21 outubro, 2007

A besta


Eu acho que o presidente Bush é a besta do apocalipse.

Eleito com o apoio maciço de fundamentalistas cristãos, conseguiu transformar a democracia americana num estado policial, onde as pessoas podem ser presas, sem processo ou julgamento, acusadas de colaboração com o terrorismo. Um lugar onde todas as comunicações (telefone, internet, conversas em lugares públicos ou privados), podem ser monitoradas pelo governo, sem autorização judicial.

Atacou o Afeganistão, que, até hoje, enfrenta a guerra entre os combatentes do Talibã e as forças do governo local, apoiadas pela OTAN.

Atacou o Iraque, onde enfrenta o pior vexame estratégico desde a guerra do Vietnã. Os militares americanos reconhecem que já perderam a guerra, mas não sabem como sair, sem deixar para trás uma guerra civil que colocaria em risco o abastecimento mundial de petróleo.

Na semana passada, Bush ameaçou o Irã com a "terceira guerra mundial", fazendo, na verdade, um ameaça velada à China e à Russia. Não pensem que se trata de um blefe. O louco é capaz de tudo.

Em mais um capítulo da desastrada política externa de Bush, permitiu que os Curdos, no norte do Iraque, organizassem uma resistência que presta assistência ao Curdos na Turquia. Assistência que inclui armas, dinheiro e campos de treinamento para o PKK.

Diante de ataques do PKK realizados há poucos dias, os dirigentes da Turquia preparam-se para atacar o Iraque. A o governo Sírio declarou que apoiaria o ataque Turco. A situação na região, que é bastante complexa, pode evoluir para uma guerra envolvendo vários países locais e potencias ocidentais.

Enquanto isso, o mundo aguarda o fim do mandato de Bush, torcendo para que ele não destrua a humanidade antes.

"Uma bosta..."

Da entrevista do jornalista Paulo Henrique Amorim à revista Caros Amigos:

"Nós temos um jornalismo diário, desculpem, de bosta. Não dá pra ler, não sabem escrever. É de chorar. A televisão idem."

17 outubro, 2007

O fenômeno!

Bate-bola entre Lula e Thabo Mbeki, presidente da África do Sul, hoje na abertura da reunião do grupo Ibas (Índia, Brasil e África do Sul):

“[A África do sul] resolveu contratar um técnico com experiência em ganhar títulos mundiais, que é o Parreira” (Lula)

“Se perdermos, botaremos a culpa no técnico” ( Mbeki)

"Se for na final com o Brasil, perder é normal" (Lula)

15 outubro, 2007

O PT-Sorocaba e as pesquisas

Em entrevista ao jornal da rádio Cruzeiro do Sul, o deputado estadual Hamilton Pereira defendeu que o PT-Sorocaba faça uma pesquisa de intenção de votos para decidir quem será o candidato a prefeito em 2008.

Essa "alternativa" de escolha já vinha sendo ventilada nos bastidores do PT-Sorocaba há algum tempo.

Quando não há consenso, em princípio, o PT deveria escolher seus candidatos através de prévias internas. É uma das marcas do PT.

Alguns companheiros acreditam que o processo de prévias é desgastante. Em certas situações, é verdade. Mas não em razão das prévias e sim do próprio espírito da disputa interna.

Uma pesquisa, para ter credibilidade, deverá considerar um grande universo de entrevistados. E nesse momento, ou nos próximos meses, considerar uma série de variáveis. Crespo será candidato ou não? O candidato do PSDB será Amary ou Lippi? Gabriel será candidato a prefeito ou a vereador? E o PSTU, fará acordo com o PSOL ou lançará candidato próprio? Todas essas possibilidades devem ser levadas em conta, o que fará com que a pesquisa tenha um custo altíssimo.

Qual será o resultado provável? Os nomes do PT - Hamilton e Iara - muito próximos, dentro da margem de erro. Isso será suficiente para decidir qual o melhor nome?

E mais: como nosso principal objetivo é derrotar o projeto tucano em Sorocaba, substituindo-o por uma alternativa à esquerda, no caso de Gabriel Bitencourt, pelo PCdoB, ou Raul Marcelo, pelo PSol, estarem melhor colocados nas pesquisas, o PT-Sorocaba abdicaria de lançar candidato próprio?

Bacaroço venceu!

O governador José Serra vetou o projeto de lei da deputada Maria Lúcia Amary, que pretendia instituir o ensino religioso nas escolas do estado.

Os argumentos de dona Maria, a louca, não convenceram nem mesmo o governador, que é de seu próprio partido.

Melhor para os estudantes.

* * * * * * *

Eu acredito que o governador José Serra vetou o bisonho projeto depois de ler o bah!caroço! e conhecer nossos argumentos.

É isso aí Serra, continue lendo o blog e seguindo nossos conselhos.

Você está em seu apartamento? Então, caminhe até a janela. Agora pula!

14 outubro, 2007

O mito da criação sob a perspectiva de um pinto

No princípio era a Vagina. E Deus disse:

— Faça-se a penetração.

Mas o pinto não se mexeu. E, cabisbaixo, perguntou:

— Aquilo não tem dente?

E Deus, em sua eterna sabedoria, deu uma mãozinha a ele. E, após trocar cinco dedos de prosa com o Senhor, o pinto levantou-se, triunfante. Mas, como só tem um olho, complicou-se e acabou entrando na porta errada. E o pinto disse:

— Tá tudo escuro aqui!

E Deus replicou:

— Faça-se a luz!

Então o pinto pôde enxergar. E achou ruim.

— Pô, mas isso aqui é uma merda!

E Deus, em sua infinita paciência, falou:

— Não tá gostando, abilolado?
— É muito sujo.
— Ha! Você precisa ver quando eu criar o Congresso brasileiro.
— Além disso, fede, é quente, mal-iluminado...
— Espere só até conhecer o Recife.
— ... e apertado demais.
— Apertado! O que não é a falta de parâmetros. Tente passar o mês com um salário mínimo no futuro Brasil.
— Além do mais, dói pra entrar.
— Que é que você queria? Qual seria a graça caso não houvesse dor pra, depois, se alcançar o prazer? Olha... isso dá até uma bela teologia, hein? Taí, você me deu uma idéia. Vou inspirar um livro nesse sentido. Mas peraí, dói? Onde é que você... Burronaldo! Você tá no lugar errado! Seu jumentildo! Sai já daí!

E Deus sacou o pinto e, como não tivesse onde lavá-lo, separou as águas que estão debaixo do firmamento daquelas que estão por cima. E o pinto pairou sobre a face das águas. E Deus disse:

— Ui! — e se arrepiou todo, pois a água estava gelada.

Em seguida — porque, apesar de não ter subconsciente, é seguidor de Freud —, o Senhor colocou o pinto no lugar psicanaliticamente correto.

E o pinto achou bom:

— Que maravilha! Quanta diferença! Obrigado, Senhor.

E Deus replicou:

— Isso, vai se divertindo. Quero ver daqui a nove meses.

E o pinto continuou:

— Devo admitir que, tirando a cueca samba-canção, essa foi Sua melhor invenção até agora, Pai.

E Deus não disse nada mas, em sua sempiterna bondade, começou a trabalhar num primeiro esboço de doença venérea. E, para reprimir ainda mais a sexualidade humana, imaginou o casamento como forma de punição.

Texto plagiado de Marconi Leal

13 outubro, 2007

"O socialismo é uma religião baseada na heresia milenarista. Muitos escritores já o provaram. O matemático russo Igor Chafarévitch chega a afirmar que o socialismo e a face econômica de todas as heresias..."

Definição de socialismo do Principe Dom Bertrand de Orleans e Bragança (sic) veja mais em seu blog

Meu Deus (Marx), dai conforto a esta alma!

... e ao Espirito Santo também.

11 outubro, 2007

Renan foi enxotado

Há pouco, o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), licenciou-se do cargo de presidente do Senado Federal.

Ex-líder do governo Collor na câmara dos deputados e ex-ministro da justiça de FHC, aproximou-se do governo Lula desde o princípio, conseguindo, assim, eleger-se presidente do Senado.

"Licença" é uma licença poética usada por Renan, já que ninguem acredita, seriamente, que ele possa voltar ao cargo. Tentará, isso sim, de forma desesperada, não ser cassado.

Quem diria que um personagem dessa envergadura, homem de confiança de Collor, FHC e Lula, seria derrubado por uma perereca. Ele deu uma nova acepção do termo "enxotado".

Por isso, jovens políticos, cuidados com as ex-mulheres, ex-namoradas, ex-mães de filhos não declarados.

Assim como Renan, vocês poderão ser enxotados.

10 outubro, 2007

Que fazer?

"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho. De observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles." (Lenin)

09 outubro, 2007

Justiça cagüeta

O ministro do Interior da Itália, Giuliano Amato, quer mandar multas por escrito para a casa de clientes de prostitutas, e impedi-las de circular em ruas próximas a igrejas. (Fonte: Terra.com.br)

O veículos flagrados pegando prostitutas nas ruas italianas seriam multados e, como numa inflação de trânsito, uma cartinha seria enviada ao seu endereço, informando-o(s).

Essa notícia me fez recordar de um amigo bacarocense que foi levar o irmão a conhecer um inferninho, com pouco dinheiro, deixou o mano a vontade para distribuir bebidas a todas as garotas e na hora de pagar a conta (R$ 500,00) tentou passar um cheque. O dono amparado por dois grandes seguranças convenceram-no a colocar endereço e telefone no verso do cheque. Para se certificar de que as informações estavam corretas o proprietário ligou para sua residência para confirmar os dados.

Dei muita risada imaginando como seria tal telefonema: Alô, aqui é da boate tal... fulano e beltrano moram ai? Ah, sim são seus filhos... então, como disse a senhora aqui é da boate tal, eles estão aqui e estão sem dinheiro... Para liberá-los eu preciso confirmar o endereço... É rua...? Fique tranqüila eles vão para casa agora... Estão bem sim, um pouco bêbados...

Revolução e Juventude

Por Lincoln Secco (publicado em La insignia)

O papel atribuído à juventude nos séculos passados foi o de simplesmente substituir os mais velhos. Ou seja, implicitamente, a juventude foi quase sempre negada. Tratava-se de pré-adultos à espera de sua hora e sua vez.

No início da modernidade, os jovens se tornaram uma categoria social. Nem por isso, fizeram-se portadores das novidades. A derrota dos jacobinos, por exemplo, abriu espaço para os jovenzinhos da época do Diretório: ricos e contra-revolucionários.

Foi somente no século XX que a juventude ligou-se a dois atributos essenciais: o consumismo e o sexo. Afinal, esta categoria pode suportar por mais tempo a ambos, desde que as mercadorias sejam compradas com o dinheiro dos mais velhos. Podia-se falar em juventude (de um modo geral), pois nesta fase em que os corpos ainda não se decompõem a olhos vistos, as classes sociais apagam-se momentaneamente.

Ainda assim, os jovens de classe média (pois, apesar de tudo, é um erro não separar a juventude em classes sociais) não se viam como revolucionários em si e por si mesmos. Os jovens do Partido Comunista Alemão e os do Partido Nazista receberam, por certo, o apelo típico dos anos 20 (quando a política radical os descobriu como base mobilizável), mas não pertenciam aos estratos remediados. Ao contrário, eram majoritariamente trabalhadores (ou desempregados) e com escassa instrução escolar.

Os anos 60 descobriram novos jovens. Membros das classes médias com educação superior (em curso), eles passaram a se considerar também uma vanguarda política e cultural. Nunca o tinham sido. Nos partidos comunistas eles pertenciam às sessões juvenis, mas só ascendiam ao comando (salvo exceções) depois dos trinta anos. Gramsci só assumiu um cargo importante no recém criado Partido Comunista da Itália aos 30 anos, pois no PSI não passara de um influente articulista de jornais radicais.

Em 1968, os estudantes descobriram do dia para noite que tinham a possibilidade de parar um país e amedrontar a burguesia combinando protesto político com audácia comportamental. Mas estavam errados. O medo durou enquanto os operários estavam em greve. E a ousadia dos gestos e das vestes foi rapidamente absorvida pelo mercado. O problema é que os parisienses (como já dizia Tocqueville) não sabem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Assim, têm a hora de fazer a Revolução e a de fazer a festa.

Todavia, Maio de 1968 fez outra revolução silenciosa. Talvez ela tenha começado antes com a calça jeans ou o Rock. Ela conquistou hegemonia cultural. E o fez com a promessa de abolir hierarquias e rituais. Assim, jogou os homens e mulheres de todas as idades em meio a um mundo aparentemente sem diferenças (quando tudo o que se queria era o contrário disso).

Os próprios jovens de classe média, ao verem projetadas suas culturas nos meios de comunicação de massas, conquistaram aquilo que Gramsci chamaria de direção intelectual e moral sobre as demais gerações. Hoje, todos devem ser jovens qualquer que seja a idade. Afinal, o que importa é o espírito juvenil (convenientemente associado à indústria da estética corporal). Mas os jovens de 68 envelheceram. E houve a tragédia (talvez uma farsa, para lembrar o velho Marx). Antes eram jovens em revolta contra os adultos. Depois, como num conhecido filme aterrorizante, tornaram-se fantasmas que não percebem que já morreram. Eles partilham com seus filhos a mesma cultura, as mesmas vestes, a mesma música, as mesmas drogas. Agindo assim retiram das novas gerações a possibilidade da autêntica revolta.

Hoje, embora o distanciamento histórico ainda não permita concluir com segurança, pode-se dizer que a juventude "meia oito" conseguiu um feito único: projetou sua hegemonia "geracional" no tempo. E o fez, negando-se a envelhecer. Ao faze-lo, ela cometeu o ato mais egoísta de libertação: liberou-se a si própria ao mesmo tempo em que escravizou para sempre todas as gerações futuras. Doravante, estas não poderão mais romper tabus, pois os velhos jovens de 68 aparentemente já romperam todos.

A juventude atual deveria procurar suas próprias armas. Mas têm uma tarefa inédita. Precisa combater num mundo onde todos se disfarçam de jovens.

(*) Lincoln Secco é professor do Departamento de História da USP.

08 outubro, 2007

Uma deputada de fé

A deputada estadual Maria Lúcia Amary, esposa d'O Coiso, insiste em seu projeto para instituir o ensino de religião nas escolas.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, tentou justificar-se dizendo que nosso estado é laico, não ateu.

Correto. E também não é cristão. Ou budista, islâmico, pagão ou coisa que o valha.

Segundo a deputada, seu projeto não é para instituir aulas de religião, mas "para falar de Deus".

Que Deus, cara pálida? Javeh? Jeová? Alá? Não tem jeito, é preciso escolher uma versão.

E mais. Esclareceu que seu projeto é apenas "autorizativo". Portanto, na verdade, não cria nada, apenas "autoriza".

Espera um pouco, era proibido? Não.

Então, é mais um projeto para fazer chover para cima e enganar incautos.

Che


Há quarenta anos Che Guevara foi assassinado por forças do exército boliviano e da CIA. Tornou-se símbolo da rebeldia, um dos ícones mais divulgados da cultura pop.

Apesar das críticas quanto ao uso de sua imagem, Che representa a indignação em seu estado mais puro. A maioria dos jovens que usam camisetas do Che não conhecem seu pensamento, sua militância socialista, o que ele fez ou por quê lutou. Mas sabem que ele era um rebelde, inconformado com a realidade, que pretendia mudá-la radicalmente.

Na Bolívia, onde o Che foi assassinado, um índio, de esquerda, é eleito presidente da república. Talvez a luta do guerrilheiro heróico tenha gerado frutos.

Viva Che!

O jovem em Sorocaba - sobre a pesquisa Ipeso encomendada por Lippi

O Jornal Bom Dia de ontem, sete de Outubro, trouxe uma matéria sobre o jovem sorocabano e seu envolvimento com a política junto de algumas "conclusões" tiradas por uma pesquisa do Ipeso, encomenda pala prefeitura:

Os dados [Ipeso] revelam que a maioria do jovem sorocabano é tradicionalista. Ele considera importantes os valores passados ou vivenciados pelos pais ou até mesmo pelos avós. Por exemplo: dizem que a religião é muito importante na vida deles e são contra a legalização da maconha e do aborto. Alguns resultados chamam ainda mais a atenção: não vão deixar seus filhos fazerem tatuagem, usar piercing ou brinco antes de completar 18 anos. (Jornal Bom Dia)

Bom, assim como os jovens operários sorocabanos (anarquistas, comunistas e integralistas) do inicio do século XX espelhavam-se culturalmente em seus pais, o jovem sorocabano de hoje pode também considerar importantes os valores de seus antepassados, sem que isso os transforme em reacionários, por isso há que se relativizar o termo tradicionalista.

Não sei de qual juventude a matéria do Bom Dia esta tratando, parece-me impossível falar em jovem como grupo social homogêneo, sua existencia enquanto categoria social é uma novidade do século XX, até então ele era simplesmente um pré adulto.

Sugiro a leitura do artigo Revolução e Juventude do professor Lincoln Secco (História-USP) a respeito do papel da juventude na história.

Não é possível chamar a juventude simplesmente de liberal nem mesmo tradicionalistas, esses matizes se configuram conforme a classe social e o processo histórico em que estão inseridos.

O jovem de classe média ao apoiar a legalização da maconha poderá ser considerado mais liberal que o jovem de periferia contrário? Se é que assim o consideram.

Pois então, não sei se a pesquisa Ipeso separou socialmente o jovem sorocabano, aparentemente não e ela pode trazer diferentes resultados se realizada majoritariamente no Campolim ou na periferia.

Esse é o erro que o movimento estudantil também costuma cometer, o de achar que a juventude é necessariamente portadora do novo, ela trará a novidade desde que ligada a uma classe social em ascensão, como fizeram a juventude 68 e a classe média européia, hoje a classe média é reacionária. E a juventude?

A solução para esse problema pode ter sido sugerida pelo historiador inglês E. Hobsbawm ao escrever sobre a sua juventude na Alemanha da década de 20: a maioria dos lideres políticos eram jovens e o movimento político era essencialmente radical, havia duas possibilidades políticas abertas aos jovens alemães, aderir ao nazismo ou ao comunismo.(citado por Secco em aula)

Assim,

Os anos 60 descobriram novos jovens. Membros das classes médias com educação superior (em curso), eles passaram a se considerar também uma vanguarda política e cultural. Nunca o tinham sido.

Hoje, embora o distanciamento histórico ainda não permita concluir com segurança, pode-se dizer que a juventude "meia oito" conseguiu um feito único: projetou sua hegemonia "geracional" no tempo. E o fez, negando-se a envelhecer. Ao faze-lo, ela cometeu o ato mais egoísta de libertação: liberou-se a si própria ao mesmo tempo em que escravizou para sempre todas as gerações futuras. Doravante, estas não poderão mais romper tabus, pois os velhos jovens de 68 aparentemente já romperam todos.

A juventude atual deveria procurar suas próprias armas. Mas têm uma tarefa inédita. Precisa combater num mundo onde todos se disfarçam de jovens. (Lincon Secco)

Por outro lado, se o jovem não pode mais ser tratado automaticamente como portador do novo, sua energia, suas expectativas para com o futuro, sua insegurança com o presente, o relativo descompromisso com a realidade objetiva e seu fascínio pelo subjetivo o transforma num grupo que não pode ser mais tratado simplesmeste como grupo etário. Isso devido a sua facilidade em radicalizar, no entanto, existe o radical solidário, o do hip-hop, o ambientalista, o "cultural", individualista, o de esquerda e logicamente aquele que espanca uma doméstica porque a confundiu com uma prostituta.

Onde estará o jovem portador do novo hoje?

Gostaria de perguntar isto ao professor Lincoln.

Seria na classe média, na burguesia ou nas periferias?

07 outubro, 2007

Monteiro Lobato agora é o alvo

"A Alikamed (Ali Kamel Editora) convida a todos os humanos direitos para a festa de lançamento da nova edição da importante obra do padre Sales Brasil, A literatura infantil de Monteiro Lobato, ou Comunismo para crianças, que sairá com a mesma capa da edição primeva, de décadas atrás. O livro é um ensaio esclarecedor sobre o poder deletério que têm as estórias de Lobato, e as idéias arcaicas que elas inculcam nas cabeças de nossas crianças. Imbuído de uma coragem hoje bastante rara no Brasil, o autor, através de seu clássico, propôs medidas duras para dar um fim na circulação do ideário lobatiano, medidas que ainda devemos implementar – antes que seja tarde demais!"

Local: Auditório da OAB-SP
Data: 10/10/2007, às 10 horas
Presenças confirmadas: Arthur Virgílio, Reinaldo Azevedo e Hebe Camargo

04 outubro, 2007

Escravidão na Indústria - Sorocaba

"Antonio Francisco, idade estimada de 28 anos, refinador e fundidor; Salvador dos Santos, 25 anos presumíveis, moldador; José de Santa Anna, 12 anos, aprendiz de ferreiro. Os três integram uma relação de 66 escravos, com seus respectivos ofícios, que trabalhavam na Fábrica de Ferro São João de Ipanema, em Sorocaba (SP), no ano de 1821."(Documentos cobrem o período de 1765 a 1895)

Esta listagem integra a farta documentação sobre a Fábrica Ipanema (1765-1895) guardada no Arquivo do Estado de São Paulo (AESP) e que sustenta a pesquisa de doutorado sobre escravidão e indústria do historiador Mário Danieli Neto. A tese, orientada pelo professor José Jobson de Andrade Arruda, foi defendida no Instituto de Economia (IE) da Unicamp.

“O estudo propõe uma reflexão sobre a suposta incompatibilidade do escravo frente ao trabalho na indústria. Parte da historiografia costuma mostrar o escravo como incapaz de se adaptar a atividades que exigiam destreza técnica e conhecimento de máquinas, além de não se habituar ao ritmo de produção industrial”, afirma o autor. (Fonte: Jornal da Unicamp)

Bom, eu vejo nessa pesquisa a possibilidade de desfazer muitos mitos sobre a escravidão.

Mesmo assim, ainda acredito que há sim uma incompatibilidade do trabalho escravo com a indústria capitalista, o que não pode ser considerado preconceito, já que a indústria moderna necessita de grande disciplina sem coerção, além de maior especialização, que é muito mais fácil de ser conseguido com o trabalho livre, independentemente da raça.


Questionei o historiador sorocabano Carlos Cavalhheiro a respeito da incompatibilidade da indústria moderna com o trabalho escravo. Cavalheiro é um sensível pesquisador da historia negra em Sorocaba, habituado com a nossa farta documentação tem a seguinte opinião:

Carlos Cavalheiro: Certamente, porém, mesmo nessa indústria moderna (nas fábricas) a mão-de-obra escrava foi aproveitada. Flávio Versiani trata desse assunto e diz, inclusive, que o escravo só não foi aproveitado nos setores onde ele não trazia experiência anterior (como os têxteis, por exemplo - cuja opção era pela mulheres que traziam certo conhecimento por conta das atividades domésticas). Mas mesmo assim houve alguns casos esparsos. Recolhi uma notícia de um escravo que fora alugado para trabalhar dentro da Fábrica Fonseca (N.S. da Ponte) e que teve o auxílio de seus companheiros (trabalhadores livres) para conseguir o dinheiro necessário à sua alforria. Narrei esse fato no meu livro "Scenas da Escravidão...".

Faca Sorocaba

No inicio do século 18, com as expedições cientificas que aqui chegaram também vieram pintores que registraram em seus trabalhos tropeiros portanto longas "facas de ponta".
definição oficial das primeiras facas de defesa genuinamente brasileiras e que eram as do tipo Sorocaba. Posteriormente, essa definição ficou restrita às facas produzidas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.


Com a sua ponta fina e curvada era muito útil para arrancar bicho-de-pé.


Um Parque Universitario às margens do Rio Sorocaba

navegando na internet encontrei uma matéria sobre a “Premiação CSN na Construção Civil”, na qual um dos ganhadores apresentava em 2003 o projeto arquitetônico de um Parque Universitário para a cidade de Sorocaba.

O autor é
Marcelo Senday.

O autor conta com a necessidade, e por conseguinte, com a possibilidade, de virmos a tornar possível a completa despoluição do rio Sorocaba e a desocupação de sua várzea para a construção de um Parque Universitário beira-rio.

"No trecho mais urbano de sua várzea, existem grandes áreas hoje ocupadas por antigas indústrias, uso que não mais condiz com essa nova realidade porvir."

Bom, varzea de rio não deve ser ocupada sob qualquer destinação, mas vamos lá:

"Partindo do pressuposto de que a várzea do rio, quando este estiver totalmente despoluído, se transformará num grande parque linear cruzando a cidade de norte a sul, a proposta aqui apresentada é a de um campus universitário como parte de um grande parque beira-rio, do qual poderiam fazer parte, além de áreas pertencentes a antigas indústrias, parte das oficinas e do pátio da Estação Ferroviária, que hoje se encontram abandonadas. O campus universitário ocuparia justamente uma parte da área industrial. Pretende-se assim dar um novo uso a uma área dentro da mancha urbana, central, já dotada de infra-estrutura, e que hoje em dia se encontra subtilizada. Uma área que possui potencial para ser convertida em um espaço para a cultura e o lazer.”

A área de intervenção é fortemente delimitada, de um lado pelo Rio Sorocaba, e do outro pela linha férrea, que vem de São Paulo e segue em direção ao oeste do Estado. O atual Plano Diretor em elaboração sugere que a malha ferroviária que corta a cidade possa ser convertida em meio de transporte coletivo sobre trilhos. Assim sendo, o parque universitário disporia de uma grande acessibilidade, privilegiando o pedestre e o transporte coletivo, através de pequenas estações de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) estrategicamente localizadas.

O projeto trata a universidade como uma instituição coesa onde o intercâmbio entre os diversos campos do conhecimento seja favorecido, através de uma edificação também coesa.

"O cidadão comum, ao utilizar algum dos serviços especializados ali localizados, ao cursar um dos cursos abertos, ou mesmo num simples passeio, observará as diferentes escolas, os alunos de diferentes disciplinas se apropriando dos espaços de diferentes maneiras."

"A circulação interna de veículos se restringe a uma rua única, paralela ao edifício, servindo aos bolsões de estacionamento (aproximadamente 1000 vagas). Uma avenida externa faz a ligação expressa com o sistema viário da cidade, ou seja, a rua interna não será utilizada como “atalho”.

Lógico que ainda faltaria um estudo de impacto ambiental, resta saber também se o autor faz a correta distinção entre área de esporte, lazer e cultura beira-rio de mata ciliar e se isso está contemplado no projeto, parece que não, se não está, seria possivel?

03 outubro, 2007

Qual é a indignação da classe média?

“Se o País não for pra cada um, pode estar certo, não vai ser pra nenhum” (Samuel Rosa/C. Amaral – Skank – “Esmola”).

Tenho escutado nos últimos dias, de amigos e eleitores com quem converso, duas coisas: a primeira é a idéia de que a classe média está revoltada com o governo Lula a ponto de reprovar seu governo e distanciar-se cada vez mais dos petistas. A segunda é, de novo, a reprovação a atitudes do PT de uma forma geral, que agora “ajudou a absorver” o Renan Calheiros no Senado. Como acho um tanto injustos esses sentimentos, procuro dialogar com meus amigos que são das classes médias, buscando compreender o problema e mostrar o meu ponto de vista.
Num artigo recente a filósofa Marilena Chauí frisou que um dos aspectos definidores da classe média no capitalismo é o medo da proletarização e a identificação com os valores das classes dominantes – ela quer “subir” e tem pânico com a idéia de “cair”. Mas para mim isto não explica tudo.
Creio que durante muito tempo houve uma identificação de importantes setores da classe média com os ideais e lutas (por direitos e liberdades democráticas) do PT e o comportamento inadequado de importantes dirigentes e parlamentares do partido no governo federal criaram uma ruptura. Por outro lado, há uma espécie de revolta (confessa) com a carga tributária que é alta no Brasil e um certo preconceito social (inconfesso) pelo fato do governo “gastar muito” com políticas sociais para os pobres, além de não comprar a briga para diminuir o lucro dos muito ricos (isso é verdade).
Por que acho injustos estes sentimentos? Porque vejo que o Brasil está mudando e para melhor. Uso o verbo no gerúndio por que sei que muito tem que ser feito ainda. Mas, um olhar sincero e honesto verá que estamos vivendo uma realidade muito diferente do que a de quatro anos atrás. E eu não falo só da economia que, aliás, está muito bem porque bem gerida pelo governo. Peguemos o caso do meio ambiente: entre 2001 e 2002 o desmatamento da Amazônia cresceu 27%. Durante a gestão da petista Marina Silva, o desmatamento começou a cair em 51%. Olhemos para a educação, agora com um Plano Nacional, com o Fundef, com a construção de novos campus das universidades federais, com a ampliação das escolas técnicas.
Nos esportes, além das medalhas, fizemos dos Jogos Panamericanos no Rio um orgulho em termos de organização.
Nas políticas sociais, o Bolsa Família atende hoje um quarto dos brasileiros que viviam abaixo da linha da pobreza e foi recentemente elogiado pelo jornal O Estado de São Paulo, um crítico feroz do governo.
No Planejamento, o PAC com todos os investimentos diretos da União em infraestrutura, habitação e saneamento estabelece um novo paradigma do papel do Estado como indutor e planejador do crescimento econômico, quando no governo anterior o que vimos foi baixíssimo crescimento por causa do enxugamento do Estado e sua privatização.
Mas, vamos pegar a economia. O Brasil voltou a crescer num ritmo bom, 5% este ano, depois de períodos de crescimento medíocres. Os investimentos na economia cresceram 13,8% neste último trimestre. O consumo avançou 5,9% no semestre (maior taxa desde 1997). A inflação está controlada. Entre janeiro e agosto foram criados 1,35 milhão de empregos formais. Aumento de 13,2% de aumento de acesso à universidade. As reservas brasileiras chegaram a US 150 milhões o que permite que a crise da bolsas internacionais não afetem o Brasil. E estamos perto de conseguir o Grau de Investimento que coloca nossa economia entre as mais seguras para os investidores estrangeiros.
Agora, creio que o mais importante de tudo são os números divulgados no dia 15 de setembro: a renda média dos brasileiros cresceu 7,2% em 2006 segundo a Pnad. Leio estas notícias nos jornais diariamente e sei que elas não caem do céu: são frutos de um planejamento de governo e de decisões políticas corretas.
Vamos falar agora do tema da corrupção, essa chaga que precisamos combater incessantemente. A Polícia Federal está agindo bastante e desbaratando quadrilhas semanalmente. Gente graúda indo para o banco dos réus.
O Procurador Geral da República, escolhido e indicado por Lula com o aval do PT, não engaveta mais as denúncias de corrupção (lembram do Geraldo Brindeiro, indicado pelo FHC e conhecido como o “Engavetador Geral da República?). E o Supremo Tribunal Federal que está dando um show de independência? Os ministros, na maioria, foram escolhidos e indicados por Lula.
Bom, nossos opositores de sempre, apoiados pelos editorialistas, colunistas e articulistas dos grandes meios de comunicação, no que são copiados por outros meios regionais, se apegam desesperadamente em acidentes (veja o acidente com o avião da TAM), fatos políticos (caso Renan), um deslize do Lula ou de seus auxiliares (caso da Marta Suplicy e Marco Aurélio Garcia) para fabricarem crises, dizendo que “ninguém agüenta mais”, que o País está “cansado”, que “o PT absolveu o Renan”. Nunca falam que o PT fez um Congresso para avaliar sua trajetória de lutas e conquistas para a nossa democracia e para o povo, mas também os erros cometidos por alguns dos seus, que reafirmou seus compromissos com a transformação positiva da sociedade brasileira, que criou um código de ética para nossos dirigentes e parlamentares, que somos centenas de deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros e milhares de vereadores, militantes e simpatizantes por todo o Brasil que nunca tiveram qualquer denúncia contra si. Sabemos que o objetivo dos que fabricam estas crises é criar uma “cortina de fumaça” tentando fazer com que o as pessoas pensem que o País “está ingovernável”, nas mãos de “corruptos”, que o governo “gasta demais”, generalizando tudo e querendo com isso fragilizar o governo e enfraquecer o PT diante da opinião pública. Muitas vezes conseguem, infelizmente.
Com toda sinceridade, percebo que o País está caminhando bem, com rumo, com projeto estratégico, embora temos muito para avançar. E, na medida que criamos uma sociedade mais homogênea, onde as disparidades de renda não sejam tão gritantes, onde os pobres possam ter oportunidades e alternativas para seus filhos não trilharem o caminho da marginalidade, onde todos possam consumir mais, com melhores níveis de educação, com estabilidade e crescimento sustentável, esta sociedade será boa para todos.
Simão Pedro é Deputado Estadual pelo PT

02 outubro, 2007

O preço de um senador


Todo homem tem seu preço. Mas não posso deixar de reconhecer que tenho simpatia por aqueles que se perdem por uma bela mulher.

O Caçador de Pipas

Não se trata do romance do afegão Khaled Hosseini.

É o vereador Ditão, que apresentou projeto de lei para proibir que as crianças soltem pipa em Sorocaba. Realmente, um assunto da mais alta relevância.

Depois de repercussão negativa, voltou atrás e retirou o projeto. Por enquanto.

A próxima investida do vereador deverá ser contra a Amarelinha.

Você sabe quanto ganha e quantos assessores tem um vereador para fazer um projeto desses? Dinheiro jogado fora.

* * * * * * *

Um outro vereador, de uma cidade que bem poderia ser bacaroço, para atender sua base eleitoral, queria que uma caixa d'água fosse construída num determinado local.

O projeto era tecnicamente inviável, e como o tal vereador não entendia - ou não queria entender - as explicações do engenheiro da prefeitura, um colega tentou ajudar:

"Colega, seu projeto é contra a lei da gravidade"

"Então, revogaremos a lei da gravidade, pelo bem da população"

"Não pode, é uma lei federal".

01 outubro, 2007

Paulo será o relator do Projeto de Lei do PRONASCI

O deputado federal Paulo Teixeira será o relator, na Câmara, do Projeto de Lei do PRONASCI (Programa de Segurança Pública com Cidadania), desenvolvido pelo Ministério da Justiça por intermédio das suas diversas secretarias, e instituído por medida provisória em agosto deste ano.
O Programa, que tem como objetivo prevenção, controle e repressão da criminalidade, faz uma articulação dos projetos de segurança com os projetos sociais por meio da integração entre União, estado e municípios; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e repressão qualificada.

Indicadores sociais mostram um Brasil melhor

Embora os jornais de sábado tenham dado pouco destaque ao estudo e optaram, como de hábito, por valorizar dados negativos, como o de que a taxa de analfabetismo no Brasil é maior do que a média da América Latina, o estudo revela um conjunto de indicados sociais bastante positivos.
Na área da educação, por exemplo, mostra que, de 1996 a 2006, as taxas brutas de freqüência à escola de alguns segmentos etários apresentaram crescimento relativo muito significativo. Para as crianças de 0 a 3 anos de idade, os percentuais dobraram nesse período, de 7,4% para 15,5%. Na faixa seguinte, de 4 a 6 anos, as taxas passaram de 53,8% para 76,0%, um aumento de mais de 40%. Além disso, a defasagem dos alunos do ensino fundamental cai 41,6% em dez anos.
No Brasil, o analfabetismo atinge 14,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais e está concentrado nas camadas mais pobres, nas áreas rurais, especialmente do Nordeste, entre os mais idosos, de cor preta e parda. Ao mesmo tempo, entre 1996 e 2006, o percentual de jovens de 15 a 24 anos analfabetos reduziu-se bastante, chegando a 5,8%.
Embora ainda seja baixa, a média de anos de estudo da população vem melhorando ano a ano. De 1996 para 2006, essa média passou de 5,7 para 7,2 anos de estudo para as pessoas com 15 anos ou mais de idade.
A pesquisa do IBGE revelou, também que em dez anos, o número de crianças trabalhando, na faixa de 10 a 15 anos, caiu de 3,6 milhões para 2,5 milhões. Entretanto, a pesquisa encontrou 235 mil crianças de 10 a 17 que declararam trabalhar em vias públicas. No outro extremo da população, entre os 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 14,6 milhões (76,6%) eram beneficiárias da Previdência.
A taxa de mortalidade infantil no Brasil continua em declínio, passando de 36,9‰ para 25,1‰, entre 1996 e 2006. A melhoria das condições de habitação, particularmente o aumento relativo do número de domicílios com saneamento básico adequado, vem contribuindo para reduzir as mortes infantis.
Em 2006, 61,5% dos domicílios urbanos brasileiros tinham saneamento adequado ou completo, com serviços simultâneos de abastecimento de água por rede geral com canalização interna, ligados à rede geral de esgotamento sanitário e/ou rede pluvial, e com serviço de coleta de lixo diretamente no domicílio.
Os dados da pesquisa, pela sua amplitude, merecem uma análise cuidadosa. Embora eles apontem que ainda temos graves problemas a superar, como o do elevado índice de analfabetismo, é inegável que o quadro revelado pelo estudo mostra um Brasil melhor do que há dez anos atrás, em vários indicadores sociais. Isso é inquestionável.
Fonte: Blog do Zé Dirceu
O senador Cristovam Buarque diz que "Lula vai ter que importar aluno" se quiser criar 10 universidades.

O ex-ministro, ex-presidenciálvel da educação e atual papagaio de ex-presidente completou dizendo que a proposta do presidente Lula (o sem educação) é eleitoteira e que o Brasil não possui alunos suficientemente preparados (?) para ocupar as novas vagas.

Dez novas universidades não contempla sequer a classe média completamente, a proposta do governo é ainda muito tímida, Cristovam só pode ter endoidado!

Educação, educação, educação...

Preservação da memória da colônia espanhola em Sorocaba (Casa de España Dom Felipe II)

Casa de España Dom Felipe II

Sorocaba recebeu a partir do final do século XIX um grande influxo de imigrantes europeus, principalmente espanhóis e italianos que vieram trabalhar na indústria sorocabana. As vilas operárias criadas nos arredores das fábricas deram origem aos bairros mais próximos do centro como Barcelona, Trujilo, Santa Rosália, etc. Durante a primeira metade do século XX Sorocaba teve um movimento operário muito forte, acredita-se que opção dos operários pelo anarquismo deu-se, em grande parte, pela influência dos movimentos anarquistas espanhol e italiano.

No entanto, no processo de formação e construção da memória em Sorocaba a história dos operários foi apagada juntamente com a história da colônia espanhola. Hoje referimo-nos ao passado de nossa cidade como "Manchester Paulista", até poucas décadas, devido ao movimento operário, essa identidade dividia espaço com uma outra cidade, a "Moscou do Brasil", nesse processo de esquecimento e enaltecimento da cultura da elite, os traços da imigração espanhola foram também apagados.

No sentido de preservar e resgatar a memória da colônia espanhola esta sendo criada a Casa de Espanha Dom Felipe II, por iniciativa da ong Memória Viva.

Entrevistei Sérgio Aranha, presidente da Memória Viva, para o Bah! Caroço neste final de semana, um diálogo bastante agradável e instrutivo:

Bah! Caroço:
Qual é a finalidade da Casa de Espanha, e como surgiu a iniciativa?

Memória Viva: Retribuir aos espanhóis e seus descendentes o muito que eles fizeram por Sorocaba. A iniciativa surgiu numa das reuniões feitas pela produção da peça Do Outro Lado do Rio, que vai estrear no final de outubro (Mário Pérsico). Essa reunião era uma palestra do jornalista e historiador Sérgio Coelho, foram três palestras com ele. As palestras eram abertas a todos que quisessem ir. Numa dessas reuniões surgiu a discussão sobre a pouca representatividade dos espanhóis em Sorocaba, a perda da identidade e saiu dessa discussão a idéia de formarmos uma Casa de Espanha em Sorocaba.

Bah! Caroço: Em que consiste o acervo?

Memória Viva: A CASA DE ESPAÑA DON FELIPE II é na verdade um centro cultural, que abrigará diversas atividades, como por exemplo : museu da imigração espanhola, com acervo a ser conseguido junto a colônia espanhola, biblioteca, palestras, comemoração de datas nacionais, aulas de espanhol, aulas de danças típica, museu da pessoa (filmarmos os mais antigos do bairro) histórias de vidas, um pequeno restaurante com bebidas e comidas típicas, etc...

Bah! Caroço:
Como surgiu o nome Dom Felipe II?

Memória Viva: trata-se do soberano espanhol que unificou as coroa de Portugal e Espanha e reinou quando do início da fundação de Sorocaba, para isso consideramos o início da fundação de Sorocaba com Antonio Sardinha procurando ouro nos morros de Ipanema e a fundação da Vila de São Felipe. A partir de 1589 ou 1590.

Bah! Caroço:
Quando se iniciou a colônia espanhola em Sorocaba?

Memória Viva: Sergio Coelho no seu livro Os Espanhóis, nos diz que começou entre 1885 a 1890.

Bah! Caroço: E o movimento operário, um grande número de espanhóis vieram para Sorocaba trabalhar na indústria, o movimento em Sorocaba teve grande viés anarquista, você acredita que isso tenha ocorrido em decorrência da colônia espanhola?

Memória Viva: Riquíssima a história do movimento operário em Sorocaba. Graças à colônia espanhola e italiana tivemos um grande e representativo movimento anarquista aqui. Sou fã o do Perdigão e da Salvadora, e quero homenageá-los com salas com os seus nomes na Casa de Espanha.

Bah! Caroço: O que resta da cultura espanhola em Sorocaba hoje?

Memória Viva: Infelizmente muito pouco, esse é dos motivos para fundarmos a Casa de Espanha, vamos resgatar as tradições perdidas e a identidade cultural dos espanhóis e seus descendentes.

Bah! Caroço: Quase todas as cidades que receberam um grande fluxo de imigrantes possui uma política de preservação desta memória, Sorocaba nesse ponto engatinha, por quê você acha que isso acontece?

Memória Viva: Sorocaba cidade sem memória, depois de termos destruído quase todo o nosso patrimônio edificado, de perdermos quase totalmente a nossa identidade cultural, o nosso sotaque caipira, só nos resta o caminho da preservação do patrimônio cultural, veja o trabalho da ong Memória Viva, assista os nossos programas na TVCOM de Sorocaba, as segundas- 21,00 horas, quartas - 19,00 horas e aos sábados - 14 horas.

Bah! Caroço: Como se tornar membro da Casa de Espanha?

Memória Viva: Qualquer pessoa pode ser associada, a partir do dia 06 de outubro, às 10,00 horas, na assembléia de fundação, compareçam. Vai ser na AEAS (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Sorocaba) rua Piauí, 81, uma festa espanhola, com certeza.

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Sergio Benedito Abibe Aranha é Mestre em Engenharia Civil pela FEC da UNICAMP. Presidente da ong Memória Viva e da Comissão de Fundação da Casa de Espanha

Show do Illapu e Kleiton & Kledir : a noite foi dos chilenos

Por Francisco Prandi

São Paulo, 29 de setembro de 2007;

Nunca fui muito fã do Kleiton & Kledir e nunca tive medo de admitir isso. Porém, quando vi que eles iam se apresentar com o Illapu no Memorial da América Latina, em São Paulo, não quis perder a oportunidade.

Pobre da minha mãe enchi seu saco, o dia todo, ela, meu padrasto e eu, tínhamos ido assistir à Rosa Passos no dia anterior, sensacional e aí eu vi o cartaz do grupo chileno.

No dia seguinte, meu padrasto comprou os últimos ingressos para o show, cheguei lá e logo vi a quantidade de imigrantes chilenos em São Paulo, detalhe: Ali só haviam os anti-Pinochet, porque ainda há (infelizmente) os pró.

Kleiton & Kledir abriram a noite com as antigas músicas, que até me surpreenderam o público chileno é muito caloroso, aplaudiam a música com muito amor e muito calor. De repente, chega o Grupo Illapu. Quase veio abaixo o auditório Simón Bolívar. Junto com Kleiton & Kledir cantaram a maravilhosa "Canción y Huayno" foi muito bom.

O Grupo mal entrou e o público, inclusive eu, já gritava fervorosamente "Chi-chi-chi Le-le-le VIVA CHILE!" e as músicas foram passando. O show ia ficando mais caloroso e mais animado a cada canção.

Ao fim se uniram de novo a Kleiton & Kledir e cantaram a maravilhosa "Vira, virou". O grupo ainda voltaria, mais uma vez, para cantar mais umas duas. Durante o intervalo, escutei algo que me contentou muito, um grupo de homens de 50 anos para cima e outros tantos jovens (inclusive eu de novo) gritavam : JJCC! JUVENTUDES COMUNISTAS DE CHILE! Essa é a prova. Os sonhos não morrem, podem até se ocultar, mas nunca serão apagados.

Os integrantes cumprimentaram o público que saiu com a alma lavada.

30 setembro, 2007

Atividade no Pq. das Laranjeiras

O Movimento Hip Hop Rima e Revolução, organizou atividade na Escola do Bairro Parque das Laranjeiras.
O encontro foi um sucesso!
O coordenador do Movimento Rima e Revolução, Josué de Lima, considerou de suma importância a participação da população!
Parabéns, Josué!!! Arrebentou!!!


Participaram dos debates: Professor Assis, de Karatê; Professor Alemão, de Capoeira; Toninho, do Movimento Largue de Fumar em 5 dias; além de mim!

Grileiros privilegiados e a reforma latifundiára

Dalmo Dallari - Jurista e professor da Faculdade de Direito da USP

"Vender grandes extensões de terras públicas a grileiros ricos, sem fazer a licitação que a Constituição exige para as alienações, é flagrantemente inconstitucional, além de ser imoral e contra o interesse público, pois o patrimônio do povo estará sendo entregue, mediante o pagamento de um preço que poderá ser bem menor do que o valor real, a quem teve a ousadia e os meios para invadir uma grande área pública.(...)"

Para ler na íntegra, clique no título
No jornal Bom Dia de hoje (domingo), matéria sobre jovens na política!
Nesta entrevista, afirmo que o desinteresse do jovem pela política é consequencia da precarização do ensino, além do fato de termos grandes responsabilidades muito precocemente.

Juiz desonesto e tucano: eufemismo?

Um relatório da Polícia Federal no inquérito do valerioduto tucano aponta que o advogado do publicitário Marcos Valério, Rogério Lanza Tolentino, teria recebido dinheiro do suposto esquema entre agosto e outubro de 1998.

Na época, Tolentino era juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e teria recebido a quantia durante a campanha do então governador Eduardo Azeredo (PSDB) que tentou, sem êxito, a reeleição.

As informações são do jornal “Folha de S.Paulo”.

O advogado teria votado favoravelmente o governador em decisões tomadas em datas próximas a supostos depósitos em sua conta e de sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino.

O relatório da PF indica que, entre agosto e outubro de 1998, cinco pagamentos no total de R$ 302.350 teriam sido feitos ao juiz e sua mulher.

* * * * * * *

Acuado com as acusações, o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), entregou a rapadura e envolveu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo divulgou a agência Carta Maior, as declarações do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no esquema de caixa-dois de sua campanha para o governo de Minas Gerais em 1998, causaram um terremoto dentro do partido, desencadeando uma operação para isolar e silenciar Azeredo o mais rápido possível.

Lideranças tucanas fizeram fila, quarta-feira, para rebater as declarações do senador mineiro.

“O senador não poderia ter dito isso. Está me obrigando a responder algo surrealista. Envolver o presidente (FHC) nesse episódio é o mesmo que envolver o presidente Bush”, disse Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. Virgílio não explicou porque seu colega de partido “não poderia” ter dito o que disse.

O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), recorreu à psicologia para explicar as declarações de Azeredo. Segundo ele, as declarações de Azeredo ao jornal Folha de São Paulo são uma demonstração de indignação e transtorno mental.

* * * * * * *

Dizem que sou louco...

28 setembro, 2007

O retorno de Jedi

Depois de mais de uma semana sem postar no blog, voltei.

Problemas técnicos.

Vejo postagens polêmicas do Fábio, extensas do Eliton (mas muito esclarecedoras) e o Daniel sempre dando os informes.

Enquanto estive afastado, tramei idéias. Conspirando com meus companheiro de blog.

Aguardem, em breve, Abacoros!

Que a força esteja com vocês!

Radio Usp

Ouça a Rádio Usp enquanto trabalha!
Agradabilíssima!!!

Nossa moderna agroindústria

No dia 30 de junho houve a maior libertação de trabalhadores em regime escravo depois da abolição da escravatura. Ao todo, 1.064 lavradores, trabalhavam em condições precárias para a agroindústria Pagrisa, seus contra-cheques apresentavam valores baixíssimos, a maioria com valores que não superavam R$10,00, outros recibos exprimiam-se em centavos e até mesmo rendimentos negativos. Todos atuavam na lavoura de cana-de-açúcar e foram resgatados pelo Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho.

No entanto, um grupo de senadores esta pressionando para que o grupo móvel deixe de fiscalizar as fazendas suspeitas de empregar mão-de-obra escrava: Romeu Tuma (DEM-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Kátia Abreu (DEM-TO), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fizeram uma visita à fazenda no último dia 20 e prometeram entrar com um pedido de inquérito na Polícia Federal contra as práticas de atuação do Grupo Móvel.

Kátia Abreu afirmou que a empresa Pagrisa ''é muito bem administrada e forma uma comunidade de trabalhadores rurais'' (vermelho.org.br)

A boa administração citada pela senadora era garantida por homens armados.

A horta que vendia alimentos aos trabalhadores era irrigada com "fertilizante natural" encanado diretamente do esgoto dos próprios alojamentos.

Tudo o que eles consumiam era comprado ali mesmo a preço inflacionado que os mantinha constantemente endividados.

Vale lembrar que no ano passado o Congresso aprovou a famigerada Emenda 3 que proibia, entre outras coisas, a fiscalização de fazendas pelo Ministério do Trabalho. A emenda foi derrubada por veto presidencial posteriormente, sob forte oposição de PSDB, PFL, PMDB e do Partido da Mídia.

Muitas fazendas têm sido autuadas nos últimos anos, a grande mídia sequer noticia tais fatos, no entanto, qualquer atividade do MST e logo estampada nas capas dos jornais e tratado como ato de terrorismo pela mídia.

27 setembro, 2007


Gabriel

Passadas quase duas semanas da saída de Gabriel do PT, não sabemos ainda quais motivos realmente o levaram a deixar o partido e ir para o PCdoB.

a) Sabemos que o Gabriel não tinha divergência ideológicas com o PT, muito menos possui convergências com o Partido Comunista, ele não é comunista, nem estava mais à esquerda do que o campo majotritário do partido;

b) Até pouquíssimo tempo Gabriel gravitou em torno desse campo majoritário;

c) Gabriel possuía uma salgada dívida de campanha que ele não conseguia saldar estando no PT, sem pagar a dívida ele não poderá ser candidato e o PCdoB não tem condições de pagá-la;

d) Gabriel sabe que não seria eleito pelo PCdoB e o rompimento com o PT não é bom;

e) Gabriel levou consigo apenas dois de seus parceiros mais próximos e não entrou em polêmicas com o PT e seus maiores aliados petistas continuam filiados;

Existem várias hipóteses para o que tenha contribuído para a decisão do Gabriel:

1ª Sabendo que não seria candidato no PT Gabriel foi para o PCdoB para forçar um bom acordo numa chapa como vice do PT, desde que a prefeita seja Iara Bernbardi;

2ª Gabriel sabe que seria muito mais fácil ser eleito deputado estadual pelo PCdoB que pelo PT, ele teria feito o mesmo raciocínio que Raul Marcelo (Psol) quando saiu saiu do PT;

3a Ou simplesmente, como andam dizendo por ai, alguém pode ter prometido pagar sua dívida para que ele dividisse os votos do PT, motivo que também foi cogitado em 1996 quando Nildo Leite (PSB) se candiodatou a prefeito rachando a base do PT, o que supostamente também teria sido articulado entre PCdoB e PSDB;

Porque não haverá ataque ao Irã

Invadir o Irã como vem ameaçando o governo Bush não é tão fácil como ele pretende demonstrar:

O Irã mantém o controle sobre grande parte dos líderes xiitas no Iraque (maioria) e os EUA têm consciência que a paz no Iraque depende do Irã;

O Irã mantém grande influencia sobre a Síria, país inimigo dos EUA;

Os iranianos são os principais fornecedores de petróleo para a China e uma crise na economia chinesa poderia desencadear uma crise na economia mundial;

O pais dos Aiatolás tem acesso fácil ao estreito de Ormuz, por onde passam 80% do óleo cru proveniente do Golfo Pérsico (Kuait, Arábia Saudita, Irã e Iraque), disseminar minas anti-navio é uma tarefa muito rápida que pode parar a economia mundial em alguns dias;

Teerã dispõe também de mísseis balísticos Shehab-3 com um alcance de até 1.500 quilómetros que podem bater alvos no território de Israel, principal aliado dos EUA;

Existe ainda o recentemente constituido “corpo de kamikadzes” ( 40 mil efetivos), dispostos a se explodirem contra alvos dos EUA. Eles apareceram em público durante um desfile militar em 13 de fevereiro;

Por outro lado, o alto grau de perigo representado pelo Irã pode favorecer uma concertação no oriente médio que contribua para a retirada das tropas dos EUA do Iraque, visto que o Irã é tido como última possibilidade e única força política capaz de neutralizar a guerra civil no Iraque. Se os EUA continuarem no Iraque a guerra não terá um fim próximo e mais cedo ou mais tarde o conflito com o Irã se tornara inevitável, a não ser que seja usado o arsenal nuclear para aniquilar o Irã antes que ele possa reagir.

26 setembro, 2007

terceira idade viaja de graça em onibus interestadual

Meus pais acabaram de chegar de uma viagem ao Paraná, estado em que viveram grande parte de suas vidas e onde nasceram todos os meus irmãos. Como eles já passaram dos 60 anos de idade foram beneficiados por uma medida do governo federal que disponibiliza uma parte dos lugares em ônibus interestaduais para os idosos.

SEJA INTELIGENTE, NÃO SEJA JABOR

A geração de homens que lidam com a cultura que viveu sob a Ditadura Militar adquiriu um cacoete. Sob a Ditadura, ficavam indignados de ver a população, na sua maioria, aceitando o regime, e então atacavam não só o governo que não gostavam, mas também os modos do povo brasileiro, pois identificavam naqueles modos um aval para a própria Ditadura Militar.

Não foram poucos os que se livraram disso. Mas há os que ainda raciocinam assim, mesmo que o governo não seja mais a Ditadura Militar. Não gostam do Presidente e de seu partido, e então acham que o brasileiro é o espelho do governo. É um modo errado de entender as sociedades. Ninguém é igual ao que a gente não gosta só por que não fica protestando o dia todo contra o que a gente não gosta. E esse é o erro fatal de Jabor. Ele tem lá suas mágoas contra o PT e contra o Lula – quem não tem? – e então, não contente em atacar quem é de direito, partiu para um briga maior. Ele está de mal com o mundo, e resolveu ficar de mal com o brasileiro.

Ponto a ponto, vou levantar dúvidas sobre o que ele disse a respeito do “brasileiro”. E em nenhum momento vou usar contra Jabor o instrumento da burrice, que é o “não se deve generalizar”. Quem diz que não se deve generalizar não sabe escrever. Jabor está correto ao criar “o brasileiro”. E vou me manter nessa abstração sociológica – ou quase isso. Mas vou tentar mostrar que uma outra abstração, muito mais positiva, está correta.

O texto dele foi feito por itens, aos quais ele acrescenta, no final, a palavra-sentença “mentira”. Eu vou tecer considerações abaixo de cada um dos itens. Os itens dele estarão aspados. Além disso, coloco as iniciais nas frases dele e nas minhas, para diferenciar e facilitar o leitor.

“Verdade está na cara, mas não se impõe.” (AJ)

Prefiro: a verdade nunca está tão na cara, e muitas vezes nós a engulimos por imposição, embora eu, em particular, goste de viver em lugares onde a verdade seja resultado de conversação, não de força. (PGJr)

“Brasileiro é um povo solidário. Mentira.” (AJ)

O brasileiro não é mais solidário que povos com tradição comunitarista, mas é bem mais solidário do que muitos outros povos. Principalmente nas cidades grandes, ao contrário do que parece. Todos nós vemos como que São Paulo se mobiliza em favor dos desabrigados, quando há catástrofes. E como isso se repete no Rio. Não somos só nós que notamos isso, os estrangeiros que aqui ficam dizem isso, quando convivem um pouco mais tempos conosco. E quando trabalhamos no exterior, podemos comprovar isso. Nossa solidariedade, inclusive, é celebrada pelas comunidades que brigam lá fora, mas que aqui, são unidas. (PGJr)

“Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem solidariedade e preparo nem para ser gari, sóporque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda emtributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar dogoverno uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossacriminalidade... Não protestar cada vez que o governo compra colchõespara presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa degente solidária. É coisa de gente otária.” (AJ)

Brasileiro não é otário por apostar nos outros com história. Lula foi uma aposta. Muitos votaram nele dizendo: FHC controlou a inflação, agora, um cara que foi pobre, vai consertar o outro lado, que é injustiça social. Fazer essa aposta não é coisa de gente otária ou babaca, é coisa de gente esperançosa e que sabe viver em democracia. Agora, o brasileiro se indigna sim, que se compre colchões para presidiários, mas ele sabe que na cadeia não estão animais. E nem animais nós tratamos mal. Muitos brasileiros honestos já estiveram na cadeia. Então, pesam isso na hora da defesa de direitos humanos. Só os fascistas acham que quem está na cadeia deve sofrer mais do que já se sofre por estar enjaulado. Quanto a imposto, o brasileiro paga menos impostos do que outros povos. Se olharmos Israel ou os Estados Unidos, perceberemos isso. Todo mundo reclama de pagar imposto em qualquer país do mundo, O brasileiro também reclama – e reclama certo. Ele espera que os ricos paguem mais que a classe média e os pobres. Mas o brasileiro gosta de que isso venha em forma de lei, e vota nos candidatos que querem tal transformação. É visível o descontentamento do brasileiro quanto ao destino de seus impostos. Mas ele paga. Pagar é de lei, enquanto a lei não muda. O brasileiro não é otário por seguir a lei. Ele é honesto. (PGJr)
“Brasileiro é um povo alegre. Mentira.” (AJ)

“Brasileiro é bobalhão. Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e darrisada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmoque contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema.Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providênciascomo cidadão, ri feito bobo.” (AJ)

Brasileiro é alegre sim. De bobalhão não tem nada. Todo começo de ano as pesquisas mostram que o brasileiro está mais feliz que outros povos e com mais esperança. E quando o brasileiro passa por problemas como o do PCC, do masssacre, ele reage. Todos ficaram indignados. Mas é um sinal de inteligência saber rir de si mesmo, e das circunstâncias difíceis. A piada do Zé Simão às vezes não é só um modo de suportar a dor ou amenizar as coisas, muito menos é um modo de ser bobo, é uma forma aguda de crítica social. Os Estados Unidos usam o cinema para a auto-crítica mordaz. Nós usamos o humor televisivo e jornalístico – um dos melhores do mundo. Não rimos feito bobos, de modo algum. Rimos com inteligência e coragem. Só o brasileiro tem o humor agudo a ponto de conseguir reverter quadros deprimentes, fazer piada para, então, acalmar os ânimos e seguir em frente. Muitas das vezes que resolvemos situações delicadas, fizemos isso por conta de conseguirmos fazer humor. Nossos cartunistas fizeram parte da linha de frente das batalhas contra a ditadura e, agora, contra a corrupção. Nossos cartunistas foram muitos mais rápidos do que quaisquer outros, no mundo, em poder criticar a esquerda, acostumados a só criticar a direita. Quem não ri, este sim, é tomado com bobo em qualquer cultura – é o cara que não entende a piada. É o tonto. O tonto é o cara que não entende a piada. E a vida, mesmo trágica, é cômica, sabemos disso. O brasileiro é excelente nessa auto-crítica. (PGJr)

“Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.” (AJ)
“Brasileiro é vagabundo por excelência. O brasileiro tenta se enganar,fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos dopovo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver umdeputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o sacoo resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que seestivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma emreceber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nadae não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários da bolsa família) não pode ser adjetivada deoutra coisa que não de vagabundo.” (AJ)

Qualquer pesquisa da OIT mostra que o brasileiro é uma pessoa que tem uma jornada de trabalho longa, e que começa muito cedo. Receber bolsa família, se oferecida, não é sinal de má vontade. Quem não receberia? Agora, todos sabemos, olhando para a nossa vizinhança, quem não trabalha. E quem não trabalha fica estigmatizado logo. Isso deixa claro, mesmo para quem não acredita em estatísticas, que o trabalho é um elemento positivo em nossa sociedade. E que os jovens pedem em suas reivindicações senão trabalho? (PGJr)

“Brasileiro é um povo honesto. Mentira.” (AJ)
“Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Nãopor medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão,pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas,quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.” (AJ)

Brasileiro é honesto. A corrupção que vemos no Brasil não é tão maior do que em outros países se notarmos o tipo de vida que os nossos funcionários “de rua” possuem. Nossos policiais de rua ganham pouco. Nossos professores que ficam em sala de aula ganham pouco. Todos que enfrentam o mais duro, ganham pouco. É um milagre que a corrupção seja só esta que vemos diante do salário que essas pessoas possuem. E mais, você nota a honestidade do brasileiro na cidade de São Paulo. Ele pega um dinheiro que caiu ao chão para devolver. Se há gente desonesta, que tenta um assalto, há vinte ao seu lado, avisando e tentando dizer “cuidado com a bolsa”, “faça isso e aquilo”. O brasileiro não é tonto de jogar dinheiro fora, se o recebe. Mas ele pensa sempre, em primeiro lugar, em ganhar menos, mas honestamente. Há muito mais gente ensinando os filhos a não roubar do que ensinando a roubar. E por isso nossa sociedade funciona, mesmo quando estamos sob governo ruim. (PGJr)

“90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.” (AJ)
“Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outraalternativa, e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho'do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fossehonesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3, mas não milhares de pessoas.Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos,inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.” (AJ)

O favelado não é mais nem menos honesto que outros. E ele pega o emprego que existe. Ele prefere trabalhar sem arma em punho, e que não seja na ilegalidade. Mas quando ele nasce nisso e outras oportunidades não aparece, ele trabalha nisso. Muitos bolivianos trabalham em plantação de cocaína, mas não ensinam seus filhos a roubar. O mesmo ocorre na favela: há regras,há justiça, há formas de honestidade. Mas não haverá nunca um dia em que todos na favela sairão às ruas dizendo: “vamos parar de traficar agora!” Nunca houve algo assim na história. Para que isso possa ser vislumbrado, é necessário que exista alternativa de vida. Onde há, já ficou provado, o brasileiro opta pela situação menos tensa, mais acomodada, mais legal e honesta. Agora, o favelado às vezes coopera com a polícia, sim, contra os bandidos. Mas e as conseqüências? Ele agüenta? Sozinho? Mesmo os policiais, muitos deles precisam fazer acordos com bandidos, para não terem suas famílias dizimadas. O brasileiro é honesto, e antes de tudo, é um sobrevivente. O brasileiro da favela, muitas vezes, é um herói. Jabor e cineastas brasileiros gostam de falar que são heróis no cinema, este cinema ruim que fazem, mas não reconhecem o valor desse pessoal na realidade (PGJr).

“O Brasil é um pais democrático. Mentira.” (AJ)
“Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povoacha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoriabarulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numatroca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos, mas ninguém tem obrigações, não existem democracia e sim,anarquia.” (AJ)

O Brasil é democrático. As pessoas que querem bandidos na cadeia são a maioria? Sim, e daí, o que tem a ver isso com não ser democrático? A vontade da maioria se faz, na democracia, por canais legais, não por decisão imediata, como passe de mágica. Quem não respeita os trâmites para que as leis se aperfeiçoem, quem não tem paciência, este sim, apela para o autoritarismo. Além disso, a definição de democracia não é a de vontade da maioria. Só uma pessoa muito burra diria isso. Democracia é vontade da maioria sem que existe desrespeito a direitos de minorias. Por isso cada passo é lento. A cada mudança de lei, para fazer valer a vontade da maioria, é necessário fiscalizar se um direito de minoria não está sendo arrebentado. Às vezes podemos achar que para combater uma doença que só pega uma minoria, poderíamos isolar os portadores (uma idéias cubana para tratar da Aids, e que não deu certo), mas aí veremos que isso irá contra o direito deles. As leis de vontade de maioria somente não são leis democráticas. Onde há só a vontade da maioria não existe democracia, existe fascismo. (PGJr)

“Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoriabarulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto veremos que vivemos numasociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suasMPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais(ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, opagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.Democracia isso?” (AJ)

Quem é a minoria barulhenta? Ora, quem está na TV, do lado do poder, gritando todo dia, é o próprio Jabor. Fracassado como cineasta, ele tenta imitar Paulo Francis, gritando. E gritando, não consegue imitar. Ele faz parte dos que são barulhentos. Ele é Rede Globo! Pense nisso!(PGJr)
“Pense nisso!” (AJ)

Sim, pense nisso, pense em como Jabor pode ser da Globo e ao mesmo tempo ser barulhento, como se fosse um revolucionário. Mas ele não é, pois todas suas idéias acima são conservadoras”. (PGJr)

“O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileirose acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo dovizinho e acha que está botando pra quebrar.” (AJ)

O jeitinho brasileiro é uma dádiva. É algo do ‘deixa para lá’, que outros povos mais ofendidos deveriam aprender. Nunca a expressão ‘jeitinho brasileiro’ quis se referir a ser espertalhão. Ela era e é usada – por quem tem alguma cultura – no sentido exato de como foi criada, para espelhar nossa fama, verdadeira, de pessoas que preferem uma saída pela lateral do que o confronto bélico. Todos querem ter a TV. Mas quando o processo é burocrático, lento e o serviço mal feito, o brasileiro pode fazer o tal gato. Mas isso é minoria até mesmo em comunidades carentes. (PGJr)

“No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de terganhado na loto... malandrões esquecem que pagam a maior taxa dejuros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zeroeducação, mas e daí?” (AJ)

Taxa e juro e padaria? Bem, não há relação. Mas é característica do pensamento fascista ligar coisas sem nexo, para confundir. E é característica do rico idealizar o povo comum, para melhor ou pior. Jabor, aqui, idealiza para pior. Nunca vi o Jabor em padaria, e olha que ando bem nas ruas de São Paulo e Rio, e não sou novo. Jabor nunca viu uma padaria de pobre, onde o cara manda marcar e paga no dia. Há menos calote do que se imagina. Além disso, ele não sabe bem o que é uma padaria. Na que eu freqüento regularmente, o caixa faz troco errado e as pessoas o corrigem, sempre pagando o certo. Será que nos bairros ricos que o artista global imitador de Francis vai há mais desonestos, daí ele ter dado esse exemplo? (PGJr)

“Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...” (AJ)
Não tem valor ser penta campeão do mundo? Então, qual a razão dos Estados Unidos fazerem um investimento de quarenta anos para poder participar da CoPa? Ser Penta significa abrir portas. O Brasil exporta técnicos e agora vai passar a ser rota de eventos turísticos importantes, ligados ao esporte. Isso foi uma construção do povo brasileiro, que tem mais ou menos 80 anos. (PGJr)

O Brasil é o país do futuro. Caramba, meu avô dizia isso em 1950.Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revoltados meus avós se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemosuma das piores taxas de crescimento do mundo.” (AJ)

Ser o ‘país do futebol’ não significa ganhar sempre, significa que todo mundo aqui é técnico ou jogador. E isso é verdade, tanto é que exportamos jogadores e técnicos. Basta olhar o mundo do futebol para saber que somos o país do futebol. Os ingleses, que criaram o jogo, não são o ‘país do futebol’.

E sobre ser ‘o país do futuro’, a frase não é de um brasileiro. O brasileiro quer viver o presente. Até demais. Seria até melhor que o brasileiro fosse alguém que pensasse mais no futuro. Taxa de crescimento oscila. Governo ruim, taxa ruim – às vezes. Isso pode mudar. A democracia nos dá chance de mudar e ir sempre construindo o futuro (PGJr).

“Deus é brasileiro.” (AJ)
“Puxa essa eu não vou nem comentar... O que me deixa mais triste einconformado é ver todos os dias nos jornais à manchete da vitória dogoverno mais sujo já visto em toda a história brasileira. Parafinalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece!” (AJ)

Deus não é brasileiro? Ou ele está dizendo que sendo Deus brasileiro, e sendo isso um fardo para ele, merecemos isso, que é uma coisa ruim? Aqui, ele se confunde todo. (PGJr)

O fato de não termos problemas climáticos como os outros povos, furacões e tudo o mais, não é uma dádiva? Os brasileiros, os que acreditam em Deus e os que não acreditam, todos são abençoados. Veja, nossa consciência ecológica ainda é pequena, e queimamos a Amazônia diariamente. Mas, ainda assim, as chances de salvá-la existem. E então, isso não é sinal de que Deus é brasileiro?” (PGJr)

“Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.” (AJ)

O brasileiro não gosta de apanhar. Tanto é que a reação é aquela que vimos. Collor traiu os eleitores, a população foi para as ruas contra ele. Lula decepcionou: a população lhe deu um segundo mandato, mas não foi comemorar na Paulista – foi um aviso. O brasileiro tem paciência, é de boa índole, mas não apanha não. (PGJr)

“Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meussentimentos amigos continuem fazendo sua parte, e que um dia pessoasde bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não temterremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, esem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!” (AJ)

Jabor gosta de ser odiado. Não pode ser amado nem odiado pelos seus filmes. Ninguém os viu. Então, dá uma de fascista (ele nem é tanto assim) para ser comentado. Quando diz que aqui não tem terremoto, faz com ironia tola. É de fato uma benção isso. Tudo que ele falou que temos, ele, na sua mesquinhez, falou no fim. No fundo, ele odeia que tenhamos tudo isso. Ele gostaria que tudo isso só existisse no jardim da casa dele.” (PGJr)
“Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?” (AJ)

Finalmente concordo com ele que falta boa vontade. A dele. Pois o modo como agiu acima, na pseudo-crítica, mostra que é ele que tem má vontade. Não tem projeto, não tem utopia, não sabe ter esperança e não sabe rir – isso o faz uma pessoa típica, aquela que conhecemos como os que estão ‘de má vontade’. No fundo, chego a ficar com pena. Deve ser duro viver nessa amargura que obriga a criar mentiras. (PGJr)

Seja diferente. Jabor adota o fascismo, adote a democracia. Jabor fala asneiras, fale o certo. Seja inteligente, não seja Jabor. (PGJr)
Arnaldo Jabor. (AJ)
Paulo Ghiraldelli Jr. (PGJr.)