28 outubro, 2006

Laranja podre

Em Minas Gerais descobriu-se que foi uma dirigente do PSDB mineiro quem apresentou à Polícia Federal o padeiro Aguinaldo Lima, que disse à PF ao dizer ter entregue R$ 250 mil para a compra do dossiê antitucano a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo. Segundo assessores da PF em Cuiabá, Lima forjou o depoimento aos policiais federais.

A PF investiga se o PSDB está envolvido no falso depoimento de Aguinaldo. Segundo assessores da polícia, Rosely Souza Pantaleão - que é secretária-executiva do PSDB no interior de Minas Gerais - teria intermediado o contato de Aguinaldo com jornalistas em Minas, quando ele se apresentou como testemunha do caso dossiê.

A polícia descobriu a ''farsa'' ao constatar que os saques apresentados por Aguinaldo não foram efetivados no banco. A PF deve indiciar o padeiro por falso testemunho.

A mídia gorda no primeiro turno repercutiu de todas as formas o famigerado "escândalo do dossiê". Agora, uma dirigente do PSDB é surpreendida levando uma pessoa para prestar falso testemunho, com o objetivo de prejudicar o PT. Uma ação criminosa. Mas dessa vez não parece ter despertado a indignação dos baluartes da ética nacional. Será que a ética da Globo, da Veja, da Folha e do Estadão só funciona de um lado?

Um comentário:

octávio disse...

E depois tem gente que vem cobrar imparcialidade aqui no blog.