12 maio, 2007
O preço da vida
A aposentada Maria Luiza Bezerrade, de 53 anos, que sobrevivia graças a um aparelho elétrico, morreu por insuficiência respiratória, na periferia de Fortaleza, após a Companhia Energética do Ceará (Coelce) desligar a luz de sua casa.
Cerca de nove horas antes de sua morte, funcionários que prestam serviço para a Coelce fizeram um corte por causa de uma dívida de R$ 204.
A própria Coelce - empresa privada que pertence ao grupo espanhol Endesa -, por meio de sua gerência de comunicação, admitiu que Maria Luiza constava de um cadastro de 150 pessoas no Estado que dependem da energia para viver e que, mesmo em caso de inadimplência, não poderiam sofrer um desligamento.
A aposentada havia sofrido, há nove meses, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, precisava de um respirador, um aparelho de inalação e uma sonda para manter-se viva.
Os parentes da aposentada contaram que, um dia antes da morte da aposentada, funcionários da Coelce apareceram na casa para fazer o desligamento, mas foram convencidos a recuar, depois de a filha apresentar um atestado médico que comprovava a necessidade dos equipamentos.
No dia seguinte, porém, novos funcionários apareceram. O desligamento ocorreu às 11h30. Durante todo o dia, uma das filhas de Maria Luiza, Ana Cristina da Silva, tentou, por telefone, pedir que a energia fosse religada. Segundo ela, os funcionários da companhia elétrica alegavam que não havia documentos que comprovassem a situação de saúde de sua mãe.
A aposentada sobreviveu até as 20h. No mesmo dia, às 23h, a luz foi restabelecida. Era aniversário de Maria Luiza.
fonte: JB Online
Cerca de nove horas antes de sua morte, funcionários que prestam serviço para a Coelce fizeram um corte por causa de uma dívida de R$ 204.
A própria Coelce - empresa privada que pertence ao grupo espanhol Endesa -, por meio de sua gerência de comunicação, admitiu que Maria Luiza constava de um cadastro de 150 pessoas no Estado que dependem da energia para viver e que, mesmo em caso de inadimplência, não poderiam sofrer um desligamento.
A aposentada havia sofrido, há nove meses, um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, precisava de um respirador, um aparelho de inalação e uma sonda para manter-se viva.
Os parentes da aposentada contaram que, um dia antes da morte da aposentada, funcionários da Coelce apareceram na casa para fazer o desligamento, mas foram convencidos a recuar, depois de a filha apresentar um atestado médico que comprovava a necessidade dos equipamentos.
No dia seguinte, porém, novos funcionários apareceram. O desligamento ocorreu às 11h30. Durante todo o dia, uma das filhas de Maria Luiza, Ana Cristina da Silva, tentou, por telefone, pedir que a energia fosse religada. Segundo ela, os funcionários da companhia elétrica alegavam que não havia documentos que comprovassem a situação de saúde de sua mãe.
A aposentada sobreviveu até as 20h. No mesmo dia, às 23h, a luz foi restabelecida. Era aniversário de Maria Luiza.
fonte: JB Online
11 maio, 2007
Frase da semana
Se os homens ficassem grávidos, essa questão [o aborto] já estaria resolvida há muito tempo.
Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao comentar a postura anti-aborto do vaticano.
Cuidado, comeu tem que casar!
Em 2006, o sudanês Charles Tombe foi obrigado a se "casar" com uma cabra, depois de ser flagrado transando com o animal.
No Sudão, onde a lei islâmica é aplicada, os crimes são julgados por um "conselho de anaciãos". Para dar exemplo aos sudaneses e fazer com que Tombe fosse humilhado publicamente, o conselho tomou uma decisão inusitada, ordenou que o zoofilista se casasse com o animal.
"Rose", como era chamada, tornou-se a cabra mais conhecida do país e morreu esta semana depois de engolir um pequeno saco plástico (espero que não seja camisinha).
Fonte: Terra
09 maio, 2007
No túnel do tempo...

Esta foto é da Semana Jurídica de minha primeira gestão a frente do Centro Acadêmico Rubino de Oliveira, eterna paixão!
De vestido, a Dra. Luciana Kaplan, juíza de Direito. Silvia Araujo está de blusa branca, minha vice-presidente, e diga-se de passagem, a mais bonita da história do C.A..
Dr. Cardoso, fundador da Fadi, já falecido, prestigiou desde o primeiro momento o evento. Deixou saudades!!!
Destaque para o rapaz de vermelho, é Eliton, colaborador deste blog, aqui, ocupando a função de Papagaio de Pirata. Reparem como ele era magro!!!
"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando... Fazendo que planejando... Vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." (Luiz Fernando Veríssimo)
08 maio, 2007
Não fale mal do "seu" Frias, o democrático
A redação do jornal Meio & Mensagem decidiu fazer greve em protesto contra a demissão do editor adjunto Costábile Nicoletta.
Ele publicou na edição de ontem, 7 de maio, o obituário de Octavio Frias Filho, escrito por Edgar Olímpio de Souza. Num box intitulado "Nem tão liberal assim", recapitula críticas de Mino Carta à posição pró-golpe de 1964 da Folha de S. Paulo.
"O liberal Frias teve, de fato, uma história controversa em suas posições políticas. Logo ao comprar a Folha, teria feito do jornal um instrumeento a serviço da conspiração golpista. Estampava manchetes sensacionalistas contra o ´perigo comunista´ e assinava editoriais contra ´a corrupção e a subversão´. Na fase mais aguda da ditadura militar, por exemplo, a Folha da Tarde, também do grupo, divulgava a ´morte de terroristas em emboscadas policiais´quando estes ainda estavam na prisão".
fonte: Observatório da Imprensa
Ele publicou na edição de ontem, 7 de maio, o obituário de Octavio Frias Filho, escrito por Edgar Olímpio de Souza. Num box intitulado "Nem tão liberal assim", recapitula críticas de Mino Carta à posição pró-golpe de 1964 da Folha de S. Paulo.
"O liberal Frias teve, de fato, uma história controversa em suas posições políticas. Logo ao comprar a Folha, teria feito do jornal um instrumeento a serviço da conspiração golpista. Estampava manchetes sensacionalistas contra o ´perigo comunista´ e assinava editoriais contra ´a corrupção e a subversão´. Na fase mais aguda da ditadura militar, por exemplo, a Folha da Tarde, também do grupo, divulgava a ´morte de terroristas em emboscadas policiais´quando estes ainda estavam na prisão".
fonte: Observatório da Imprensa
Ainda bem que não temos vulcões no Brasil.
Se tivesse correriamos o risco de contrair Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, uma doença gravíssima causada pela inalação de cinzas vulcânicas e responsável pela maior palavra da língua portuguesa, segundo o dicionario Houaiss.
Ufa, seria um caos gramatical e hospitalar!
07 maio, 2007
Sarkozy
Muita gente adora reverenciar a vasta inteligência francesa e alto nível dos cidadãos na terra da fraternidade, igualdade e da liberdade em oposição ao brasileiro - “Homer Simpson”, na visão da mídia.
Reverenciam os franceses e abominam o povo brasileiro, ignorante e comprável, verdadeiros grotões que elegeram um bárbaro presidente da República.
No entanto o bárbaro brasileiro anda dando aulas de civilidade e democracia aos citoyens da mídia. Na passárgada francesa, um conservador foi eleito presidente ontem, prometendo uma política anti-imigrante, antitrabalhista e belicista, aos moldes de Bush.
Reverenciam os franceses e abominam o povo brasileiro, ignorante e comprável, verdadeiros grotões que elegeram um bárbaro presidente da República.
No entanto o bárbaro brasileiro anda dando aulas de civilidade e democracia aos citoyens da mídia. Na passárgada francesa, um conservador foi eleito presidente ontem, prometendo uma política anti-imigrante, antitrabalhista e belicista, aos moldes de Bush.
06 maio, 2007
O PAC e o amadurecimento da democracia no Brasil
Os debates que vêm sendo acumulados desde o lançamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado pelo Governo Lula, pelos mais diversos segmentos da sociedade, têm a nos confirmar que a democracia brasileira definitivamente avançou.
A bem da verdade, esse é um processo que vem amadurecendo ao longo da última década e que se aprofundou com a eleição do primeiro presidente operário da história do Brasil, tornando-se mais evidente a partir das eleições do ano passado, sobretudo em seu segundo turno, quando as discussões em torno de privatizações convidaram o eleitor a comparar os dois principais modelos oferecidos ao país por dois dos maiores partidos representados no Congresso, PT e PSDB.
O modelo defendido pelo PT e discutido com todo um bloco que hoje se materializa na chamada base de sustentação do governo Lula, é um modelo que defende a intervenção do estado na economia de forma muito mais ativa, incisiva. Daí surge o PAC.
Já o modelo defendido pelo PSDB e seus aliados, pretende um estado aos moldes das grandes empresas, onde o mercado constantemente observa os sucessos e insucessos uns dos outros, para então procurar os menores riscos e definir uma estratégia a seguir.
Assim, por exemplo, aprenderam a privatizar, a congelar a contratação de servidores para o serviço público, a cortar gastos com programas sociais, etc.
Esse modelo vem sendo implementado em Sorocaba há dez anos e do ponto de vista “empresarial” tem sido bem sucedido. Do ponto de vista social, já temos uma geração de adolescentes que não conhece uma cidade que invista em políticas de inclusão e justiça social. O que será dessa geração daqui a cinco ou seis anos sem que haja um forte revés nessa tendência, só Deus sabe.
Pois bem, o PAC reacende esse debate, interessantíssimo, aliás, ao país.
Há os que dizem torcer a favor, mas entendem que o esforço será em vão, pois crêem que se trata apenas de um “factóide” criado pelo governo, que o Brasil deveria se espelhar em experiências outras, em detrimento de nossas próprias particularidades, para estabelecer um novo modelo de crescimento, que é impossível avançar com as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central, que a classe média vem empobrecendo, etc.
Pois entendo perfeitamente esse posicionamento dos quadros tucanos. Eles de fato não concebem a idéia de o estado intervir na economia e utilizar seus instrumentos como BNDES e CEF para fomentar investimentos em infra-estrutura. Para eles isso é papel da iniciativa privada, o que considero um imenso equívoco e um grande prato para um bom debate.
O PAC determina o fim do período neoliberal iniciado pelo governo Collor e aprofundado por FHC e que o governo Lula tratou de paulatinamente cuidar de seu encerramento, fazendo de seus primeiros quatro anos um período de transição, que agora se encerra dando início a um novo modelo de desenvolvimento com prioridade para a distribuição de renda e combate aos efeitos da miséria.
Fruto dessa herança, o Brasil ainda possui uma taxa de juros altíssima, hoje em 12,5% a.a., mas não se pode esquecer que Lula assumiu o país com taxas de 25% e que em tempos mais sombrios do governo FHC passou dos 40%.
O Programa de Aceleração do Crescimento é tão importante quanto necessário, pois o governo Lula tem conseguido garantir o que nenhum outro vinha conseguindo, o crescimento com distribuição de renda.
É bem verdade que crescimento do PIB brasileiro em 2006 foi abaixo da média do continente, apenas 3,7%, mas trouxe consigo algo de diferente, crescer distribuindo. O estado como indutor dessa distribuição e enfrentando a pobreza e a miséria, aliás, só quem não as conhece critica o Bolsa-Família. E essa situação deve melhorar, já que a previsão de crescimento para 2007 gira em torno de 4,4%.
O salário mínimo hoje tem uma política de recuperação e já alcança uma importante marca histórica, em 2002 era de R$ 200,00, hoje está em R$ 380,00, pouco para o queremos, mas bastante pelas condições do país.
O PAC prevê investimentos em infra-estrutura da ordem de R$ 503,9 bi, dos quais R$ 170 bi virão do próprio orçamento da União.
Isso significa preparar o país para um longo e sustentável período de crescimento.
E para aqueles que julgam o programa como um factóide tirado da cartola por marqueteiros, sugiro que analisem os últimos quatro anos, o chamado período de transição. Nesse tempo, o governo Lula instituiu marcos regulatórios para as áreas de habitação e saneamento, implementou uma política de comércio exterior altiva e ousada com excelentes resultados, estabeleceu um novo papel para os Bancos Públicos que passaram a financiar projetos de infra-estrutura, incentivaram a agricultura familiar e políticas de inclusão social.
Somente o BNDES já recebeu mais de 100 projetos oriundos das oportunidades oferecidas pelo PAC à iniciativa privada, pelos quais já estão sendo liberados R$ 25 bi para projetos que envolvem a construção de hidrelétricas, termoelétricas, rodovias e investimentos em moradia e saneamento, portanto, o PAC já é uma realidade, não se encontra mais no papel.
O PT oferece ao país um novo modelo de desenvolvimento que se aprofunda com o PAC, modelo esse que, diga-se de passagem, já tem transformado o Brasil num lugar mais justo, com importantes diminuições nos índices de pobreza e que finalmente dá a seus jovens oportunidades e perspectivas de um futuro melhor, como o faz através do PROUNI.
Por fim, reafirmo o que disse no início, o simples lançamento do PAC proporcionou a abertura de um debate tão importante ao país, que dá condições de cada vez mais o cidadão perceber as diferenças entre os projetos propostos pelos partidos políticos e isso é um grande serviço prestado à democracia.
Crescimento, com distribuição e justiça social, é o Brasil no rumo certo.
Paulo Henrique Soranz Presidente DM PT Sorocaba
A bem da verdade, esse é um processo que vem amadurecendo ao longo da última década e que se aprofundou com a eleição do primeiro presidente operário da história do Brasil, tornando-se mais evidente a partir das eleições do ano passado, sobretudo em seu segundo turno, quando as discussões em torno de privatizações convidaram o eleitor a comparar os dois principais modelos oferecidos ao país por dois dos maiores partidos representados no Congresso, PT e PSDB.
O modelo defendido pelo PT e discutido com todo um bloco que hoje se materializa na chamada base de sustentação do governo Lula, é um modelo que defende a intervenção do estado na economia de forma muito mais ativa, incisiva. Daí surge o PAC.
Já o modelo defendido pelo PSDB e seus aliados, pretende um estado aos moldes das grandes empresas, onde o mercado constantemente observa os sucessos e insucessos uns dos outros, para então procurar os menores riscos e definir uma estratégia a seguir.
Assim, por exemplo, aprenderam a privatizar, a congelar a contratação de servidores para o serviço público, a cortar gastos com programas sociais, etc.
Esse modelo vem sendo implementado em Sorocaba há dez anos e do ponto de vista “empresarial” tem sido bem sucedido. Do ponto de vista social, já temos uma geração de adolescentes que não conhece uma cidade que invista em políticas de inclusão e justiça social. O que será dessa geração daqui a cinco ou seis anos sem que haja um forte revés nessa tendência, só Deus sabe.
Pois bem, o PAC reacende esse debate, interessantíssimo, aliás, ao país.
Há os que dizem torcer a favor, mas entendem que o esforço será em vão, pois crêem que se trata apenas de um “factóide” criado pelo governo, que o Brasil deveria se espelhar em experiências outras, em detrimento de nossas próprias particularidades, para estabelecer um novo modelo de crescimento, que é impossível avançar com as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central, que a classe média vem empobrecendo, etc.
Pois entendo perfeitamente esse posicionamento dos quadros tucanos. Eles de fato não concebem a idéia de o estado intervir na economia e utilizar seus instrumentos como BNDES e CEF para fomentar investimentos em infra-estrutura. Para eles isso é papel da iniciativa privada, o que considero um imenso equívoco e um grande prato para um bom debate.
O PAC determina o fim do período neoliberal iniciado pelo governo Collor e aprofundado por FHC e que o governo Lula tratou de paulatinamente cuidar de seu encerramento, fazendo de seus primeiros quatro anos um período de transição, que agora se encerra dando início a um novo modelo de desenvolvimento com prioridade para a distribuição de renda e combate aos efeitos da miséria.
Fruto dessa herança, o Brasil ainda possui uma taxa de juros altíssima, hoje em 12,5% a.a., mas não se pode esquecer que Lula assumiu o país com taxas de 25% e que em tempos mais sombrios do governo FHC passou dos 40%.
O Programa de Aceleração do Crescimento é tão importante quanto necessário, pois o governo Lula tem conseguido garantir o que nenhum outro vinha conseguindo, o crescimento com distribuição de renda.
É bem verdade que crescimento do PIB brasileiro em 2006 foi abaixo da média do continente, apenas 3,7%, mas trouxe consigo algo de diferente, crescer distribuindo. O estado como indutor dessa distribuição e enfrentando a pobreza e a miséria, aliás, só quem não as conhece critica o Bolsa-Família. E essa situação deve melhorar, já que a previsão de crescimento para 2007 gira em torno de 4,4%.
O salário mínimo hoje tem uma política de recuperação e já alcança uma importante marca histórica, em 2002 era de R$ 200,00, hoje está em R$ 380,00, pouco para o queremos, mas bastante pelas condições do país.
O PAC prevê investimentos em infra-estrutura da ordem de R$ 503,9 bi, dos quais R$ 170 bi virão do próprio orçamento da União.
Isso significa preparar o país para um longo e sustentável período de crescimento.
E para aqueles que julgam o programa como um factóide tirado da cartola por marqueteiros, sugiro que analisem os últimos quatro anos, o chamado período de transição. Nesse tempo, o governo Lula instituiu marcos regulatórios para as áreas de habitação e saneamento, implementou uma política de comércio exterior altiva e ousada com excelentes resultados, estabeleceu um novo papel para os Bancos Públicos que passaram a financiar projetos de infra-estrutura, incentivaram a agricultura familiar e políticas de inclusão social.
Somente o BNDES já recebeu mais de 100 projetos oriundos das oportunidades oferecidas pelo PAC à iniciativa privada, pelos quais já estão sendo liberados R$ 25 bi para projetos que envolvem a construção de hidrelétricas, termoelétricas, rodovias e investimentos em moradia e saneamento, portanto, o PAC já é uma realidade, não se encontra mais no papel.
O PT oferece ao país um novo modelo de desenvolvimento que se aprofunda com o PAC, modelo esse que, diga-se de passagem, já tem transformado o Brasil num lugar mais justo, com importantes diminuições nos índices de pobreza e que finalmente dá a seus jovens oportunidades e perspectivas de um futuro melhor, como o faz através do PROUNI.
Por fim, reafirmo o que disse no início, o simples lançamento do PAC proporcionou a abertura de um debate tão importante ao país, que dá condições de cada vez mais o cidadão perceber as diferenças entre os projetos propostos pelos partidos políticos e isso é um grande serviço prestado à democracia.
Crescimento, com distribuição e justiça social, é o Brasil no rumo certo.
Paulo Henrique Soranz Presidente DM PT Sorocaba
Um certo garoto de aluguel - segunda parte
A revista Veja repercutiu a "ameaça", bem como outros órgãos da grande mídia, afirmando que a liberdade de imprensa estaria em perigo e que se trata de fato "gravíssimo".
Vejamos:
1. O eventual desaparecimento de Diego Mainardi, por razões naturais ou outras, não traria qualquer prejuízo à intelligentsia nacional. Nós também não sentiríamos sua falta.
2. O texto do jornal "Hora do Povo" não faz qualquer ameaça explícita. Faz alusões que apenas de forma muito tortuosa poderiam ser entedidas como ameças sérias.
3. Por outro lado, Heloísa Helena, O ACMzinho e outros ameaçaram "dar uma surra no Presidente da República", de forma bastante clara, mas não houve qualquer indignação. Nenhuma das "liberdades fundamentais" estaria em risco.
4. O atual MR-8 e seu jornal "a Hora do Povo" são uma tênue lembrança do grupo que durante os anos de chumbo enfrentou a ditadura. Trata-se portanto de uma farsa: o confronto entre um pseudo jornalista que acha que quase derrubou o presidente e um pseudo grupo revolucionário que se acha quase revolucionário.
Vejamos:
1. O eventual desaparecimento de Diego Mainardi, por razões naturais ou outras, não traria qualquer prejuízo à intelligentsia nacional. Nós também não sentiríamos sua falta.
2. O texto do jornal "Hora do Povo" não faz qualquer ameaça explícita. Faz alusões que apenas de forma muito tortuosa poderiam ser entedidas como ameças sérias.
3. Por outro lado, Heloísa Helena, O ACMzinho e outros ameaçaram "dar uma surra no Presidente da República", de forma bastante clara, mas não houve qualquer indignação. Nenhuma das "liberdades fundamentais" estaria em risco.
4. O atual MR-8 e seu jornal "a Hora do Povo" são uma tênue lembrança do grupo que durante os anos de chumbo enfrentou a ditadura. Trata-se portanto de uma farsa: o confronto entre um pseudo jornalista que acha que quase derrubou o presidente e um pseudo grupo revolucionário que se acha quase revolucionário.
Um certo garoto de aluguel - primeira parte
A polêmica dos últimas dias diz respeito sobre uma suposta ameaça que o dublê de jornalista Diego Mainard teria sofrido por parte do jornal "Hora do Povo".
Depois de ser condenado a indenizar o jornalista Franklin Martins, em razão de tê-lo difamado, Diego disse ser o "Bacuri do Petismo".
Em tempo: Eduardo Leite, de codnome Bacuri, herói da resistência armada à ditadura brasileira, foi preso pelo DOPS e seu corpo foi entregue à família com os dois olhos vazados, as duas orelhas decepadas, todos os dentes quebrados ou arrancados, costelas partidas, cortes profundos, hematomas por pancadas e marcas de queimadura por brasas de cigarros em todo o corpo.
O Jornal "Hora do Povo", porta-voz do MR8 - ou do que sobrou dele - publicou o seguinte texto:
" Condenado com seus patrões da “Veja” a pagar 30 mil reais ao ministro Franklin Martins, em processo por calúnia, o garoto de programa Diego Mainardi houve por bem se auto-intitular “o Bacuri do petismo”.
Bacuri foi martirizado por 109 dias seguidos no Deops e perdeu a vida em 1970 por negar-se a revelar aos algozes informações que pudessem prejudicar o andamento da luta revolucionária contra a ditadura. Foi um herói na plena acepção da palavra.
Já o pequeno canalha perdeu apenas algum dinheiro.
Sabemos o que o vil metal significa para certo tipo de pessoas. Ainda assim, ao que tudo indica ele está pedindo para perder algo mais.
Pode ficar tranquilo. Não faltarão almas pias para fazer a sua vontade."
Depois de ser condenado a indenizar o jornalista Franklin Martins, em razão de tê-lo difamado, Diego disse ser o "Bacuri do Petismo".
Em tempo: Eduardo Leite, de codnome Bacuri, herói da resistência armada à ditadura brasileira, foi preso pelo DOPS e seu corpo foi entregue à família com os dois olhos vazados, as duas orelhas decepadas, todos os dentes quebrados ou arrancados, costelas partidas, cortes profundos, hematomas por pancadas e marcas de queimadura por brasas de cigarros em todo o corpo.
O Jornal "Hora do Povo", porta-voz do MR8 - ou do que sobrou dele - publicou o seguinte texto:
" Condenado com seus patrões da “Veja” a pagar 30 mil reais ao ministro Franklin Martins, em processo por calúnia, o garoto de programa Diego Mainardi houve por bem se auto-intitular “o Bacuri do petismo”.
Bacuri foi martirizado por 109 dias seguidos no Deops e perdeu a vida em 1970 por negar-se a revelar aos algozes informações que pudessem prejudicar o andamento da luta revolucionária contra a ditadura. Foi um herói na plena acepção da palavra.
Já o pequeno canalha perdeu apenas algum dinheiro.
Sabemos o que o vil metal significa para certo tipo de pessoas. Ainda assim, ao que tudo indica ele está pedindo para perder algo mais.
Pode ficar tranquilo. Não faltarão almas pias para fazer a sua vontade."
Gabeira não é o mesmo
O deputado Fernando Gabeira participou da resistência armada à ditadura no Brasil. Foi um dos precursores do movimento ambientalista, um político de viés libertário, representante do movimento gay e defensor da legalização da maconha. Eleito deputado federal pelo PV e, depois, pelo PT, era uma das referências da esquerda.
Era.
Tornou-se um dos principais porta-vozes da oposição conservadora contra o governo Lula. Tinha ataques histéricos de integridade, nas diversas CPIs, e, não raro, era visto nos braços de tucanos e demos, esbaldando-se com as derrotas do governo.
Para nosso bem, todo o esforço deu em nada. Lula foi reeleito e a oposição vive uma crise existencial.
Mais recentemente, Gabeira recusou-se a participar da tradicional "marcha da maconha". Segundo divulgado pelo Blog dos blogs, disse que:
- Depois que o governador Sérgio Cabral defendeu a legalização, achei que era melhor eu não ir à marcha este ano. Não é um protesto contra nada. (...) Mas quero, com minha ausência, marcar uma diferença. (...) A legalização pura e simples, sem controle, pode aumentar o nível de violência.
Mudou o mundo ou mudou o Gabeira?
A virada de Gabeira rumo ao pensamento conservador provoca comentários maldosos. Dizem que, dia desses, ele será surpreendido dirigindo-se à deputada Emanuela (PCdoB/RS), uma das musas da Câmara dos Deputados:
- E aí, gostosa?
Era.
Tornou-se um dos principais porta-vozes da oposição conservadora contra o governo Lula. Tinha ataques histéricos de integridade, nas diversas CPIs, e, não raro, era visto nos braços de tucanos e demos, esbaldando-se com as derrotas do governo.
Para nosso bem, todo o esforço deu em nada. Lula foi reeleito e a oposição vive uma crise existencial.
Mais recentemente, Gabeira recusou-se a participar da tradicional "marcha da maconha". Segundo divulgado pelo Blog dos blogs, disse que:
- Depois que o governador Sérgio Cabral defendeu a legalização, achei que era melhor eu não ir à marcha este ano. Não é um protesto contra nada. (...) Mas quero, com minha ausência, marcar uma diferença. (...) A legalização pura e simples, sem controle, pode aumentar o nível de violência.
Mudou o mundo ou mudou o Gabeira?
A virada de Gabeira rumo ao pensamento conservador provoca comentários maldosos. Dizem que, dia desses, ele será surpreendido dirigindo-se à deputada Emanuela (PCdoB/RS), uma das musas da Câmara dos Deputados:
- E aí, gostosa?
04 maio, 2007
A pesquisa de Lippi
A grande polêmica envolvendo o prefeito Vítor Lippi, esta semana, diz respeito a uma pesquisa que pretende contratar, para avaliar a cidade e seu governo. A alegação é de que tal pesquisa serviria ao planejamento estratégico do município.
A bancada do PT contestou tal projeto e, de imediato, o secretário de governo, Maurício Biazoto, disse que as críticas da oposição seriam infundadas e que o próprio PT contratou pesquisas semelhates nas cidades onde governa.
É lógico que a realização de pesquisas pode - e muito - auxiliar o governo na definição de prioridades e na formulação de planos de maior fôlego.
Porém, o que chama a atenção no caso atual é número de questões formuladas a respeito da pessoa do prefeito Vítor Lippi - É um bom líder? É competente? - entre outras, demonstrando, claramente, que se trata de uma pesquisa com a finalidade de preparar a campanha de sua reeleição no próximo ano.
É um direito do prefeito fazer pesquisas para saber o que pensam. Mas não com o nosso dinheiro.
Se quer saber o que a população pensa dele, pague. Ou saia as ruas. Tenho certeza que será uma experiência bastante pedagógica para o nosso alcaide.
A bancada do PT contestou tal projeto e, de imediato, o secretário de governo, Maurício Biazoto, disse que as críticas da oposição seriam infundadas e que o próprio PT contratou pesquisas semelhates nas cidades onde governa.
É lógico que a realização de pesquisas pode - e muito - auxiliar o governo na definição de prioridades e na formulação de planos de maior fôlego.
Porém, o que chama a atenção no caso atual é número de questões formuladas a respeito da pessoa do prefeito Vítor Lippi - É um bom líder? É competente? - entre outras, demonstrando, claramente, que se trata de uma pesquisa com a finalidade de preparar a campanha de sua reeleição no próximo ano.
É um direito do prefeito fazer pesquisas para saber o que pensam. Mas não com o nosso dinheiro.
Se quer saber o que a população pensa dele, pague. Ou saia as ruas. Tenho certeza que será uma experiência bastante pedagógica para o nosso alcaide.
02 maio, 2007
Gente fina é outra coisa
A Força Sindical é uma entidade conhecida por seu espírito conciliador. Uma central sindical rosada.
Ainda que a CUT nao seja tao combativa como antes, que a bandeira vermelha tenha se desbotado, ainda assim a Força Sindical e insuperavel em seu peleguismo.
Recentemente, decidiram atuar em outras frentes políticas. Debater a questão ambiental, o problema do aquecimento global, que foi um dos temas do ato realizado no 1º de maio.
Para introduzir o assunto aos trabalhadores, o líder da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), com a delicadeza que lhe é peculiar, disse:
“Coisa de ambiente, vamos falar a verdade, até pouco tempo atrás era coisa de veado. Agora nós queremos fazer com que todos os trabalhadores defendam o meio ambiente”
Caro Paulinho: "coisa de veado" é ser líder da Força Sindical.
Ainda que a CUT nao seja tao combativa como antes, que a bandeira vermelha tenha se desbotado, ainda assim a Força Sindical e insuperavel em seu peleguismo.
Recentemente, decidiram atuar em outras frentes políticas. Debater a questão ambiental, o problema do aquecimento global, que foi um dos temas do ato realizado no 1º de maio.
Para introduzir o assunto aos trabalhadores, o líder da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), com a delicadeza que lhe é peculiar, disse:
“Coisa de ambiente, vamos falar a verdade, até pouco tempo atrás era coisa de veado. Agora nós queremos fazer com que todos os trabalhadores defendam o meio ambiente”
Caro Paulinho: "coisa de veado" é ser líder da Força Sindical.
CPI no governo dos outros é refresco
O presidente tucano da Assembléia Legislativa, Vaz de Lima, faz o que pode para evitar CPIs que atrapalhem o governo Serra.
Depois que a justiça determinou que ele instalasse as CPIs arquivadas, a "criatura" disse que não entendeu a decisão judicial. É para instalar todas as 81 CPIs arquivadas, ou apenas as 11 CPIs requeridas este ano?
Para dirimir a dúvida, apresentou um recurso conhecido como "embargos de declaração". Que também poderia ser conhecido como recurso "ou você não sabe escrever ou eu não sei ler".
A imprensa paulista, tão atenta às "manobras do governo Lula para evitar a CPI do apagão aéreo", não mostra qualquer interesse com as 81 CPIs arquivadas em São Paulo.
Tal condescendência tem explicação. Uma das CPIs pretende investigar a distribuição de recursos publicitários, através da Nossa Caixa, para diversos jornais e rádios, ligados a deputados, para garantir apoio ao governo, na Assembléia Legislativa.
A investigação pode atingir duramente veículos de comunicação que desejam parecer impolutos aos olhos de seus leitores. Não são.
Depois que a justiça determinou que ele instalasse as CPIs arquivadas, a "criatura" disse que não entendeu a decisão judicial. É para instalar todas as 81 CPIs arquivadas, ou apenas as 11 CPIs requeridas este ano?
Para dirimir a dúvida, apresentou um recurso conhecido como "embargos de declaração". Que também poderia ser conhecido como recurso "ou você não sabe escrever ou eu não sei ler".
A imprensa paulista, tão atenta às "manobras do governo Lula para evitar a CPI do apagão aéreo", não mostra qualquer interesse com as 81 CPIs arquivadas em São Paulo.
Tal condescendência tem explicação. Uma das CPIs pretende investigar a distribuição de recursos publicitários, através da Nossa Caixa, para diversos jornais e rádios, ligados a deputados, para garantir apoio ao governo, na Assembléia Legislativa.
A investigação pode atingir duramente veículos de comunicação que desejam parecer impolutos aos olhos de seus leitores. Não são.
Sorocaba é engraçada. Protagoniza acontecimentos folclóricos. Desde prefeito proibindo beijo em público a comedor de cocô, lembram das histórias?
Vira e mexe tem gente subindo em torre, querendo cometer suicídio. Toca a cidade toda ficar sem energia elétrica. E ainda tem uns caras de pau, que param embaixo do "quase-suicida", gritando: -Pula, pula...!
A maior quantidade de zoológico para gordo está em Sorocaba: é spa disso, spa daquilo... e assim vai.
Tem a dengue também, que fez o prefeito decretar estado de alerta.
Aliás, nem o prefeito atual é daqui. Sequer vivia aqui. Chegou de repente, virou Secretário de Saúde e depois Prefeito.
Mas sua maior característica é o provincianismo. No pior sentido. Sorocaba cresceu, mas ainda tem hábitos e mentalidades antiquadas. É a cidade que torce pro jacaré! É terra de cornetas! De Nelson Rubens e Leão Lobo! O sucesso dos outros é combatido ferrenhamente. E instintivamente. Os insucessos são personificados. Há crucificação!
E se acham que estou mentindo, façam o teste. Ou melhor, basta ler a coluna social da Jak Catena.
Imposturas parlamentares
O nível de nossos parlamentares é mesmo de dar medo.
Em 2006 Clodovil, antes mesmo de ser eleito pelo PTC, colocou lenha na fogueira do debate sobre ética parlamentar ao afirmar que não entendia nada de política e que aceitaria propina sem peso na consciência.
Um ano antes, Heloisa Helena (Psol) e Artur Virgílio (PSDB) subiram na tribuna do Senado e ameaçaram dar uma surra no presidente Lula.
Um ano antes, Heloisa Helena (Psol) e Artur Virgílio (PSDB) subiram na tribuna do Senado e ameaçaram dar uma surra no presidente Lula.
No mesmo ano a deputada Angela Guadagnin (PT) praticou a "dança da absolvição" para comemorar o resultado do julgamento de seu colegas na CPI.
Mas o pior é que estas “parlamentarices” medonhas não são endêmicas do Congresso, nossas Câmaras Municipais, por vezes proporcionam sessões de riso ou de choro, dependendo do sarcasmo de quem assiste.
Em Sorocaba, no início do ano, o vereador França (PT) levantava denúncias de abuso de poder e interferências no legislativo pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB) quando a vereadora Neuza Maldonado (PDT), da bancada evangélica, saiu em defesa do prefeito alegando que “todo poder é investido por Deus”.
No mês passado o vereador de São Paulo Agnaldo Timóteo (PR) se envolveu em uma horrível discussão sobre sexo no plenário da Câmara ao criticar a proposta da ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), de combater o turismo sexual.
Para Timóteo, o visitante que vem ao País em busca de sexo não pode ser considerado criminoso – vê se pode!?. Durante o debate com a uma vereadora petista, que rebateu as declarações afirmando que "uma menina de 16 anos é adolescente e não mulher", Timóteo chegou a perguntar quando ela teve sua primeira relação sexual.
Coluna social
01 maio, 2007
O operário em construção
(...)
Sentindo que a violencia
Nao dobraria o operario
Um dia tentou o patrao
Dobra-lo de modo contrario
De sorte que o foi levando
Ao alto da construcao
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a regiao
E apontando-a ao operario
Fez-lhe esta declaracao:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfacao
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ves
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer nao.
Disse e fitou o operario
Que olhava e refletia
Mas o que via o operario
O patrao nunca veria
O operario via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrao
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mao.
E o operario disse: Nao!
- Loucura! - gritou o patrao
Nao ves o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operario
Nao podes dar-me o que é memu.
Vinicius de Moraes
Sentindo que a violencia
Nao dobraria o operario
Um dia tentou o patrao
Dobra-lo de modo contrario
De sorte que o foi levando
Ao alto da construcao
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a regiao
E apontando-a ao operario
Fez-lhe esta declaracao:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfacao
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ves
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer nao.
Disse e fitou o operario
Que olhava e refletia
Mas o que via o operario
O patrao nunca veria
O operario via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrao
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mao.
E o operario disse: Nao!
- Loucura! - gritou o patrao
Nao ves o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operario
Nao podes dar-me o que é memu.
Vinicius de Moraes
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