis espalhadas por bares, padarias, casas lotérias e estabelecimentos afins, que movimentariam aproximadamente 300 milhões de reais por mês em São Paulo/SP.

A conta deve estar errada, pois, ao que consta, cada máquina caça-níquel fatura bem mais do que mil reais/mês. Portanto, é um negócio que movimenta mais de um bilhão de reais.

Um bilhão de reais que vai parar em algum lugar.

As 10.000 máquinas apreendidas correspondem a cerca de 3% do total de máquinas que o próprio diretor do DECAP reconhece existir. Onde está o resto? Houve algum vazamento de informação antes das apreensões? Tal possibilidade deve ser investigada seriamente.

A Polícia Federal tem mencionado que se trata do maior esquema de corrupção do país. Envolve desde policiais de bairro, delegados, juízes, desembargadores e, acredita-se, em breve teremos notícias do envolvimento de políticos.

O lado bom da história é que a Polícia Federal combate a corrupção de forma dura e contundente. Em especial, depois do início do governo Lula.

O dark side da história é o envolvimento profundo, capilar - da polícia e do judiciário com o crime organizado.

Voltarei ao assunto.

20 abril, 2007

Em comemoração ontem, pelo dia da independência da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu o juramento de 16.787 novos militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) - a legenda roja-rojita (vermelha-vermelhinha) que reunirá todas as vertentes do chavismo.

Foi lançado como simbolo do partido a estrela vermelha: "Que viva a estrela vermelha do socialismo bolivariano! Contra ela se destroçarão os contra-revolucionários, os imperialistas, as conspirações", disse Chaves.
Paulo Teixeira, deputado federal apoiado por este blog, foi citado como um dos três deputados federais mais influentes na defesa do meio ambiente. Seu nome aparece ao lado dos nomes de Fernando Gabeira (PV-RJ) e Sarney Filho (PV-MA). O levantamento foi divulgado pelo jornal "O Globo" e baseou-se em uma pesquisa feita pela Arko Advice Consultoria sobre as 11 principais bancadas setoriais no Congresso.
Tá divulgado, Renan!!! Abração!!!
A segunda maior força do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba oficializará a sua filiação à corrente Articulação de Esquerda (AE) com um debate sobre a tese “A esperança é vermelha – 2007 e os próximos anos: abrir uma nova época na história do Brasil”, no dia 11 de maio, às 19h, na sede do PT local.
Entre as lideranças que se filiarão à Articulação de Esquerda (AE) estão o vereador e líder da bancada petista Arnô Pereira, o ex-vereador e candidato a prefeito Gabriel Bitencourt, a vice-presidente do PT Maristela Monteiro Pereira, a ex-presidente do PT Márcia Azzini Gomes, Sheila Valentim Lopes, da coordenação da macroregião de Sorocaba, José Roberto Perusse, membro do Conselho Fiscal, Nilson Moises, titular do diretório, as lideranças de movimentos sociais Márcio Brown e Renan dos Santos, além de vários filiados ao Partido dos Trabalhadores.
A filiação à AE é considerada como amadurecimento das reflexões e do posicionamento político destes petistas, que desde o último PED (processo de escolha direta das direções do PT), que ocorreu em 2005, trabalhou as candidaturas desta corrente.
O Coletivo da AE de Sorocaba está se preparando para o 3º Congresso do PT em agosto, oportunidade que o grupo acredita como fundamental para o fortalecimento do PT, por promover um amplo debate político, movimentar e reorganizar as forças internas, apontar os rumos políticos do partido e também sinalizar mudanças na composição das direções e comandos partidários.
Entre as lideranças da corrente Articulação de Esquerda (AE) que participarão do debate em Sorocaba estão o secretário de relações internacionais do PT nacional e ex-candidato a presidente do Partido, Valter Pomar e a secretária de formação do PT-SP e ex-candidata a presidente do PT estadual, Angélica Fernandes.

O preço dos intelectuais

Roberto Mangabeira Unger é um daqueles intelectuais respeitadíssimos por uma certa inteligentsia classe média, que se julga ultra-esquerdista, odeia Lula e o PT, e passa os dias conspirando por uma revolução sem trabalhadores, gestada através de mensagens no Orkut.

Formou-se em direito no Rio de Janeiro, prosseguiu os estudos em Harvard e escreve para a Folha de São Paulo.

Já foi ligado ao PDT, depois ao PPS, onde escreveu o programa de governo de Ciro Gomes à Presidência. "Desencantou-se" com Ciro e, recentemente, participou da fundação do PRB - Partido Republicano Brasileiro - que tinha a pretensão e reunir toda a bancada evangélica numa única sigla. Manobra que não funcionou, pois o novo partido era por demais ligado à Igreja Universal, o que afastou outras denominações.

No auge da chamada "crise do mensalão", Mangabeira Unger tinha acessos diários de ética. Fazia discursos e escrevia artigos que arrepiavam comprometedoramente a pequena-burguesia nacional e, em particular, alguns quadros da pequena-burguesia bacaroça.

Defendia o impeachment de Lula e, num artigo publicado na Folha, afirmou "o governo Lula é o mais corrupto de nossa história."

Agora, como representante do PRB, assumirá a nova "Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo", do governo federal.

Mangabeira: vem pro colinho do Lula, vem.

19 abril, 2007

Serra, o Bondoso

O governador louco-para-ser-presidente José Serra, perdoou 90% das multas de ICMS de empresas que sejam "prestadoras de serviço de comunicação".

O que é "prestador de serviço de comunicação"?

Nosso blog não deve ICMS, mas também poderia levar algum por camaradagem.

Ou não é isso que a "grande mídia" faz?

Quando o Lula destina uma pequena ajuda para milhões de miseráveis, é demagogo, populista.

Quando o Serra corta programas sociais, como o "Escola da Família", para anistar meios de comunicação, é um estadista.